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quarta-feira, 30 de março de 2011

05/10 'O Livro dos Médiuns de Paulo, o Apóstolo' por Hermínio Miranda

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            Em Filipos, Paulo tem oportunidade de demonstrar ao perplexo Silas a profundidade de seus conhecimentos espirituais e de sua experiência com a mediunidade.  Identificou com toda a segurança a mistificação de um Espírito que se manifestava através da jovem, cujas faculdades eram exploradas comercialmente por dois indivíduos. Paulo afastou o Espírito embusteiro que tentava envolvê-los com as suas louvações e, segundo o relato de Emmanuel, deu longas e precisas informações a Silas sobre o exercício da mediunidade e dos cuidados para evitar a mistificação. Conclui dizendo que ‘o Cristianismo sem o profetismo – isto é, sem a mediunidade – seria um corpo sem alma. Se fecharmos aporta de comunicação com a esfera do Mestre, como receber seus ensinos? Os sacerdotes são homens, os templos são de pedra. Que seria de nossa tarefa sem as luzes do plano superior? (‘Paulo e Estevão’, pág 411).
            Em Corinto, berço de tantas realizações cristãs, Paulo novamente recebe a presença do Cristo, que lhe diz para prossguir intimorato pregando a palavra:
            - Não tenhas medo, segue falando nas ruas, porue eu estou contigo e ninguém te porá a mão para fazer-te mal, pois tenho um povo numeroso nesta cidade (Atos 18: 9-11).
            Notável esta comunicação, porque mais uma vez se revela o cuidadoso planejamento a que são submetidas as tarefas espirituais. Muitos Espíritos já se achavam encarnados em Corinto, prontos  para receberem a mensagem evangélica. Jesus sabia disso, evidentemente, e encoraja Paulo para que o apóstolo siga pregando. Ali seria um dos grandes focos de irradiação do Cristianismo nascente. Foi para os coríntios que Paulo escreveu duas das suas mais importantes epístolas. Foi ali que ele elaborou a famosa Carta aos Romanos. Foi ali que se desenvolveu excelente núcleo mediúnico sobre o qual ainda falaremos adiante. A tarefa de Paulo era importante demais para que fosse abandonada ou adiada. Para assegurá-lo disso, Jesus não hesita em trazer pessoalmente seu estímulo. Além do mais, Corinto se banhava de muitas e consoladoras emoções para o espírito de Paulo, pois ali viveram e sofreram Estevão e Abigail.
            Em Atos, capítulo 19, Lucas oferece uma dramática confirmação de que mediunidade e Cristianismo eram inextricavelmente unidos.
            Paulo deixou Apolo em Corinto e se dirigiu a Êfeso, onde encontrou alguns discípulos de João Batista e lhes perguntou:
            - Recebeste o espírito santo quando abraçaste a fé?
            - Mas se nós não ouvimos nem sequer dizer que exista espírito santo – foi a resposta desconcertante.
            - Que batismo recebeste? Insiste Paulo.
            - O de João.
            -João – ensina Paulo – batizou com o batismo da conversão, dizendo ao povo que cresse no que havia de vir depois dele, ou seja, em Jesus.
            E concluía narrativa de Lucas:
            - Quando ouviram isto, foram batizados em nome do Senhor Jesus. E havendo Paulo imposto as mãos, veio sobre eles o espírito santo e se puseram a falar em línguas e a profetizar. Eram ao todo doze homens.
            Eis, pois, como se conta a história de um encontro de Paulo com alguns discípulos de João  Batista, em Êfeso, e de como Paulo despertou neles faculdades mediúnicas, que lhes permitiram receber Espíritos que, entre outras coisas, produziram até fenômenos de xenoglossia, isto é, manifestações em língua estranha. Como ficou dito, o texto serve também para demonstrar que Paulo não entendia a fé cristã sem a prática da mediunidade. A primeira pergunta que faz ao grupo é se já haviam desenvolvido os dons espirituais.
            Nesse mesmo capítulo 19 há outro episódio revelador da posição da mediunidade naqueles tempos. Os versículos são os de números 11 a 19. Espalhara-se por toda parte a notícia dos resultados que Paulo obtinha com o exercício de suas notáveis faculdades pois, segundo o texto de Lucas, ‘Deus operava por meio de Paulo milagres extraordinários’.  Até mesmo peças de vestuário ou objetos que Paulo usara causavam curas em doentes e ‘saíam deles os Espíritos maus’.




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