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terça-feira, 17 de julho de 2012

Quaresma em Plena Páscoa



Quaresma em plena Páscoa  JUL 17

                 
         No mesmo dia, iam dois deles para uma aldeia de nome Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios. Vinham conversando um com o outro sobre tudo o que acabava de suceder. Enquanto assim falavam e conferenciavam entre si, aproximou-se deles o próprio Jesus e foi com eles. Eles, porém, estavam com os olhos tolhidos, de maneira que não o reconheceram. Perguntou-lhes ele: “Que conversas são estas que entretendes um com o outro pelo caminho?”
            Calaram-se eles, tristes. Um deles, de nome Cléofas, respondeu: “és Tu o único forasteiro em Jerusalém e ignoras o que aí se passou nestes dias?”
            “Que foi?” – inquiriu ele.
            “Aquilo que Jesus, o Nazareno – responderam-lhe. – Era um profeta, poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo. Mas os sumos sacerdotes e os nossos magistrados entregaram-no à pena de morte e crucificaram-no. Nós, porém, esperávamos que fosse ele o salvador de Israel. De mais a mais, já é agora o terceiro dia que se deu tudo aquilo. Verdade é que algumas das nossas mulheres nos aterraram; tinham ido ao sepulcro, mui de madrugada; mas não acharam o corpo. E voltaram com a notícia de lhes terem aparecido anjos que declararam que ele estava vivo. Ao que alguns dos nossos foram ao sepulcro, e encontraram confirmado o que as mulheres tinham dito; a ele mesmo, porém, não o viram.” Lucas  24, 13ss



         Que dissestes, solitários viandantes?... Esperáveis que fosse o Nazareno o Redentor?... E agora vos desiludistes?... por que?... por que sofreu e morreu?

            Que é da vossa filosofia, insensatos pessimistas?...

            Redentor seria o Nazareno se a si mesmo se redimisse do sofrimento e da morte?

            Redentor, se expulsasse para além das fronteiras o invasor estrangeiro?

            Redentor, se reestabelecesse a independência política de Israel e o esplendor do reino davídico?

            Quando compreendereis o absurdo desta vossa filosofia?

        
Huberto Rohden
in “Em Espírito e Verdade”
Edição da Revista dos Tribunais, SP – 1941  


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