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domingo, 4 de dezembro de 2016

Dr. Bezerra e Você

Mensagem de Bezerra de Menezes (Espírito) 
Reformador (FEB) Agosto de 1954

            Qual tem sido a nova ciência formada com os elementos emprestados ao Espiritismo? Que nome tem ela? Quais são suas leis? Explica-me ela seu objetivo?

            Os homens da ciência estudam seus fenômenos e procuram explicá-los pelas leis conhecidas da ciência, eis tudo; mas já conseguiram fazer, dele e por ele, um corpo de doutrina científica? Nada têm conseguido no sentido desse seu maior empenho.

            Entretanto, aí está desafiando as fúrias da incredulidade o Espiritismo brilhantemente organizado em alta e sublime doutrina religiosa.

            Como, então, é ciência, se dá para a constituição da mais elevada doutrina religiosa?
            Meditem, sobre estes nossos mal esboçados conceitos, aqueles que quiserem colher frutos da vida na nova árvore plantada pelo Redentor.

            Meditem, e reconhecerão que os Espíritos das trevas, no seu incessante mourejar contra a verdade e contra o bem, é que insinuam essas distinções, no intuito de perturbarem as inteligências e arrastarem os mais fracos, se não puderem arrastar todas, ao redil de sua perdição.

            Deixemos aos infelizes, que se deixam seduzir pelas vozes da serpente, as glórias de figurarem no meio dos que se julgam iguais a Jesus, e procuraremos merecer o glorioso título de servos de Jesus.

            "Deus -Amor - e Liberdade" é o seu lema, com o qual procuram, sob a bandeira do Espiritismo, reunir em tomo de si os que se deixam levar por palavras, sem perscrutarem o fundo moral das obras.

            Invocam o nome de Deus, os que não seguem sistematicamente os ensinos de Jesus, que é o pensamento de Deus!

            Falam em nome de amor, emanação do próprio Deus, os que não o podem sentir, desde que não amam a Jesus, puríssima encarnação do divino sentimento, como Verbo do Senhor.

            E pregam liberdade; sabeis como e por quê?

            Como meio de se libertarem da lei de Deus pregada por Jesus, e para abafarem os escrúpulos das almas timoratas, a fim de subjugá-las ao seu modo de compreender o amor, de compreender a liberdade, de compreender o Espiritismo!

            Espíritas: O caráter essencial da verdadeira fé, como no-lo ensina o divino Mestre, é a humildade no sentimento, é.a humildade nas ações.

            Ao espírita, que desejar ser discípulo de Jesus, diremos: o verdadeiro espírita deve procurar ocultar as suas boas obras, como os maus ocultam as suas; e se o dever lhe impõe a obrigação de faze-Ias em público, como é hoje o da propaganda, deve portar-se com a prudência e a modéstia com que os Apóstolos pregavam a Boa Nova.

            Onde quer que vejais placas e bandeiras como anúncio permanente de sessões espíritas, descrede, aí não está nenhum espírito religioso; se gostais de divertir-vos, entrai; e, se procurais o verdadeiro Espiritismo, fugi e orai pelos que o deturpam.

            Os templos não tem placas, nem flâmulas, nem arautos pregando pelas ruas e praças ao som de timbales. Esses são meios empregados por empresas teatrais para atraírem concorrência. Isto é próprio de festas mundanas, nunca de exercícios religiosos.

            Se virdes os jornais profanos pejados todos os dias de notícias de trabalhos espíritas, com os nomes dos eméritos trabalhadores, concluí, de tais manifestações aparatosas, que não há espírito religioso em quem as fez; é o príncipe do mundo que as insinua no ânimo dos que as fazem.

            O Espiritismo é a Revelação divina e, como tal, com os homens ou sem os homens, há de propagar-se por toda a Terra a vontade do Senhor; desgraçados os que, sob falsas aparências, arrastarem seus irmãos a falsas concepções da santa lei.        -

            E concorre-se para a execução da obra de Deus, trabalhando com o maior respeito e humildade, como o que trabalha à vista do Senhor da vinha. Talvez haja severidade nestes nossos dizeres mas, além de que não se arranca o cancro, sem dor, acresce que está acima de todas as considerações humanas o amor do próximo, que nos impõe o dever de tentar o maior esforço por abrir os olhos aos que dormem nas trevas da morte, e de prevenir os incautos do abismo que se lhes cava debaixo dos pés.


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