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terça-feira, 26 de junho de 2012

No Mundo, mas não do Mundo


 No Mundo,
mas não do Mundo  JUN 26

                    
            Foi Jesus apresentado ao governador. E o governador lhe dirigiu esta pergunta: “És tu rei dos judeus?” Respondeu-lhe Jesus: “Sim, eu o sou, mas o meu reino não é deste mundo.” Entretanto, não deu resposta alguma as acusações dos sacerdotes e anciãos. Perguntou-lhe então Pilatos: “Não ouves de quanta coisa te fazem carga”?”
            Jesus, porém, não lhe respondeu a pergunta alguma, de maneira que o governador se admirou grandemente.   Mateus  27,  11  ss; João  18,  36



            Um homem reduzido a uma chaga viva, abandonado dos seus, ludibriado de todos, a poucos passos da morte – esse homem tem a estranha temeridade de se dizer rei, em face do representante do império dos Césares.

            Mas o seu reino não é deste mundo. É de algum mundo incógnito, mais amplo, mais belo, mais divino que o nosso.

            Ele mesmo, o Nazareno, não é deste mundo. Por isso, o mundo não o compreende, não o quer, não lhe deu um berço para nascer, nem lhe dará um leito para morrer.

            O seu reino não é desses reinos pueris, ridículos, mantidos à força de lâminas de ferro e de cadáveres humanos.

            O seu reino é sustentado pelas colunas da razão e da fé. Pelas energias imortais do coração e da graça. Pelas potentes legiões do universo espiritual.

            É o reino da Verdade e da Vida.

            É o reino da Justiça e da Paz.

            É o reino da Fé e do Amor.

            É o reino da Graça e da Glória.

            E estas coisas, embora no mundo, não são do mundo.

            São do céu – são de Deus...

                                              
           
Huberto Rohden
in “Em Espírito e Verdade”
Edição da Revista dos Tribunais, SP – 1941  


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