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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

25 - Pensamentos de Jax



25 - Pensamentos de Jax
Reformador (FEB) Janeiro 1929

“O coração é o evangelho da alma,
e só o pode compreender quem ama.
Eis o estado em que o ignorante pode suplantar o sábio.”

24 - Pensamentos de Jax



23 - Pensamentos de Jax
Reformador (FEB) Janeiro 1929

“O olhar fala pela mudez, como a flor pelo perfume, o astro pela luz.
Quando o rumor cessa, o silêncio diz tudo.
O amor e o silêncio são dois enigmas: uni-los é decifra-los.”

22 - Pensamentos de Jax



23 - Pensamentos de Jax
Reformador (FEB) Janeiro 1929

“Por maior que seja a treva do espírito,
a prece o ilumina, porque a prece é uma luz.”

21 - Pensamentos de Jax



22 - Pensamentos de Jax
Reformador (FEB) Janeiro 1929

“Não florescem lírios em vasos de areia de ouro.”

20 - Pensamentos de Jax



20 - Pensamentos de Jax
Reformador (FEB) Janeiro 1929

“Há muitos meios de ser grande; um só de ser digno.”

19 - Pensamentos de Jax




19 - Pensamentos de Jax
Reformador (FEB) Janeiro 1929


            “Há riqueza faminta e miséria farta: esta antítese provém do espírito.”

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

A fé espírita de Victor Hugo



A fé Espírita de Victor Hugo
Flávio Luz
Reformador (FEB) Novembro 1919

            Não só os céticos sistemáticos, mas particularmente os adversários ferrenhos do Espiritismo, os padres, fazem timbre em alardear a fé profundamente católica do grande Victor Hugo. Entretanto, é do domínio público a resposta significativa que o poeta, já moribundo, mandou dar a um alto dignatário do clero francês que se apresentara em sua casa para uma visita de inegáveis proveitos para a Religião.

            Aos 2 de Agosto de 1883, Victor Hugo depositava nas mãos de Agusto Vacquerie um envelope aberto contendo as suas últimas vontades, concebidas nestas poucas linhas expressivas palavras:

            “Lego cinquenta mil francos aos pobres.
            “Desejo ser conduzido ao cemitério em coche fúnebre.
            “Recuso o sufrágio de todas as igrejas; aceito uma prece de todas as almas.
            “Creio em Deus.
                                                                       Victor Hugo.

            Um grande debate vem de se ferir pelas colunas do “Figaro” de Paris, entre literatos, jornalistas e pensadores franceses, sobre a possibilidade de comunicação entre os vivos e os Espíritos dos mortos. Provocou esse debate uma publicação feita por M. Luiz Barthou, antigo Presidente do Conselho e membro da Academia Francesa, na Revue des Deux Mondes, de vários trabalhos inéditos de Victor Hugo.

            Vieram à baila vários documentos que documentos que atestam a fé inabalável do príncipe dos poetas na doutrina da vida futura. Surgiram os relatos feitos por Agusto Vacquerie nas Migalhas da Histeria (Miettes de l' Histoire) das interessantes sessões de Espiritismo a que assistiu Victor Hugo em casa de Mme. Emilia de Girardin. No decurso dessas memoráveis experiências, a que o grande pensador foi arrastado por Mme. Girardin, teve ele provas inegáveis de que se comunicava com Voltaire e com sua falecida filha Leopoldina.

            Mas, alegarão os incrédulos, os interesseiros que o testemunho de Vacquerie
é gracioso; que Victor Hugo não acreditava nos Espíritos e na vida futura. As provas iniludíveis da fé espírita do poeta, das Contemplações, escritas pelo seu próprio punho, felizmente existem e o Sr. Barthou publicou-as no Figaro, de 15 de Janeiro último.

            M. Léon Bérard, deputado pelos Baixos Pirineus, em artigos do mesmo jornal, lembrou o capítulo dos Miseráveis “Uno Tempête sons un crâne”, em que Jean Valjean, então maire de Montreuil-sur-Mer, estando certa noite fechado em seu quarto, sentiu distintamente passos. Voltou-se, assombrado, e não viu pessoa alguma.

            -Quem está aí? Perguntou em voz alta e todo espantado. Depois, esboçando um sorriso que mais parecia o sorriso de um idiota, continuou:

            - Que animal sou eu! Quem poderá estar aqui? Alguém deveria existir, mas
aquele que aqui estava não era dos que a vista humana pode ver...”

