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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Transformações



              A inquietação que nos agita a alma, nestes momentos decisivos de transição espiritual, é um dos sinais dos tempos novos, marcando o compasso da grande evolução da Humanidade.

            Cada criatura - em todas as latitudes mentais - sente no imo d’alma essa vaga intuição de que o mundo humano caminha inexoravelmente para outros horizontes, ao encontro de outros panoramas.

            A intuição, porém, algumas vezes é deformada no mundo das emoções individuais, gerando, então, essa multiplicidade de almas angustiadas que se desnorteiam, desejando algo diferente - incapazes, todavia, de definir para si mesmas o que realmente almejam.

            O Evangelho, no centro desses embates, é aquele roteiro único e seguro, o caminho da nova vida.

            O homem que não se banha na luz do Cristo, nele acolhendo o inovador da existência, sofre e chora, qual nau sem rumo ao sabor das tempestades.

            Por mais se atirem contra o Evangelho os filhos do negativismo, a sua refrega verbal não chegará jamais a adulterar o divino determinismo da evolução.

            Milhões de braços, unidos com o propósito de sustar o movimento do Universo, não impediriam o astro maior de ressurgir no horizonte, para madrugadas de luz sobre os campos que a loucura bélica lava de sangue.

            Inevitável o novo dia do Cristianismo.

            Ele renasce de alma em alma; de criaturas simples a criaturas simples, aprestando o próprio coração, para que aí se instale o Reino de Deus.

            Empenhemo-nos, pois, ardorosamente, em todos os trabalhos da seara do Senhor, a fim de abreviarmos os dias da amargura que campeia sobre a Terra.

            Corporifiquemos o mundo de amanhã, no mundo de hoje, através da caridade efetiva em todos os lugares em que nos encontremos. Se o mundo dementado roga por vida nova, a nova vida que já existe em nós deverá externar-se a benefício de muitos.

Transformações
J. Alexandre

Reformador (FEB) Novembro 1972 

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