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domingo, 9 de dezembro de 2018

15 - Pensamentos de Jax



15 - Pensamentos de Jax
Reformador (FEB) Janeiro 1929

             Chorar não é baixeza nem covardia: não é baixeza, porque o pranto é sentimento, e o sentimento é elevação: não é covardia, porque quem chora não foge ao sofrimento, antes o enfrenta, porque a lágrima é um desafio.

14 - Pensamentos de Jax



14 - Pensamentos de Jax
Reformador (FEB) Janeiro 1929


            O desesperado não chora; porque a lágrima é o início da consolação.

13 - Pensamentos de Jax



13 - Pensamentos de Jax
Reformador (FEB) Janeiro 1929

           
            Ignóbil é muita vez a lágrima que ri, quando os lábios soluçam: é a lágrima da carpideira.

12 - Pensamentos de Jax



12 - Pensamentos de Jax
Reformador (FEB) Janeiro 1929

            A lágrima é a seiva amarga ou doce vertida no pomo celeste - o coração.


domingo, 2 de dezembro de 2018

Ad majorem Dei gloriam...



Ad majorem Dei gloriam
por Lux
Reformador (FEB) Jan 1920

Aos nossos inimigos tonsurados (1)
(1) Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem. (Mateus v. 20,43 a 47)

            A campanha indébita e desabrida que iniciastes contra o Espiritismo, tem sido e será contraproducente. Bem ao revés do que esperáveis, vai dia a dia, mais e mais acelerando a marcha triunfal da Doutrina sublime de Jesus.

            Os tempos são chegados dizem e repetem os invisíveis mensageiros de Deus.

            Já pressentistes que o catolicismo, embora multissecular, se acha minado em suas bases e tende a esboroar-se fragorosamente, a expungir-se, per ommia seacula seculorum.

*
            Contra nós vos insurgis - porque praticamos o bem entretanto oramos por vós que praticais mal.

            Recorreis ao anátema, porque bem longe vão os tempos do Santo Ofício, da treda (pérfida) Inquisição, com os seus calabouços infectos, sem ar e sem luz, com os seus mil instrumentos de tortura, com os desumanos autos de fé!

            Não os tendes mais... e recorreis à excomunhão, como se, porventura não estivéramos em um século de inopinas (repentinas) transições progressivas, de surpreendentes transformações sociais.

            Mas, pobres irmãos delinquentes, quem vos deu o poder de excomungar?  De quem houvestes essa prerrogativa? De Deus? Se o afirmardes, ofendereis sacrilegamente aquele que é o Sumo Bem.

            Ah! Vós é que vos arrogastes esse direito, para atemorizar as almas simples! E dizeis-vos ministros de Jesus Cristo!

            Agora, quando possuídos de ódio, nos anematizais, nós outros erguemos fervorosas preces ao Divino Pai, a fim de que, destarte, possais preferir o bem ao mal, a verdade à mentira e a virtude ao vício.

            Fazemo-lo para que vos seja dado deixar esse caminho de trevas por uma senda de luz.

            Pobres irmãos, vós sois delinquentes recidivos: que de males não tendes causado nos vossos semelhantes por meio da seita que ora defendeis com a bravura do herói de Cervantes!

            Que é de vossa acuidade visual? Acaso não podeis notar que hoje são muitos os que tem olhos de ver e ouvidos de ouvir?

            Não vedes porventura, que o fanatismo, mau grado vosso, decresce dia a dia por influxo dos vedetas (atriz de teatro) e pioneiros do Além?

*
            Muito haveis delinquido: já é tempo de vos arrependerdes!  

            Afeitos ao erro- negais a realidade: adstritos à rotina - repulsais o progresso; inimigos de Jesus - perseguis a Sua Doutrina impoluta! Na vossa teologia râncida (fétida), há muito que deu a carcoma!

            Fugi à treva, procurai a luz.

            Deus, que é a misericórdia suprema, vos perdoará, dando-vos que, arrependido, possais conhecer a Verdade. Deixai essa intolerante seita pagã; abandonai esse Deus antropomorfo com o seu cortejo de semideuses, os ídolos, que as moscas estercoram, que a fuligem dos tempos enegrece, que os térmitas destroem!