            Aqueles que não leram a obra de Victor Hugo, ou que as leram mas não a
compreenderam, o escritor espírita Kermario oferece um documento claro, decisivo, que não deixa dúvida alguma acerca das convicções do grande poeta. Trata-se de uma carta que o autor da “Legenda dos séculos” enviou a Lamartine, quando este perdeu a esposa:

                                                           Hauteville-House, 23 de Maio,

            “Caro Lamartine,

            “Acabais de passar por uma grande desgraça; sinto a necessidade de levar o meu coração para junto do vosso. Eu venerava aquela que amáveis. O vosso elevado espírito vê além do horizonte; percebeis distintamente a vida futura.  

            “Não é preciso dizer-vos: Tende esperança. Sois daqueles que sabem o que esperam.  

            “Ela é sempre a vossa companheira, invisível, mas presente. Perdestes a esposa, mas não a alma. Caro amigo, vivamos nos mortos.

                                                                                  Victor Hugo”

            Nenhuma inteligência, por mais modesta que seja, poderá compreender nessas palavras outra coisa que não seja uma arraigada convicção espírita.

            M. Lesseps deu à publicidade alguns pensamentos espíritas escritos por Victor Hugo após a morte de seus filhos:

            “Morre-se esperando, e aqueles que morrem deixam após si aqueles que choram.

            “Paciência, pois nós somos apenas precedidos. É justo que a noite chegue para todos.

            “É justo que todos subam, um após outro, para receber a sua paga. As injustiças, as preterições são apenas aparentes.

            “O túmulo a ninguém esquece. Um dia, talvez bem logo, a hora que soou para os filhos há de soar também para o pai.

            “A jornada do trabalho estará terminada; terá chegado a sua vez; então ele terá aparência de um adormecido; metê-lo-ão entre quatro tábuas, a esse alguém desconhecido que dizem chamar-se um morto, e conduzi-lo-ao à grande e sombria abertura.

            “Lá se encontra o limiar impossível de adivinhar. Aquele que chega é esperado por aqueles que já chegaram. Aqueles que chega é bem vindo. Aquilo que parece ser a saída é para ele a entrada.          

            “Então, ele percebe distintamente o que havia obscuramente aceito: os olhos da carne se fecham, os olhos do espírito se abrem e o invisível se torna visível. Aquilo que para os homens é o mundo, para ele se eclipsa. Enquanto o silêncio se faz em torno da vala aberta, enquanto pás de terra, de poeira lançada por sobre a cinza futura, caem sobre o esquife surdo e sonoro, a alma misteriosa abandona essa vestimenta, o corpo, e sai toda vestida de luz daquele montão de trevas. É quando para essa alma os desaparecidos tornam a aparecer, e os “verdadeiros vivos” que na sombra terrestre se chamam os mortos, enchem o horizonte ignorado, se comprimem, radiantes, em uma profundeza de nuvem e de aurora, chamam docemente pelo recém-chegado, e se lhe inclinam sobre o rosto resplandecente com aquele belo sorriso tão próprio das estrelas!

            “Assim partirá o batalhador carregado de anos, deixando, se procedeu bem,
alguns pesares após si, seguido até a beira do túmulo por olhos molhados - quem sabe! e por graves frontes descobertas; enquanto isso, recebê-lo-ão com indizível satisfação na eterna claridade; e se não sois luto neste mundo, ó meus amados, lá em cima sereia festa!

                                                                                                                      Victor Hugo”

            Em um discurso que proferiu em Guernesey, diante do túmulo de uma moça, disse Victor Hugo: “Os mortos são invisíveis, mas não ausentes.”

            Em outro trecho: “Nada mais sublime do que a amplidão do túmulo: sobe-se espantado de haver pensado que se descia.”

            Ainda poderíamos pôr em evidência o despeito dos jesuítas ante a cerimônia civil dos funerais de Victor Hugo, transcrevendo estas palavras publicadas pelo jornal clerical “LA CROIX”, de 4 de Junho de 1885, a propósito das homenagens prestadas pela Sociedade dos Espíritas, de Paris, ao grande morto:

            “Ninguém ligou importância, no dia da procissão sacrílega (expressão que põe em relevo o despeito dos padres ante a declaração expressa do poeta - de que dispensava o sufrágio de todas as religiões), uma sociedade satânica que teve a despudorada audácia de nele tomar parte.

            “Ia também oferecer a sua coroa, em que se lia: Sociedade dos Espíritas.

            São essas as tais pessoas que pretendem manter relações habituais com Satanás e que fazem profissão de entreter sobre a terra um comércio ilícito com maus espíritos.

            “É a primeira vez que se vê semelhante exibição tolerada em uma cerimônia pública e oficial.

