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segunda-feira, 2 de maio de 2011

02 Helil, o encarregado dos problemas sociológicos na Terra



Notas Históricas sobre Hilel


Celso Martins
Reformador (FEB)  Fevereiro 1981

  1. A palavra de Allan Kardec

            Quando estudamos com afinco a Doutrina dos Espíritos, encontramos em O Evangelho segundo o Espiritismo, nas Notícias Históricas, inseridas na Introdução da mencionada obra básica, a informação de Allan Kardec de que, entre as seitas judaicas mais influentes, ao tempo de Jesus, sobressaía-se a dos fariseus, cuja origem remonta aos anos 180 ou 200 a.C.. Apesar de duramente perseguidos, conseguiram manter-se no cenário religioso até o ano 70 da Era Cristã, quando desapareceram com a dispersão do povo judeu no mundo.

            Informa ainda o insígne Codificador terem os fariseus exercido papel ativo nas controvérsias religiosas por observarem rigorosamente as práticas exteriores das cerimônias do culto. Na verdade, muitos deles, debaixo das aparências de meticulosa devoção, escondiam costumes dissolutos, excessivo desejo de dominação (tanto que eram poderosos em Jerusalém); e o povo, que não lhes conhecia o lado negativo das intenções, os tinha na conta de criaturas virtuosas. Jesus, no entanto, que lhes devassava os mais íntimos pensamentos, sabendo de sua hipocrisia, freqüentemente os desmascarava em público, nascendo daí então a ligação dos referidos fariseus com os demais companheiros do Sinédrio, para levantar o povo contra o Mestre, e fazê-lo sacrificar.

            Tudo isso aprendemos lendo a obra de Kardec. Pois bem, é ainda aí que aparece o nome de Hilel. Aparece como um chefe dos fariseus, na qualidade de um doutor judeu, nascido na Babilônia, fundador de uma célebre escola, onde - ainda consoante a informação de Kardec - se ensinava que a fé era dada pelas Escrituras.

2. A referência de Humberto de Campos

            Posteriormente, o estudante das obras espíritas vai encontrar nova referência a Hilel (o mesmo Helil) na obra mediúnica Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, do Espírito de Humberto de Campos, através de psicografia de Francisco Cândido Xavier, livro que apareceu, em 1ª edição, em 1938. Esta nova citação aparece no capítulo inicial. O Cordeiro de Deus realizava ‘uma de suas visitas periódicas à Terra, a fim de observar os progressos de sua doutrina e de seus exemplos no coração dos homens.’ Uma corte maravilhosa de Espíritos Superiores o acompanhava nessa peregrinação, clarificando os caminhos cheios de trevas; Jesus contemplou então o planeta terreno que ‘lhe apresentava ainda aquelas mesmas veredas escuras, cheias da lama da impenitência e do orgulho das criaturas humanas, e repletas dos espinhos da ingratidão e do egoísmo. Embalde seus olhos compassivos procuraram o ninho doce do seu Evangelho; em vão procurou o Senhor os remanescentes da obra de um dos seus últimos enviados à face do orbe terrestre. No coração da Úmbria havia cessado os cânticos de amor e de fraternidade cristã. De Francisco de Assis só haviam ficado as tradições de carinho e de bondade; os pecados do mundo, como novos lobos de Gúbio, haviam descido outra vez das selvas misteriosas das iniqüidades humanas, roubando às criaturas a paz e aniquilando-lhes a vida.’

            Nesta ocasião surge um emissário solícito que tentou alinhavar alguma desculpa, à guisa de explicação, como que desejando desfazer a penosa impressão do Mestre acerca das guerras religiosas que semeavam luto e dor sobre o mundo de então. Este emissário solícito que acompanhava Jesus - era Helil!

            Em seguida, a caravana celestial procurou concentrar sua atenção em continentes ainda desconhecidos onde Espíritos jovens e simples aguardavam a semente de uma nova vida. Vieram, pois, visitar, além dos mares, as terras que, um pouco mais tarde, seriam consideradas o continente americano. E se detiveram no Brasil. Mãos erguidas para o alto, como que invocando as bênçãos de Deus para todos os elementos daquele solo extraordinário e opulento. Jesus, suave e mansamente assim se expressa:

            - “Para esta terra maravilhosa e bendita será transplantada a árvore do meu Evangelho de piedade e de amor. No seu solo dadivoso e fertilíssimo, todos os povos da Terra aprenderão a lei da fraternidade universal. Sob estes céus serão entoados os hosanas mais ternos à misericórdia do Pai Celestial. (...) Aqui, Helil, sob a luz misericordiosa das estrelas da cruz, ficará localizado o coração do mundo!”