            Deixai-os: adorai o vero Deus, que é a infinita bondade, fonte perene de Vida e Luz, de Amor e Caridade.

            Abraçai, pois, a sublime Doutrina do Divino Mestre, segui o Espiritismo, o Consolador, há séculos prometido à Humanidade.

            Aures habent et non audient! (têm ouvidos e não ouvem.)


Velar com Jesus




Velar com Jesus
 Emmanuel
por Chico Xavier

             “E voltando para os seus discípulos, achou-os adormecidos e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudeste velar comigo?" (Mateus, 26:40)

            Jesus veio a Terra acordar os homens para a vida maior.

            Interessante lembrar, todavia, que, em sentindo a necessidade de alguém para acompanhá-lo no supremo testemunho, não convidou seguidores temidos ou beneficiados da véspera e sim os discípulos conscientes das próprias obrigações. Entretanto, esses mesmos dormiram, intensificando a solidão do Divino Enviado.

            É indispensável rememoremos o texto evangélico para considerar que o Mestre continua em esforço Incessante e prossegue convocando cooperadores devotados à colaboração necessária. Claro que não confia tarefas de importância fundamental a Espíritos inexperientes ou ignorantes; mas, é Imperioso reconhecer o reduzido número daqueles que não adormecem no mundo enquanto Jesus aguarda resultados da incumbência que lhes foi cometida.

            Olvidando o mandato de que são portadores, inquietam-se pela execução dos próprios desejos, a observarem em grande conta os dias rápidos que o corpo físico lhes oferece. Esquecem-se de que a vida é a eternidade e que a existência terrestre não passa simbolicamente de "uma hora". Em vista disso, ao despertarem na realidade espiritual, os obreiros distraídos choram sob o látego da consciência e anseiam pelo reencontro da paz do Salvador, mas ecoam-lhes ao ouvido as palavras endereçadas a Pedro: Então, nem por uma hora pudeste velar comigo?

            E, em verdade, se ainda não podemos permanecer com o Cristo, ao menos uma hora, como pretendermos a divina união para eternidade?

            (Do livro "Caminho, Verdade e Vida” pg. 191/192)

11 - Pensamentos de Jax



11 - Pensamentos de Jax
Reformador (FEB) Janeiro 1929

Lembrar é sair de si para viver em alguém.

10 - Pensamentos de Jax



10 - Pensamentos de Jax
Reformador (FEB) Janeiro 1929

Todos os homens gabam-se da sua honra, e incriminam os vícios; 
se fôramos dar crédito ao que dizem, há muito serviriam
de papel de embrulho as páginas dos códigos penais.

9 - Pensamentos de Jax


 9 - Pensamentos de Jax
Reformador (FEB) Janeiro 1929

A história é uma tela imensa,
onde a justiça do futuro retrata os mártires do passado.

8 - Pensamentos de Jax



8 - Pensamentos de Jax
Reformador (FEB) Janeiro 1929

A altivez do grande chama-se - orgulho,
a do pequeno - brio, pudor.

7 - Pensamentos de Jax


7 - Pensamentos de Jax
Reformador (FEB) Janeiro 1929

Há quem compre para um cão uma coleira de prata,
e negue a um faminto os restos da mesa.

6 - Pensamentos de Jax


6 - Pensamentos de Jax
Reformador (FEB) Janeiro 1929

            O avaro tem o coração num cofre; o filantropo um cofre no coração. 

5 - Pensamentos de Jax




5 - Pensamentos de Jax
Reformador (FEB) Janeiro 1929

O orgulho é uma das formas do ódio e do egoísmo.


4 - Pensamentos de Jax


4 - Pensamentos de Jax
Reformador (FEB) Janeiro 1929
   
          Quereis unir-vos pela ideia? Uni-vos primeiro pelo coração.


3 - Pensamentos de Jax



3 - Pensamentos de Jax
Reformador (FEB) Janeiro 1929

            Das palavras com que perdoamos formam os anjos alegres cânticos com que
seremos recebidos no céu: as palavras com que condenamos voltam para dentro de nós e formam esse cântico fúnebre, que é - o remorso - inimigo da felicidade.


sábado, 1 de dezembro de 2018

2 - Pensamentos de Jax



2 - Pensamentos de Jax
Reformador (FEB) Janeiro 1929

O ódio cega, o amor alumia; 
o ódio aponta e arrasta para o abismo; 
o amor atrai e aponta para o céu.