            “É mister remontar ao tempo dos Maniqueus que pretendiam houvesse dois deuses, o do bom e do mal, para admitir semelhantes insânias a par de tamanha audácia.

            “Expulsai Jesus Cristo; ficareis com Satanás.
                                                                                  "Le Fr.”

            M. Augusto Dide, senador pelo Gard, em um discurso que pronunciou no
“Cercle Parisien pour la propagande de I'Instruction dans les départements”, de que Victor Hugo era presidente, narra um fato inédito, um episódio quase trágico da agonia do grande   pensador:

            “No momento da morte, viram-no endireitar-se no leito; estavam presentes, ao lado do moribundo, Mme. Loekroy e uma filha. Eis que ele se embrulha no lençol e diz à jovem senhora e à filha: “É um morto que vos fala; volto do túmulo para anunciar-vos a boa nova!” E isso dizendo, cai sobre o leito, fulminado”.

            Tudo isso é por demais eloquente para que nos detenhamos em comentários sobre as convicções plenamente espíritas de Victor Hugo. Tudo quanto aí fica exprime verdades que ninguém jamais contestou. Passados 34 anos, eis que a mácula do clericalismo ameaça sujar a memória sublimada do grande poeta, assoalhando aos quatro ventos que aquela alma elevada e liberta professava as velharias do catolicismo e que antes do morrer se reconciliara com a Igreja, recebendo o conforto de um sacerdote que fora visita-lo!

            Mentira! Victor Hugo fez despedir da porta um graduado de batina que procurava explorar as condições precárias de saúde, visando arrancar-lhe declarações que revogassem o seu passado de homem crente, mas liberto dos dogmas carunchosos da Igreja.

            Victor Hugo fez-se espírita, procedeu como espírita e morreu como espírita.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Lembrança de Natal




            No Natal do Senhor, recordemos-Lhe as palavras divinas:

            "Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.
            Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados,
            Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.
            Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.
            Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.      
            Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus.
            Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.
            Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.
            Bem-aventurados sereis quando, por minha causa, vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque será grande o vosso galardão nos céus, pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós.
            Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam, bendizei os que vos maldizem, orai pelos que vos insultam.
            Ao que vos bate numa face, oferecei também a outra, ao que vos arranca o manto, não recuseis a túnica.
            Dai ao que vos pedir e nada reclameis de quem vos tirar o que é vosso.
            Como quereis que os homens vos façam, assim fazei-lhes vós a eles.
            Sede misericordiosos, como vosso Pai é misericordioso, Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados, Dai e dar-se vos á: derramarão em vosso regaço uma medida boa, calcada e transbordante, porque a medida com que medirdes os outros será a mesma com que vos medirão a vós.
            A árvore se conhece pelo seu fruto. Não se colhem figos dos espinheiros, nem se vindimam uvas dos abrolhos.
            Brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.
            Se ao trazerdes ao altar a vossa oferta, ali vos lembrardes de que vosso irmão tem alguma coisa contra vós, deixai perante o altar a vossa oferta, ide primeiro reconciliar-vos com o vosso irmão, e depois, voltando, fazei vossa oferenda.
            Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles.
            Quando derdes esmola, não toqueis trombeta diante de vós, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados.
            Não saiba a vossa mão direita o que faz a esquerda, para que a vossa esmola fique em segredo; e vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos recompensará.
            Quando orardes, entrai no vosso quarto e, fechada a porta, falai com vosso Pai.
            Quando jejuardes, não vos mostreis contristados, como os que desfiguram o resto para ser honrados peles outros.
            Não acumuleis para vós tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem podem corroê-los e onde os ladrões podem roubá-los, mas ajuntai tesouros no céu, porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração,
            Dai de graça o que de graça recebeis.
            Não se perturbe o vosso coração: credes em Deus, crede também em mim.
            Na casa do meu Pai há muitas moradas...
            Se me amais, guardai o meu mandamento. Meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, como eu vos amei.
            Não vos deixarei órfãos. A paz vos deixo, a minha vos deu. Não vo-la dou como a dá o mundo.
            Não desfaleça, pois, o vosso coração. Permanecei no meu amor.
            Quando vier o Consolador, que eu enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade dará testemunho de mim.
            Tenho ainda muito o que vos dizer, mas vós não o podeis suportar ainda. Quando vier, porém, o Espírito da Verdade, ele vos guiará a toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo quanto houver ouvido de mim e vos anunciará as coisas que hão de vir.  Os reis dos povos dominam sobre eles e os que exercem autoridade são chamados de benfeitores. Mas, entre vós, o maior será o que se fizer servo de todos e aquele que dirige será como o que serve. Entre vós, eu sou aquele que serve.
            Andai enquanto tendes luz, para que as trevas não vos apanhem. Quem anda nas trevas não sabe para onde vai.
            Eu sou a luz do mundo, mas se alguém ouvir as minhas palavras e não as guardar, eu não o julgarei, porque não vim para julgar o mundo e sim para salvá-lo.
            Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue, porque a própria palavra que digo o julgará no último dia.
            Se eu, sendo Mestre e Senhor, vos lavo os pés, deveis lavar-vos es pés uns aos outros.
            Eu vos dei o exemplo, para que, como vos fiz, façais vós também.
            Em verdade vos digo que não é o servo maior que o seu senhor, nem o enviado maior que aquele que o enviou.
            Se, pois, sabeis essas coisas, bem-aventurados sereis se as praticardes."

