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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Um cirurgia bem diferente...



‘Uma Cirurgia bem diferente...’
(‘Aquém e Além da Fronteira de Cinzas’
 - 1ª Ed. C.E. Casa de Caridade Aureliano, Niterói, RJ - 1990)

Autores:  Gilberto Perez Cardoso e Newton Boechat

            A fisiologia e anatomia do perispírito estão ainda muito distantes de serem compreendidas por nós, encarnados. Na realidade, pelas informações que nos chegam por via mediúnica, através da psicografia, da vidência, da intuição, podemos ir “montando”, aos poucos, pacientemente, um verdadeiro “quebra-cabeças” que, algum dia, nos mostrará como funciona este enigmático e maravilhoso corpo espiritual, já referido pelo apóstolo Paulo nos primórdios do Cristianismo.

            O períspirito parece dispor de propriedades plásticas que o tornam muito sensível a alterações mentais da criatura, tanto quanto se modificar a estímulos mínimos se vistos em relação ao corpo carnal. Foi exatamente isto que aprendemos numa reunião mediúnica a que comparecemos, tendo como médium o Luciano dos Anjos Filho. Nesta ocasião, tivemos a oportunidade de participar de uma cirurgia em outra dimensão!

            Tudo se deu no dia 14 de maio de 1987, exatamente na noite em que comemorávamos 11 anos de atividades ininterruptas do Grupo dos Oito.

            O mentor do Grupo se manifestou dizendo que teríamos o atendimento de um homem vitimado por acidente de colisão de trens (ocorrido no interior de São Paulo havia cerca de 30 dias). Tratava-se, segundo o orientador, de homem singelo, de muito bom coração, que tivera os pés e um e um dos braços mutilados no acidente. (O médium já havia visto a entidade em sua casa, durante a concentração costumeira que precedia as reuniões).

            Manifestou-se gemendo, chorando muito. Procuro tranquilizá-lo. Digo que irei aplicar uma injeção para aliviá-lo das dores (realmente, médicos espirituais se aproximam e injetam algo no braço da entidade). Ele parece se sentir melhor. O Newton Boechat, ao meu lado, transmite recado mediúnico: “seria necessário realizar um reimplante das partes lesadas”. Imediatamente digo ao Espírito que irei reimplantar parte por parte. Peço-lhe que deite no chão e que olhe para os pés. Simulo aplicação de anestesia no que restou do pé direito. (O Plano Espiritual deve “plasmar”, nesse momento, seringas, anestésicos e instrumentos adequados à operação provocando fenômeno alucinatório no acidentado). Digo-lhe que a dor local diminuiria e ele parece concordar. A seguir, relato-lhe que estou aplicando pontos nos tecidos; músculos, tendões, vasos, tecido subcutâneo e, finalmente, pele. Repito a mesma operação, pacientemente, no pé esquerdo e no braço direito, frisando cada etapa do processo. Ele quer ver o trabalho feito e chega a comentar ter visto “pontos em xis nos pés”. Respondo-lhe que está certo, que é o tipo de ponto que empregamos para melhor firmar os tecidos. A entidade vai progressivamente se acalmando. Repara que os pés estão muito inchados, o que também ocorre com o braço direito, onde aponta certa “dormência”. (São interessantes as sensações e sinais que a própria mente do Espírito, induzida por nossas palavras, cria no psicossoma). Digo-lhe que o fato é normal e esperado após uma cirurgia. Acrescento que o fato é normal e esperado após uma cirurgia. Acrescento que enfaixarei os pés, o braço e lhe darei uma tipoia para sustentá-lo. Ele agradece e chora muito, com pena dos outros feridos. Diz que o “vagão está cheio de pedaços de gente”. Pergunta-me como poderei localizar fragmentos de outros corpos. Respondo-lhe que há uma grande equipe médica trabalhando nesse sentido e que todos serão atendidos. Confessa-me que tentou salvar outras pessoas, mas não podia se sustentar sobre os pés, então simples “contos”. Ofereço-lhe anestésico e sedativo. Aplico-lhe passes e ele toma os medicamentos. Peço-lhe para deitar sobre a maca, devendo ser conduzido a hospital próximo. Por hipnose, induzo-lhe o sono e ele adormece...

            Dessa maneira, aconteceu-me aquilo que nunca imaginaria pudesse ocorrer-me, como médico: participar de uma cirurgia em outra dimensão!

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