            Nesta mesma ocasião, o Mestre designava para  Helil uma nova vida corpórea ‘no seio do povo mais nobre e mais trabalhador do Ocidente’, onde seria instalada ‘uma tenda de trabalho para a nação mais humilde da Europa, glorificando os seus esforços na oficina de Deus”.

            Com efeito, Hilel (o mesmo Helil) reencarnava em Portugal em 1394, na personalidade do infante Dom Henrique (ver Brasil, Mais Além!, de Duílio Lena Bérni, edição da FEB). Graças a seu denodado esforço, instituiu-se a famosa Escola de Sagres, concentrando-se aí todos os conhecimentos aperfeiçoadores da arte de navegar, atraindo sábios a geógrafos da época, bem como navegantes de nomeada, dando aos portugueses condições de se lançarem aos mares nunca dantes navegados (como cantou Camões) e de descobrirem novas paisagens na costa ocidental da África, o caminho marítimo para as índias e sobretudo o nosso Brasil, a 1500, por Pedro Álvares Cabral. Lançam-se assim os pródromos de uma nação, em cujo seio promissor os elementos indígenas, africano e português - as três raças tristes, na opinião de Ronald de Carvalho - haveriam de construir os fundamentos de uma nacionalidade para a germinação sublime da semente sacrossanta dos ensinamentos eternos de Jesus!

  1. O Homaranismo de Zamenhof
            Escrevendo em Reformador, lá pelos idos de 1937 (pág. 532 e seguinte), Ismael Gomes Braga tecia comentários sobre o Hilelismo. Presumia o saudoso professor decerto somente os esperantistas conhecessem o assunto por ter sido tema que também empolgara a vida de Zamenhof. E, de fato, como já ressaltou Francisco Thiesen, no prefácio do livro Brasil, Mais Além!, já citado, Zamenhof, em seu ardoroso desejo de irmanar a Humanidade, dedicou-se também a um movimento, à parte do Esperanto, a que deu o nome de Homaranismo. Thiesen recorda inclusive o livro Zamenhof - Iniciador do Esperanto, de A. López Luna, tradução de Carlos Domingues, publicado pelos Irmãos Pongetti - Editores em 1959 (ano do centenário de nascimento do autor da Língua Internacional). Neste livro aparece trecho de uma carta do ilustre médico polonês a Alfredo Michaux, onde se lê o seguinte: “Desde a mais remota infância entreguei-me a um único e para mim supremo ideal: o de unir a Humanidade. Este ideal é o fim e o objetivo da minha vida toda, e o Esperanto só uma parte dele...”

            O Homaranismo, como movimento tendente a irmanar os homens, a despeito de suas divergências religiosas raciais, só apareceu em 1906. Antes, Zamenhof lançara um opúsculo, redigido em russo, que não recebeu a devida atenção. opúsculo esse sob o título de Hilelismo, e com o pseudônimo literário de Homo Sum. Facilmente se percebe que o Homaranismo é o mesmo Hilelismo apenas com um nome novo. Inclusive consta do Plena Vortaro de Esperanto, 5ª edição de 1956, editado pela Sennacieca Asocio Tutmonda, a seguinte definição à pág. 176: “Doktrino postulanta, ke ciu rigardu kaj amu ciulandajn homojn kiel  siajn fratojn.” Quer dizer, doutrina que pede que cada um olhe e ame os homens de outros países como irmãos? Que é isso senão  a confraternização universal? Senão a confraternização de todos para o bem estar geral da Humanidade?

            Ligeira síntese do Homaranismo poderia aqui ser apresentada. Ei-la: A Humanidade é uma só família. Não devemos julgar os homens por sua raça, mas por suas boas ou más ações. Não devemos procurar impor aos outros nem a nossa língua nem a nossa crença. O patriotismo não deve degenerar em patriotice. A língua não é um fim; é apenas um meio. Com aqueles que não conhecem o nosso idioma usemos uma língua neutra (no caso, o Esperanto). A religião não deve ser herdada dos pais; deve ser adotada livremente com plena consciência. Sejamos tolerantes e compreensivos para com aqueles que não têm os nossos mesmos ideais. Cultivemos sentimentos fraternais para com os nossos semelhantes.