Lembrança de Natal
Editorial
in Reformador (FEB) Dezembro 1978

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

16-17-18 Pensamentos de Jax


16-17-18 - Pensamentos de Jax
Reformador (FEB) Janeiro 1929

*

            “O suspiro é o vapor do sofrimento que se escapa da válvula do coração.”

*

            “A saudade é a sombra que o eclipse do ente amado estende sobre nosso coração.”

*

            “A vaidade é, em certos casos, um dos atributos do orgulho; em outros, uma
infantilidade do espírito.” 

domingo, 9 de dezembro de 2018

15 - Pensamentos de Jax



15 - Pensamentos de Jax
Reformador (FEB) Janeiro 1929

             Chorar não é baixeza nem covardia: não é baixeza, porque o pranto é sentimento, e o sentimento é elevação: não é covardia, porque quem chora não foge ao sofrimento, antes o enfrenta, porque a lágrima é um desafio.

14 - Pensamentos de Jax



14 - Pensamentos de Jax
Reformador (FEB) Janeiro 1929


            O desesperado não chora; porque a lágrima é o início da consolação.

13 - Pensamentos de Jax



13 - Pensamentos de Jax
Reformador (FEB) Janeiro 1929

           
            Ignóbil é muita vez a lágrima que ri, quando os lábios soluçam: é a lágrima da carpideira.

12 - Pensamentos de Jax



12 - Pensamentos de Jax
Reformador (FEB) Janeiro 1929

            A lágrima é a seiva amarga ou doce vertida no pomo celeste - o coração.


domingo, 2 de dezembro de 2018

Ad majorem Dei gloriam...



Ad majorem Dei gloriam
por Lux
Reformador (FEB) Jan 1920

Aos nossos inimigos tonsurados (1)
(1) Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem. (Mateus v. 20,43 a 47)

            A campanha indébita e desabrida que iniciastes contra o Espiritismo, tem sido e será contraproducente. Bem ao revés do que esperáveis, vai dia a dia, mais e mais acelerando a marcha triunfal da Doutrina sublime de Jesus.

            Os tempos são chegados dizem e repetem os invisíveis mensageiros de Deus.

            Já pressentistes que o catolicismo, embora multissecular, se acha minado em suas bases e tende a esboroar-se fragorosamente, a expungir-se, per ommia seacula seculorum.

*
            Contra nós vos insurgis - porque praticamos o bem entretanto oramos por vós que praticais mal.

            Recorreis ao anátema, porque bem longe vão os tempos do Santo Ofício, da treda (pérfida) Inquisição, com os seus calabouços infectos, sem ar e sem luz, com os seus mil instrumentos de tortura, com os desumanos autos de fé!

            Não os tendes mais... e recorreis à excomunhão, como se, porventura não estivéramos em um século de inopinas (repentinas) transições progressivas, de surpreendentes transformações sociais.

            Mas, pobres irmãos delinquentes, quem vos deu o poder de excomungar?  De quem houvestes essa prerrogativa? De Deus? Se o afirmardes, ofendereis sacrilegamente aquele que é o Sumo Bem.

            Ah! Vós é que vos arrogastes esse direito, para atemorizar as almas simples! E dizeis-vos ministros de Jesus Cristo!

            Agora, quando possuídos de ódio, nos anematizais, nós outros erguemos fervorosas preces ao Divino Pai, a fim de que, destarte, possais preferir o bem ao mal, a verdade à mentira e a virtude ao vício.

            Fazemo-lo para que vos seja dado deixar esse caminho de trevas por uma senda de luz.

            Pobres irmãos, vós sois delinquentes recidivos: que de males não tendes causado nos vossos semelhantes por meio da seita que ora defendeis com a bravura do herói de Cervantes!