1 - Pensamentos de Jax



1 - Pensamentos de Jax
Reformador (FEB) Janeiro 1929

            O arrependimento é ato da consciência que nos quer perdoar, não resultando porém, desse impulso, o perdão;
pois ainda nos resta alguma coisa do remorso.

Combate ao Ateísmo



Combate ao ateísmo?
por Vianna de Carvalho
Reformador (FEB) Janeiro 1920

            No último Consistório secreto, o atual Chefe do catolicismo – não da cristandade que é coisa absolutamente diversa – instruiu o Episcopado para que volte as suas baterias contra o materiaIismo.
            O papa já excomungou a Teosofia, deu ordens relativas à extirpação do Espiritismo e das ideias protestantes. Agora, encara, frente a frente, o problema ateísta. Foi necessária a irrupção do bolchevismo na Europa, com tendências avassaladoras, para despertar o zelo pontifício na eliminação de princípios negativistas que se infiltram nas populações do velho continente.  
            Há dezenas de anos que o materialismo faz seu curso pernicioso, corrompendo  sobretudo a mocidade das faculdades superiores de ensino.  
            A igreja permaneceu indiferente e calada ante essa inoculação de incredulidade no espírito das novas gerações.
            Mas investiu furiosamente se opondo à propagação do Espiritismo que é, sem dúvida, o maior antídoto à enfermidade em todas as suas manifestações.
            A razão dessa atitude se explica facilmente: o Vaticano compreendeu que era impossível reconquistar, com o absurdo revoltante dos dogmas, às classes ilustradas,  inteligências saturadas de conhecimentos positivos.
            Restava a multidão que não raciocina e sustenta o comércio dos sacramentos.
            A esta, os fatos da ciência são como se não existissem.  
            E, como a doutrina dos espíritos pode ser assimilada pelos homens simples e conduzem ao alijamento da bagagem católica, se impunha a sua condenação de qualquer forma.
            A teologia rançosa considerou-a qual terrível rival e moveu-lhe ataques desleais a ver se conseguia arreda-la do campo das competências religiosas.
            Enquanto isto, as concepções filosofia niilista pairavam no alto, nos areópagos das academias.  
            Presentemente, porém, a cena se mudou.
            O povo começa a executar as ilações das teorias dissolventes outrora defesas à sua curiosidade. Houve amplificação de contágio pelos veículos da imprensa, dos comícios e associações libertárias.  
            E a igreja vê-se assediada por mais outro elemento de destruição.
            Nessa conjuntura sem remédio, recorre a argumentos de fé, exaltando o valor do Deísmo quando, no fundo, apenas defende o próprio interesse comprometido pelas correntes do socialismo revolucionário.


Caminho Estreito



Caminho Estreito
Luiz de Oliveira
Reformador (FEB) Novembro 1919

Caminho estreito... Eis-me a caminho!
Como o percorro a soluçar!
Ah! quanto sofre o pobrezinho
Que não tem pão, que não tem lar!

Caminho estreito... Os pés eu tenho
De o palmilhar sangrando, em dor...
Que peso tem, meu Deus, o lenho
De quem procura a luz do amor!

Caminho estreito, escuro e triste!
Por ele vou... e, aos que me veem,
Digo, a sorrir: a fé me assiste,
Que a paz vos seja... Eu vivo bem!

Caminho estreito... Estrada nobre
Vou percorrendo em treva e luz...
Cristo se fez irmão do pobre:
Também do Cristo eu tenho a cruz!

Caminho estreito... Eu o bem digo!
Eu lhe abençoo a escuridão...
Nele Jesus se fez mendigo:
Por ele o pobre é meu irmão...

Caminho estreito em que me irmano
À alma do pobre e ao Bom Pastor,
Quem o percorreu eu não me engano!
Bençãos terá feitas de amor!

Caminho estreito... estreito à vida
De quem não ama o Eterno Ser!
Quem o maldiz os Céus olvida:
Alma não tem para viver!

Caminho estreito, ao Céu aberto!
Nele, estendendo os olhos meus,
Vejo-me só ... Quanto é deserto!
Quanto se foge à Luz de Deus!

