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terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Geley (espírito)

A grande retomada
Gustave Geley por A.I.M.
Reformador (FEB) Novembro 1971

(Mensagem psicográfica recebida pelo médium A. I. M., na reunião pública da Federação Espírita Brasileira, na noite de 25-5-71, no Rio de Janeiro, GB, quando presentes técnicos da Televisão Italiana, que haviam estado no Brasil para documentar o caráter do Espiritismo praticado em nosso país.)


            O mundo hodierno estará mais rico ou mais pobre? A contribuição da técnica, aperfeiçoando métodos, estabelecendo novos níveis de produção, tem realmente concorrido para a felicidade do homem na face do planeta? Quais as reais equações que a ciência e a tecnologia tem resolvido?
            Em verdade, tem a pesquisa de índole científica debelado inúmeras doenças. A tuberculose, a lepra tem sido banidas ou minimizadas, no sentido de fazer voltar o homem a um nível de saúde aceitável. Contudo, há de se registrar o surgimento de novas doenças, principalmente o recrudescimento das enfermidades mentais, cujos índices são os mais assustadores.
            A sociedade consumidora dos recursos únicos da materialidade tem conseguido, simplesmente, enganar-se a si mesma. A economia padrão, surgindo nos orçamentos cíclicos equilibrados, tem realmente proporcionado a distribuição das riquezas por um número cada vez maior de criaturas.
            Contudo, não há de se negar que o conforto abundante não tem garantido a sua meta de felicidade real.
            Encontra-se o mundo ante uma realidade maior, que precisa ser abordada.
            A técnica e a máquina têm, até agora, transformado os homens em coisas ou em autômatos.
            A cibernética e a automação têm produzido homens-robôs, em que o sentimento é racionalizado em termos de matemática e eletrônica. Encontra-se a humanidade diante de recursos imensos e, no entanto, o coração do homem se empobrece, a sua alma se enfraquece.
            A busca, todavia, continua.
            Os padrões de conforto tecnológicos, enquanto absorvidos sem a necessária digestão espiritual, intoxicam e fazem sucumbir o homem.
            O homem moderno precisa fazer a sua retomada. Esquecido dos valores que traz dentro de si mesmo - os do Espírito, do Amor e da Bondade - deixa-se desbaratar e soterrar pelos processos hedonísticos predominantes. Esses valores necessitam de ser revitalizados. Para tanto, os princípios espirituais hão de se basear no fenômeno em sua mais ampla acepção. Há de se dar base científica às conclusões de ordem filosófica e há de se consubstanciar a filosofia na moral ativa, a expressar-se no amor ao semelhante, no amor ao Bem e à Verdade.
            Na realidade, o homem moderno rejeita toda ideia que não traga o selo do bom senso, isto é, da Razão. É por tal razão que o conhecimento espiritual deve calcar-se em fatos e que esses fatos se tornem conceitos, a fim de serem Incorporados  ao conhecimento do homem como verdades incontestes.
            É por essa razão que os fenômenos mediúnicos, considerados pela psicologia oficial como paranormais ou parapsicológicos, ressurgem no mundo com o mesmo vigor de antanho. Os médiuns aparecem aqui e alhures. Não há uma pátria, não há uma cidade em que não se registrem fenômenos considerados paranormais. Em toda parte, nos países capitalistas ou nos de ordem socialista, entre brancos, pretos, amarelos e vermelhos, a presença do fenômeno é um fato. É que a mediunidade é uma nova forma de ser, que espera pelo concurso dos que hão de se dedicar, com sinceridade, ao seu estudo e metodologia.
            Há, contudo, de se reconhecer que o passado da história do Espiritismo faculta-nos uma visão bem ampla. Em conclusões tais como:
            Comunicação entre os vivos e os considerados mortos.
            A palingenesia.
            A habitabilidade dos mundos.
            A evolução eterna.
            A existência de Deus.
             A existência da alma Imortal.
            Eis a contribuição sintética do passado, que pede no presente o concurso da análise e do aprofundamento, para novas sínteses em níveis mais atualizados, ao lado das verdades consideradas permanentes, por se assentarem em leis eternas.
            A retomada se faz necessária e ela se fará, por certo, a despeito de qualquer força contrária.
            Por longo tempo ainda, as Interpretações serão as mais diferentes. Não Importa: a Verdade Espírita não teme o progresso científico. Aguarda, com esperança e com fé, que o homem avance nos seus estudos e nas suas conclusões.
            Por agora, o despertamento para as condições de comunicação. A telepatia ressurge em termos de utilização inclusive militar e de apoio a expedições científicas. Mas, os homens de amanhã descobrirão que essas forças devem ser usadas para o bem e para a união de todos os seres.
            A abordagem do mundo psíquico, através de aparelhos eletromagnéticos, registra a presença das forças ódicas, das energias ectoplasmáticas, fontes da vida subconsciente, onde reside a alma imortal.
            A retomada se efetivará porque a pesquisa espírita conduzirá o homem a uma filosofia religiosa que se reflita na moral, e, nesse dia, a Terra inteira rejubilar-se-á, pois terá encontrado a resposta de todos os séculos.
            O Amor, voltando ao reino dos mortais, responsabilizar-se-á pela união entre os homens, entre as nações. O Amor será a Cartilha Superior de todas as Nações, fazendo da Terra uma só família.
            A Terra não estará mais dividida entre blocos e regimes, pois, nesse dia a Religião Cósmica do Amor congregará num mesmo amplexo a Ciência, a Filosofia e a Moral. A Religião Cósmica do Amor será o grande depósito ou o grande legado a ser oferecido ao mundo feliz e regenerado de amanhã. Mas, para que esse mundo surja, é necessário que ele, primeiramente, nasça em cada coração. E nesse dia não mais temeremos a tecnologia e a megamáquina, porque ambas estarão sob o perfeito domínio do homem, pois o homem, consciente de que é um Espírito Reencarnado e Eterno, não se conformará em ser transformado em Coisa.
            E o Amor vencerá mais uma vez ...
            E o demônio do orgulho não prevalecerá na alma do homem renovado e feliz!

            Geley


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