            Que é isto senão o ensinamento máximo do Cristo segundo o qual devemos amar o próximo como a nós mesmos?

            Por este resumo podemos notar como foi grande Zamenhof! Como foi nobre a sua vida! Como foram puros os seus ideais em benefício da Humanidade!

            O movimento espírita nacional, com o apoio da FEB, prestigia o Esperanto, porque os mesmos propósitos fraternistas inspiram os nossos esforços em prol de um mundo melhor, de uma Humanidade mais irmanada, em observância aos ensinos e aos exemplos legados há vinte séculos por Jesus!

4. Uma questão de Ortografia

            Embora os livros da FEB apresentem a forma Helil, as enciclopédias em geral fazem constar Hilel ou Hilel. Sobre este assunto, Ismael Gomes Braga, em Reformador de 1937, já citado antes, dava preferência a Hilel, e não a Helil, conquanto - argumentava ele - as trocas de vogais sejam de todo insignificantes em nomes hebraicos, porque temos visto o nosso próprio nome escrito Esmael e Ismael, sendo esta última forma a única empregada pelos povos árabes.

            Temos, então, Helil, forma árabe, e Hilel, forma hebraica.

5. Dados obtidos por Zêus Wantuil

            Quando da elaboração do prefácio do livro de Duílio L. Bérni, Francisco Thiesen, homem amante de pesquisas históricas sobre o Espiritismo, manifestou desejo de fazer um como que levantamento da vida e obra de Hilel, no que foi prontamente assessorado pelo confrade Zêus Wantuil. Este companheiro, de igual modo afeito às consultas biográficas junto às obras especializadas, atirou-se ao trabalho e, pouco depois, lhe trazia, devidamente xerocado e classificado, farto material recolhido junto à Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, como podemos ver na lista que se segue:

1º)       La Grande Encyclopedia - Vol. XX - pp. 81 e 82.
2º)       The New Encyclopaedia Britannica - Vol. 8 - p. 873.
3º)       Encyclopaedia Britannica - Vol 11 - p. 496 e Vol 21 - p.641.
4º)       Verbo-Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura - Vol. 10 - coluna 169.
5º)       Enciclopédia Brasileira Mérito - Vol. 10 - p. 579.
6º)       The Universal Jewish Encyclopedia - Vol. 5 - pp. 362 e 363.
7º)       The Catholic Encyclopaedia - Vol. 7 - pp. 354 e 355.
8º)       Encyclopaedia of Religion and Ethics - Vol. 6 - pp. 681 a 684.

            Por motivo de saúde, Thiesen não pode completar sua tarefa. Através de Alberto Nogueira da Gama, nosso velho amigo de atividades espíritas, recebemos seu convite para cooperar neste labor. Por sinal, demasiado pesado para nossos tão fracos ombros. Os companheiros supuseram-nos mais capaz do que realmente somos. Ora, tendo debaixo dos olhos todo o material recolhido por Zêus Wantuil, de igual maneira atiramo-nos ao trabalho de compilação, mesmo porque o tema diz respeito também ao Esperanto e ao Dr. Zamenhof, o que nos deixou muito mais alegre ainda!

            Dentro de nossas notórias limitações, fizemos quanto pudemos, como os leitores lerão a seguir:

6. Afinal, quem foi Hilel ou Helil?

            Hilel foi um célebre rabino do século I. a.C.. Logo, foi um doutor judeu durante parte do reinado de Herodes. Nasceu na Babilônia, cerca de 70 a.C. e desencarnou no ano 10 da Era Cristã. Tais dados são da The Catholic Encyclopaedia, devendo ser dito desde já que em torno de sua vida muito há de lenda e fantasia, chegando certos hebreus a tentarem uma comparação entre a sua existência e a de Moisés. Assim, Hilel teria vivido 120 anos, dos quais os quarenta primeiros em sua terra natal, os quarenta seguintes na Palestina, como trabalhador braçal, e os últimos quarenta como líder religioso.

            Cognominado de Ancião e de Babilônico, descendia, de um lado, da tribo de Benjamim, e, de outra parte, do próprio Rei David. Não confundí-lo com Hilel  2º, o Moço, também doutor judeu, porém do século IV, patriarca de seu povo durante o Império Romano, e que possivelmente teria sido o autor de uma reforma do calendário judaico. A FEB em 1947 incluiu uma nota em O Evangelho segundo o Espiritismo alertando para que não se confundisse o Hilel, citado por Kardec, com um seu homônimo, que vivera 200 anos mais tarde e que estabelecera os princípios religiosos e sociais de um sistema todo de tolerância e amor, sistema (ainda conforme a nota da FEB) hoje conhecido por Hilelismo.

