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quarta-feira, 11 de junho de 2014

22. A palavra de Camille Flammarion



pg. 12 de
‘A Morte e o seu mistério - Vol 2 de Camille Flammarion
(4ª Edição FEB - 1990)

            “Uma parte do clero é hostil a tal gênero de estudos (de fenômenos espíritas) e entende que a Igreja deve conservar o seu monopólio. Esta opinião data dos tempos bíblicos. A evocação dos mortos era formalmente proibida aos hebreus, e Saul infringiu seus próprios decretos, indo consultar a pitonisa de Endor e convocar a sombra do profeta Samuel. Talvez se justifique esta proibição ao vulgo incompetente, que pode facilmente propender para as mais funestas tolices; mas impedir, em nosso tempo, as pessoas instruídas, refletidas, ponderadas, de estudarem tais problemas, dizer-lhes que Deus lhes não concedeu a inteligência para que se servissem dela e que devem humilhar a razão perante as afirmações duma Revelação divina contestável, pretender que a questão da natureza da alma e da sua sobrevivência, que tanto interessa, pessoalmente, a cada um de nós, está reservada para uma casta de casuístas que se arrogam o direito de julgar e de decidir entre o verdadeiro e o falso, entre Deus e o diabo, representa realmente estranho raciocínio e um anacronismo que nos reconduz à Idade Média. Quantos crimes não cometeu a Inquisição nos seus numerosos processos de bruxaria! Nas ideias atuais que dominam ainda certa classe de homens e de mulheres, há um erro formidável, extremamente prejudicial à investigação da verdade - erro tanto mais inexplicável quanto é certo que os fenômenos de que nos ocupamos apoiam as narrativas dos “Livros Santos”, entre outras, as das aparições de Jesus, desconhecidas ou negadas pelas nove décimas partes do gênero humano.”





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