            Que é de vossa acuidade visual? Acaso não podeis notar que hoje são muitos os que tem olhos de ver e ouvidos de ouvir?

            Não vedes porventura, que o fanatismo, mau grado vosso, decresce dia a dia por influxo dos vedetas (atriz de teatro) e pioneiros do Além?

*
            Muito haveis delinquido: já é tempo de vos arrependerdes!  

            Afeitos ao erro- negais a realidade: adstritos à rotina - repulsais o progresso; inimigos de Jesus - perseguis a Sua Doutrina impoluta! Na vossa teologia râncida (fétida), há muito que deu a carcoma!

            Fugi à treva, procurai a luz.

            Deus, que é a misericórdia suprema, vos perdoará, dando-vos que, arrependido, possais conhecer a Verdade. Deixai essa intolerante seita pagã; abandonai esse Deus antropomorfo com o seu cortejo de semideuses, os ídolos, que as moscas estercoram, que a fuligem dos tempos enegrece, que os térmitas destroem!

            Deixai-os: adorai o vero Deus, que é a infinita bondade, fonte perene de Vida e Luz, de Amor e Caridade.

            Abraçai, pois, a sublime Doutrina do Divino Mestre, segui o Espiritismo, o Consolador, há séculos prometido à Humanidade.

            Aures habent et non audient! (têm ouvidos e não ouvem.)


Velar com Jesus




Velar com Jesus
 Emmanuel
por Chico Xavier

             “E voltando para os seus discípulos, achou-os adormecidos e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudeste velar comigo?" (Mateus, 26:40)

            Jesus veio a Terra acordar os homens para a vida maior.

            Interessante lembrar, todavia, que, em sentindo a necessidade de alguém para acompanhá-lo no supremo testemunho, não convidou seguidores temidos ou beneficiados da véspera e sim os discípulos conscientes das próprias obrigações. Entretanto, esses mesmos dormiram, intensificando a solidão do Divino Enviado.

            É indispensável rememoremos o texto evangélico para considerar que o Mestre continua em esforço Incessante e prossegue convocando cooperadores devotados à colaboração necessária. Claro que não confia tarefas de importância fundamental a Espíritos inexperientes ou ignorantes; mas, é Imperioso reconhecer o reduzido número daqueles que não adormecem no mundo enquanto Jesus aguarda resultados da incumbência que lhes foi cometida.

            Olvidando o mandato de que são portadores, inquietam-se pela execução dos próprios desejos, a observarem em grande conta os dias rápidos que o corpo físico lhes oferece. Esquecem-se de que a vida é a eternidade e que a existência terrestre não passa simbolicamente de "uma hora". Em vista disso, ao despertarem na realidade espiritual, os obreiros distraídos choram sob o látego da consciência e anseiam pelo reencontro da paz do Salvador, mas ecoam-lhes ao ouvido as palavras endereçadas a Pedro: Então, nem por uma hora pudeste velar comigo?

            E, em verdade, se ainda não podemos permanecer com o Cristo, ao menos uma hora, como pretendermos a divina união para eternidade?

            (Do livro "Caminho, Verdade e Vida” pg. 191/192)

11 - Pensamentos de Jax



11 - Pensamentos de Jax
Reformador (FEB) Janeiro 1929

Lembrar é sair de si para viver em alguém.

10 - Pensamentos de Jax



10 - Pensamentos de Jax
Reformador (FEB) Janeiro 1929

Todos os homens gabam-se da sua honra, e incriminam os vícios; 
se fôramos dar crédito ao que dizem, há muito serviriam
de papel de embrulho as páginas dos códigos penais.

9 - Pensamentos de Jax


 9 - Pensamentos de Jax
Reformador (FEB) Janeiro 1929

A história é uma tela imensa,
onde a justiça do futuro retrata os mártires do passado.

8 - Pensamentos de Jax



8 - Pensamentos de Jax
Reformador (FEB) Janeiro 1929

A altivez do grande chama-se - orgulho,
a do pequeno - brio, pudor.

7 - Pensamentos de Jax


7 - Pensamentos de Jax
Reformador (FEB) Janeiro 1929

Há quem compre para um cão uma coleira de prata,
e negue a um faminto os restos da mesa.

6 - Pensamentos de Jax


6 - Pensamentos de Jax
Reformador (FEB) Janeiro 1929

            O avaro tem o coração num cofre; o filantropo um cofre no coração. 

5 - Pensamentos de Jax




5 - Pensamentos de Jax
Reformador (FEB) Janeiro 1929

O orgulho é uma das formas do ódio e do egoísmo.