            Como a Babilônia de sua época não oferecesse condições de se adquirir uma sólida educação religiosa, Hilel procurou ampliar seus horizontes em Jerusalém, onde, trabalhando como operário braçal (cortador de madeira), muito lutou para manter-se a si e aos seus. Mesmo assim, conseguiu amealhar algum dinheiro para custear sua instrução acerca da palavra de Iavé, tendo Shemaiah e Abtalion como instrutores seus. 

            O ambiente de Jerusalém, no entanto, lhe era adverso. Seu temperamento pacífico não poderia sentir-se bem aí, onde dissenções entre fariseus e saduceus e perseguições movidas por Herodes aos líderes religiosos só lhe poderiam magoar a sensibilidade aprimorada. Regressou à terra natal, Voltou à Palestina aos 80 anos de idade, como consta das tradições judaicas. Estavam então em evidência, no Sinédrio, os filhos de Batheira ou batheiritas, que contavam inclusive com o apoio do Rei Herodes.

            Certa ocasião teria surgido uma divergência entre os judeus acerca de um sacrifício a ser oferecido no sábado (dia de repouso). A solução oferecida pelos batheiritas não foi tão brilhante como a de Hilel. Depois deste incidente, fez-se ele chefe ou príncipe (Nasi) dentre seus companheiros no Sinedrim, título este que foi passando a seus descendentes até o ano 70 de nossa era, quando se deu, já dissemos, a dispersão do povo israelita pelo mundo.

            A Encyclopaedia Britannica (Vol. 21, pp. 641 e seguintes), no verbete sobre o Talmud, cita Gamaliel como neto de Hilel. Gamaliel é nosso conhecido dos Atos, capítulo 5, vv. 38 e 39, onde, considerado mestre da lei, fariseu muito acatado pelo povo, defende os apóstolos, declarando: - “Dai de mão a estes homens, deixai-os; porque se este conselho ou esta obra vem dos homens, perecerá. Mas se é de Deus, não podereis destruí-los, para que não sejais, porventura, achados lutando contra Deus.”

            Destacando-se dentre os batheiritas, Hilel foi guindado à presidência do Sinédrio, no que foi, de certa forma, apoiado pelo próprio Herodes. Assim se expressa a Encyclopaedia of Religion and Ethics: “His main support may have been Herod, who, at this period of his reign was anxious for peace, and, therefore, not disinclined to the election of a man of peace such Hillel was, to the presidency.” Quer dizer, seu principal apoio pode ter sido Herodes que, a esta altura de seu reinado, estava ansioso de paz, e, por esta razão, não se indispôs com a eleição de um homem de paz como Hilel para a presidência (do Sinédrio, naturalmente).

            As fontes históricas, aliás, são unânimes em dar destaque às qualidades morais de Hilel. Embora ele não concordasse com o rigorismo do Vice-Presidente Shammai, inclinado a uma rígida interpretação da Lei, Hilel conseguiu cativar a simpatia de seus correligionários apresentando-se  como uma criatura de uma disposição voltada para o entendimento fraterno, uma criatura de genuína humildade, de verdadeira piedade religiosa, está visto uma exceção ao comportamento dissoluto dos fariseus de então. Chegou a ser considerado um exemplo brilhante das virtudes que sua religião consagrava. Um autêntico educador de ética, de uma moralidade superior, não apenas pelas prédicas mas sobretudo pela força maior de seus exemplos nobres!

            Ismael Gomes Braga, em Reformador de novembro de 1957, p. 263, cita um fato, que é repetido por Thiesen no prefácio ao livro Brasil, Mais Além!, digno de citação aqui: Um estranho procurou Shammai e lhe disse: - Quero que me exponhas toda a doutrina judaica, mas num resumo tão rápido que eu a aprenda enquanto me possa manter de pé sobre um só pé. Ora, Shammai, que levara anos e anos a  estudar a lei e a achava muito vasta, percebendo que o interlocutor não queria senão escarnecer dele e de sua crença, encolerizou-se e correu o homem de sua presença. Não se dando por achado, o homemzinho procurou Hilel para fazer a mesma indagação. Calmamente o doutor da Lei explicou: - Faze aos outros o que queiras que os outros te façam. O estranho espantou-se com a resposta paciente de Hilel e replicou: - É só isso a doutrina toda? Ao que completa o sábio: - Sim, é só isto. Tudo o mais são comentários.

