28,16 Os doze discípulos foram para a Galileia, para a montanha que Jesus lhes tinha destinado. 28,17 Quando O viram, adoraram-No. Entretanto, alguns hesitaram ainda, 28,18 Mas, Jesus, aproximando-Se, lhes disse: “Toda autoridade me foi dada no Céu e na Terra. 28,19 Portanto, ide e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e dos Santos Espíritos. 28,20 Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.”
Para Mt (28,19) -Ide e ensinai... - tomemos “Fonte Viva”(FEB), de Emmanuel por Chico Xavier:
Estudando a recomendação do Senhor aos discípulos - ide e ensinai -, é justo não olvidar que Jesus veio e ensinou.
Veio da Altura Celestial e ensinou o
caminho de elevação aos que jaziam atolados na sombra terrestre. Poderia o
Cristo haver mandado a lição por emissários fiéis... poderia ter falado
brilhantemente, esclarecendo como fazer...
Preferiu, contudo, para ensinar com
segurança e proveito, vir aos homens e viver com eles, para mostrar-lhes como
viver no rumo da perfeição.
Para isso, antes de tudo, fez-se
humilde e simples na Manjedoura, honrou o trabalho e o estudo no lar e, em
plena atividade pública, foi o irmão providencial de todos, amparando a cada
um, conforme as suas necessidades.
Com indiscutível acerto, Jesus é chamado o Divino Mestre.
Não porque possuísse uma cátedra de
ouro...
Não porque fosse o dono da melhor
biblioteca do mundo...
Não porque simplesmente exaltasse a
palavra correta e irrepreensível...
Não porque subisse ao trono da
superioridade cultural, ditando obrigações para os ouvintes...
Mas sim porque alçou o próprio
coração ao amor fraterno e, ensinando, converteu-se em benfeitor de quantos lhe
recolhiam os sublimes ensinamentos.
Falou-nos do Eterno Pai e
revelou-nos, com o seu sacrifício, a justa maneira de buscá-lo.
Se te propões, desse modo, cooperar
com o Evangelho, recorda que não basta falar, aconselhar e informar. “Ide e ensinai”, na palavra do Cristo,
quer dizer: “Ide e exemplificai
para que os outros aprendam como é
preciso fazer.”
Agora, a palavra do Dr. Bezerra de Menezes
-Estarei contigo até a consumação dos Séculos,
conforme lemos em “Veleiro de Luz”, psicografia de Mª Cecília Paiva:
“Cumprindo sua promessa divina de que estaria com seus discípulos até a consumação dos séculos, Jesus trouxe aos homens o coração ardente e vem fazendo a chamada para a tarefa cristã de seu apostolado.
Em verdade, se sentes a fé grandiosa
e sublime na vida imortal, se tens certeza que a vida terrestre é apenas um
episódio passageiro, se vislumbras grandiosos panoramas além céu e sentes a
necessidade de luz e progresso é porque Jesus se aproximou de teu coração e
estua ao teu lado o Amor imensurável do Mestre.
Se tua esperança na vida eterna é
certa, se manténs a chama esmeraldina sempre acesa face aos sofrimentos, é
porque Jesus está contigo, amando-te e doando-te a bênção da esperança.
Se teu coração deseja minorar a
amargura alheia, os olhos choram com os que sofrem e os lábios exprimem
palavras de conforto e ânimo para os infelizes, se doas o que tens aos
necessitados e ergues para a vida maior outras vidas que de ti se aproximam, indiferentes
e desanimadas,
é porque Jesus está ao seu lado, compelindo-te ao bem maior.
Se guardas as palavras de vida
eterna com ardor e fé e sentimentos a favor do irmão, é que Jesus habita
contigo desde agora.
Meu irmão, feliz irmão, que
transitas neste mundo em busca de luz, conferiu-te o Mestre do Amor o dom
sublime de Sua eterna presença, pela tua dedicação constante aos semelhantes.
Ergue bem alto a tua lâmpada para
que teus pés não tropecem nas pedras do
caminho, para que não tombes ao sabor dos obstáculos que surgirem.
Ergue-a bem alto, esparzindo a luz
da caridade por toda parte.
Ao redor de ti formarão filas de
necessitados do caminho; ao teu coração, hão de chegar os sedentos da vida; ao
teu amor, virão os famintos do mundo.
Levanta, pois, bem alto a lâmpada
sublime, porque Jesus chegou e está contigo.
Vence a batalha e apresenta
triunfante a taça da vitória para a conquista de maiores troféus.
Amigo meu, sigamos com Jesus. Ele
está presente!”
Para Mt (28,16-20),
encontramos em “Ave Cristo”(FEB), de
Emmanuel, recebido pela mediunidade de Chico Xavier, alguns trechos que nos
orientam sobre o Cristianismo primitivo:
“Dificilmente, à distância de séculos, poderá alguém perceber, com
exatidão, a sublimidade do Cristianismo primitivo.
Experimentados pela dor, amavam-se
os irmãos na fé, segundo os padrões do
Senhor.
Em toda a parte, a organização
evangélica orava para servir e dar, em vez de orar para ser servida e receber.
Os cristãos eram conhecidos pela capacidade de sacrifício pessoal, a bem de
todos, pela boa vontade, pela humildade sincera, pela cooperação fraternal e
pela diligência que empregavam no aperfeiçoamento de si mesmos.
Amavam-se reciprocamente, estendendo
os raios de sua abnegação afetiva por todos os núcleos da luta humana, jamais traindo a vocação de ajudar sem
recompensa, ainda mesmo diante dos mais renitentes algozes. Ao invés de
fomentarem discórdia e revolta, entre os companheiros jungidos à canga da
escravidão, honravam no trabalho digno a melhor maneira de amparar-lhes a
libertação.
Sabiam apagar os pruridos do egoísmo
para abrigarem, sob o próprio teto, os remanescentes das perseguições.
Inflamados de fé na imortalidade da alma, não receavam a morte. Os companheiros
martirizados partiam como soldados de Jesus, cujas famílias, na retaguarda,
lhes cabia proteger e educar.
Assim é que a comunidade de Lião
guardava sob a sua custódia de amor centenas de velhos, enfermos, mutilados,
mulheres, jovens e crianças.
A igreja de São João era, pois,
acima de tudo, uma escola de fé e solidariedade, irradiando-se em variados
serviços assistenciais.
O culto reunia os adeptos para a
prece em comum e para a extensão das práticas apostólicas, mas os lares de
fraternidade multiplicavam-se, como impositivo da obra espiritual em
construção.
Muitas organizações domésticas
tomavam a si a guarda de órfãos e o cuidado para com os doentes; todavia, ainda
assim, o número de necessitados era, invariavelmente, muito grande.
A cidade fora sempre um ponto de
convergência para os estrangeiros. Perseguidos de vários lugares batiam às
portas da igreja, implorando socorro e asilo.
A autoridade da fé, expressa nos irmãos
mais velhos e mais experientes, designava diáconos para diversos setores de
ação.
Os serviços de amparo e educação à infância, de conforto aos velhinhos abandonados, de sustentação dos enfermos, de cura dos loucos, distribuíam-se em departamentos especiais, expandindo-se, assim, em moldes mais completos, a primitiva organização apostólica de Jerusalém, na qual as obras de amor do Cristo, junto aos paralíticos e cegos, leprosos e obsessores.
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