Caminho estreito ... Estrada franca,
Aberta à glória do homem que é
Sincero e justo – uma alma branca
Que se conduz na asa da Fé!

Caminho estreito em que contemplo
Do pobre irmão a vida irmã...
Conduzes para o Eterno Templo
Gloriosamente a alma cristã!

Caminho estreito em que pelejo,
Julguei-te mal - perdão! perdão!
Embora só, agora eu vejo
Que és necessário ao bom cristão!

Hospitalização Carcerária



Hospitalização Carcerária
Emmanuel por Chico Xavier
Reformador (FEB)  Fevereiro 1977

            Quando tiveres de anotar o comportamento dos irmãos reeducandos, em retiros carcerários, deixa que a compaixão se te instale no espírito, antes que a palavra te configure as considerações.
            Presídios são escolas-hospitais, dignas de apreço.
            Irmãos internados nesses educandários se erigem à posição de enfermos em tratamento espiritual.
            Magistrados desempenham a função de especialistas, cominando preceitos penalógicos, à feição de recursos curativos para a supressão de desequilíbrios determinados.
            E, de nossa parte, devemos ser os irmãos compreensivos de quantos se vejam na condição de doentes da alma, integrando com eles a grande família humana.
            Somos todos Espíritos imortais, companheiros da mesma caminhada evolutiva.
            De que maneira condenar os semelhantes, se não dispomos de meios para analisar-lhes o sofrimento, quando o sofrimento lhes extravasa do ser, em forma de ignorância e doença, obsessão e criminalidade?
            Que espécie de dor terá erguido o braço daqueles que promoveram a destruição do próprio corpo?
            Quem terá impulsionado a mão do homicida contra aqueles que lhe experimentaram os golpes?
            Quantos dias de resistência gastaram os corações queridos, mas ainda inseguros, até que se emaranhassem nas trevas da tentação?
            Que forças invisíveis na Terra induziram ao enfraquecimento e ao desânimo almas belas e cultas, quando desertaram dos compromissos que elas próprias criaram na Causa do Bem?
            E qual teria sido o nosso comportamento se houvéssemos faceado as inquietações e os problemas em que os nossos semelhantes, considerados em erro, se matricularam em rudes provas?
            Meditemos nessas indagações, já que não nos é dado conhecer os dramas da sombra, desde o princípio, a fim de que não venhamos a intensificar os obstáculos de quantos se reajustam, muitas vezes, à custa de tribulações e de lágrimas.
            Entendemos a legitimidade dos tribunais humanos e todos somos chamados a respeitar-lhes as determinações.
            Entretanto, nas trilhas do relacionamento mútuo, situemo-nos todos - todos nós, os Espíritos ainda vinculados à evolução terrestre - ao esquema das consciências endividadas, ante os foros da Divina Justiça. E, longe de agravar as aflições dos nossos irmãos, sob assistência carcerária, auxiliemo-nos na reabilitação das próprias forças, rogando à Misericórdia Divina para que se compadeça de todos nós.

Regressão de Memória



Regressão de Memória
Emmanuel
por Chico Xavier
Reformador (FEB) Dezembro 1991

            Se fomos trazidos à Terra para esquecer o nosso passado, valorizar o presente e preparar em nosso benefício o futuro melhor, porque provocar a regressão de memória do que fomos ou fizemos, simplesmente por questões de curiosidade vazia, ou buscar aqueles que foram nossos companheiros, a fim de regressar aos desequilíbrios que hoje resgatamos?
            A nossa própria existência atual nos apresentará as tarefas e provas que, em si, são a recapitulação de nosso passado em nossas diversas vidas, ou mesmo, somente de nossa passagem última na Terra fixada no mundo físico, curso de regeneração em que estamos integrados nas chamadas provações de cada dia.
            Por que efetuar a regressão de memória, unicamente para chorar a lembrança dos pretéritos episódios infelizes, ou exibirmos grandeza ilusória em situações que, por simples desejo de leviana retomada de acontecimentos, fomos protagonistas, se já sabemos, especialmente com Allan Kardec, que estamos eliminando gradativamente as nossas imperfeições naturais ou apagando o brilho falso de tantos descaminhos que apenas nos induzirão a erros que não mais desejamos repetir?
            Sejamos sinceros e lancemos um olhar para nossas tendências.