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segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

A linguagem da ciência

 


A Linguagem da Ciência

por Djalma Farias     Reformador (FEB) Abril 1947

             La Vie d'Autre Tombe”, apreciada revista belga, transcreve de "Cronique Medicale” o fato seguinte em que intervém o autor do “Chálit du Départ”.

            Em 1797, Meehul tinha um amigo muito querido, Bouveret, que desapareceu misteriosamente nos arredores do bosque de Bondy.  

            Dez anos depois, o Espírito de Bouveret apareceu a Meehul, pedindo-lhe vingança. As aparições sucederam-se de ano em ano. Certa vez, em sonho, o Espírito indicou a Meehul, com o dedo, a silhueta de um vulto que se ocultava nas cortinas do leito. Na manhã seguinte, Meehul constatou que um malfeitor havia entrado em sua casa, roubando-lhe objetos de valor.

            Passado algum tempo, Meehul passeava nos Campos Elísios e sentiu a mão de um ladrão que deslizava no seu bolso. A estupefação de Meehul foi grande, reconhecendo no criminoso o vulto que vira em sonho. Preso e interrogado, o homem confessou que dez anos antes no bosque de Bondy havia morto para roubar um jovem e que, com a ajuda de um cúmplice, o enterrara no recanto do bosque, que designou.

            Refere-nos, também, a História que o poeta Petrarca um dia escreveu de Parma uma carta, que foi arquivada, a seu amigo, o bispo de Giovam Andreia, dizendo-lhe que tivera um mau sonho - tinha visto um outro amigo seu, o bispo Colona, sair de sua companhia, só, pálido, e limitando-se apenas a lhe dizer que ia a pé até Roma. Petrarca, na sua carta, deduziu que o bispo seu amigo tinha morrido. De fato, vinte e cinco dias depois, recebeu as comunicações da morte do bispo Colona, ocorrida na mesma hora em que despertava do seu sonho e na mesma noite.

            Tácito conta que Basilides apareceu a Vespasiano num templo de Alexandria, apesar de se achar doente a muitas léguas de distância.

            Afonso de Liguori, estando adormecido em Arienzo, pode assistir à morte do papa Clemente XIV, cm Roma, e anunciou ao acordar que vira esse fato.

            Antônio de Pádua, estando a pregar na Espanha, em meio do serviço adormeceu, aparecendo em Pádua, onde seu pai, acusado falsamente de homicídio, marchava para a morte. Antônio de Pádua salvou o pai, provando a sua inocência e mostrando o verdadeiro criminoso. Camille Flammarion relata-nos que u'a moça, ao fim de 7 anos de ternas relações, havia-se separado do homem que amava. Este casou-se e ela nunca mais teve notícias suas. Passaram-se alguns anos, quando em uma noite de Abril de 1893 viu ela entrar em seu quarto uma forma humana, que se lhe dirigiu e debruçou-se sobre ela. Sentiu, então, nos lábios, com terror, o demorado beijo de uma boca gelada. No dia seguinte, cerca de meio-dia, correndo a vista pelos jornais, leu a notícia do falecimento e dos funerais do homem que amara.

            Stuart Mill diz que a linguagem da Ciência tem de ser esta; isto é ou não é, isto se dá ou não se dá. Os fatos existem e deve ser de todo interesse da Ciência estudá-las rigorosamente. Todos os cientistas que os têm estudado, rendem-se à verdade e tornam suas aquela afirmativa sincera de William Crookes: -

             “Tendo-me assegurado da realidade dos fenômenos espíritas, seria uma covardia moral recusar-lhe o meu testemunho. Após seis anos de experiências rigorosamente científicas, não digo que os fenômenos são possíveis, digo que são reais.”

 


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