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quinta-feira, 9 de junho de 2011

40 Trabalhos do Grupo Ismael por Guillon Ribeiro



40


SESSÃO DE 13 DE MARÇO DE 1940


Comunicação final,  psicográfica


Breves exortações e advertências amigas, a propósito da delicadeza do momento que passa e que torna árdua, cheia de dissabores e de espinhos a tarefa.



Médium:  A FELIX


O perdão das ofensas está na essência dos ensinos do Mestre. Perdoar é amar e o Evangelho é um hino de amor.
Meus amigos, não vos deixeis levar por intuições que muitas vezes não traduzem um pensamento escoimado de prevenções.
É muito delicado para o espírita o momento que passa. Assim, meus companheiros, deixai que do Alto venha uma diretriz segura para que a tarefa a desempenhar não seja perturbada.
Ao demais, é preciso noteis que a casa tem dono e não está vazia. Quem nela habita está em dia com o pagamento de suas dívidas, isto é, procura amortizar velhas contas.
Não se turbem os vossos espíritos. A tarefa é árdua e cheia de dissabores.
Mas, que querem os meus amigos? Não tereis procedido outrora do mesmo modo?
Cuidado e muito cuidado com os espinhos da tarefa.
Que Jesus vos abençoe. – Richard.



Comunicação, final,  sonambulica


            A fé sem as obras.– Não há evangelização sem que à palavra se conjugue o sentimento. – Como se tornará o iniciado na doutrina espirita um evangelizador da palavra. – As divergências, as polêmicas e os labores infecundos o que representam.  – O trabalho espirita é trabalho de qualidade e não de quantidade. – Objetivo com que foi fundado o Templo de Ismael. – Cuidados que exige a difusão da doutrina. – E’ preciso saber semear. – Donde provém  a autoridade da Casa de Ismael. – O processo de separação dos bodes e das ovelhas. – Atenção que deve merecer a advertência do Cristo: o espirito é pronto, mas a carne é fraca.



Médium: J. CELANI


 Meus companheiros e amigos, paz em nome do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
 A fé sem obras é morta, no dizer do Apóstolo, e a experiência, a observação demonstram a verdade da sua afirmativa.
 O mundo não será jamais unificado para constituir um só rebanho, enquanto o evangelização não for feita mediante a conjugação da palavra com o sentimento. Objetivando essa conquista é que deve desenvolver-se toda a obra dos trabalhadores da Seara de N. S. Jesus Cristo.
 O iniciado na Doutrina Espirita precisa conhecê-la e interpretar-lhe os preceitos, aplicando-os a si mesmo para se constituir depois um evangelizador da palavra e recolher do meu esforço cem por um, segundo a promessa do Cristo de Deus.
Infelizmente, nem todos os que dizem: Senhor! Senhor! entrarão no reino dos céus. Daí as divergências, as polêmicas estéreis e os labores infecundados, que representam a pedra de toque, o tema preferido dos inimigos da Nova Revelação.
Por isso, digo e repito, sempre que se me depara oportunidade, que o trabalho espírita não deve ser considerado pela quantidade, mas pela qualidade.
Que importa que ao Centro A ou B afluam milhares de criaturas, se elas não vivem verdadeiramente em comunhão com os preceitos que as congregam para o estudo?
Mais valeria que se reunissem duas ou três apenas em nome do Cristo de Deus, porque então com elas estaria o seu divino Espírito.
Assim, a exemplificação, a semeadura seriam realmente de resultados benéficos  para os homens e para os Espíritos.
Mas, o fruto ainda não está maduro; é preciso esperar que o tempo faça a sua obra; é preciso se evangelizem as almas que têm sede de paz e estão ávidas de esperanças novas.
Para isso foi que se formou esse pugilo de trabalhadores que lançaram as bases, os fundamentos do templo de Ismael, nas terras de Santa Cruz.
Espalhar a doutrina não quer dizer que se abra mão dos cuidados necessários a que a semente não caia nos espinheiros.
É preciso prudência, muito prudência, tolerância e fraternidade porque sem fraternidade não se pode fazer obra alguma de feição cristã.
O Cristo manda que amemos aos inimigos. Como pode o seguidor do Cristo sair a campo para esvurmar a consciência do próximo, sem a indispensável caridade, sem o temor de que, amanhã, se veja no mesmo pelourinho, pois que falível é o homem?
É preciso saber propagar para que a semente lançada caia em terra fértil, deite raízes, dê vida á árvore, a fim de que esta produza frutos e alimente as almas em peregrinação na terra.
Não fora, meus caros companheiros, amigos e irmãos em Jesus Cristo, esse cuidado e talvez a Casa de Ismael não tivesse hoje a autoridade que começa a ter nos setores governamentais do país.
Porque ela tem tido o cuidado de não desprezar as recomendações do Alto, é que há conseguido manter a serenidade no seu labor. E todos nós esperamos que agora, mais do que nunca, proceda ela com a mesma serenidade, o mesmo critério, o mesmo respeito que há imprimido às suas relações com as outras crenças e com os poderes públicos.
Só assim honrará o dístico insculpido na sua fachada e merecerá a vigilância contínua no Anjo que lhe emprestou o nome e é seu patrono, para salvaguardá-la dos assaltos violentos das trevas.
O mundo caminha como o sentis, para uma transmutação completa dos postulados políticos  e religiosos que têm conduzido a humanidade terrena. Em linguagem evangélica, podemos dizer que se processa a separação dos bodes e das ovelhas.
Conseguintemente, não são demasiadas as nossas recomendações, porque, meus caros companheiros, o espirito é pronto mas a carne é fraca. Ora, se o Cristo teve necessidade de lançar esta advertência aos seus discípulos, trabalhadores escolhidos e preparados para o desempenho de suas missões, não é ocioso que eu vo la lembre, quando, mais uma vez, avivo na vossa memória um dos pontos essenciais  do vosso trabalho na seara de N. S. Jesus Cristo.
Salve! rainha dos céus, arrimo dos pecadores e confortadora dos aflitos! Vê, Senhora, que cruz pesada verga os ombros dos calcetas que pediram esta tarefa. Tu, que nos deste, a nós que hoje os assistimos, socorro e proteção para que nos desobrigássemos das nossas responsabilidades, vela por eles, mais onerados, por servirem num período mais tormentoso para a humanidade.
Não consintais que um só deles desgarre, que a nenhum falte, nas horas luta e da aflição,  a lembrança dos teus exemplos na via sacra que percorreste, acompanhando o teu Filho bem amado.
Estenda sobre eles e sobre os que batem às portas do templo de Ismael, sobre os seus lares e, enfim sobre a humanidade, a tua mão, abençoando-os a todos em nome do teu Filho, do teu e nosso Criador e Pai.
 Rendamos graças ao Senhor, meus amigos e companheiros, por nos haver concedido estes instantes de efusão de sentimentos e que eles nos sirvam de estímulo ao aprimoramento dos nossos espíritos.
Paz fique convosco. Paz para os vossos lares. – Bittencourt.




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