            Efetivamente, sua regra de ouro era exatamente esta: Não faças aos outros aquilo que seja odioso para ti mesmo. Hilel empenhava-se em recomendar o amor e a busca da paz em termos de confraternização. Insistia muito no amor à Humanidade. E fazia-o de modo tão intenso que muitos escritores modernos admitem sua influência sobre os ensinamentos de Jesus e mesmo sobre as bases do Cristianismo nascente.

            A ele se atribuiu o Prozbul (Declaração perante o Conselho), pelo qual era garantido aos credores, no ano sabático, receberem o que lhes era devido diante de um tribunal. Podemos dizer que toda a tradição observada pelos fariseus se codificou em obras como o Talmud e a Mishna ou Mixena. Pois bem, Hilel  (ou Helil) elaborou um método de exegese dos textos religiosos, conhecido como As Sete Regras, tornando-se por isso um dos pioneiros do Talmud. Semelhante trabalho serviu de base para a elaboração de regras mais aperfeiçoadas na segunda centúria da Era Cristã. Tanto como coletou máximas de doutores anteriores, formando o texto básico da Mixena.

            Seus ensinamentos ganharam popularidade por terem sido expressos em aramaico, sua língua nativa, e em hebraico. Dentre eles podemos citar:

1.         Não te apartes da comunidade (convite à fraternidade).
2.         Não tenhas confiança em ti mesmo até o dia de tua morte (advertência contra o orgulho e a prepotência);
3.         Não declares “Quando tiver um tempo livre, aí então estudarei” porque talvez jamais terás este tempo livre (exortação ao estudo como meio de aperfeiçoamento individual).

            Vejam os prezados leitores esta frase de Hilel, o mesmo Helil:

            Não julgues o teu próximo até que te tenhas colocado no lugar dele
        
            Que bela lição que preconiza a indulgência para com as faltas alheias! Todos esses ensinamentos de sabedoria, expressos de maneira tão clara e tão simples, emoldurados por exemplos de bondade e de piedade, fizeram de Hilel o ideal e o símbolo da vida farisaica verdadeira, não aqueloutra corrompida, contra a qual se manifestara o próprio Mestre Jesus!

                                   ***

            Hilel, como acabamos de ver, já naquela época, era um espírito que reencarnara na Terra para fazer acelerar o progresso moral de seus companheiros. Haveria de voltar à Terra como o Infante Dom Henrique com o mesmo propósito. Preocupando-se, mais tarde, Zamenhof com o ideal homaranista, vemos então que Deus nunca nos deixou abandonados às nossas próprias sombras. Legando-nos como exemplo máximo a figura extraordinária de Jesus, o plano maior sempre teve o cuidado de nos oferecer irmãos desejosos de nos arrancar de nossas imperfeições para as suaves claridades da evolução moral em busca da Perfeição no Infinito Amor de Deus!

7 comentários:

  1. Muito bom! Muito obriagdo pelo texto esclarecedor amigo!
    Diego.

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  2. Felizes por poder cooperar com suas pesquisas... FCD, Aron

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  3. Helil foi sempre homem nas suas reencarnações terrenas?

    Não é um pouco sexista a escolha de descrição das suas reencarnações terrenas?

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  4. Provavelmente responderão que o espírito não tem sexo, mas na verdade estão sempre a referir-se ao sexo masculino... o que revela que o argumento é pouco coerente.

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    1. Tome como base a autoridade masculina outorgada na época em que ele se encontrava encarnado... uma época onde a voz masculina era a única a ser escutada...

      Se houvesse encarnado como uma mulher, teria tido o mesmo destino de Joana D'Arc; ou caído no esquecimento ou deixado de lado e em nada influenciado devido a época em que se encontrava...

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  5. Por mil e uma razões creio que Henrique de Sagres, Hilel o "Ancião" (60 a.C./09 d.C.) e, possivelmente, Shimon Ben Gamaliel I o "Rabban" (neto de Hilel. Vide "Paulo e Estevão), são o mesmo Espírito daquele que também foi conhecido como Zoroastro, ou Zaratustra (século VI a.C.). Gratidão e Alegria ao amoroso Menino Infante que colaborou para que alargássemos nossos olhos aos grandes mares espirituais...

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  6. Outra fonte: http://profeciasoapiceem2036.blogspot.com.br/2010/12/hillel-reencarnacao-de-zoroastro.html

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