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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Ecos do Apocalípse


Não vemos nós o fragor das batalhas que se travam nos campos terrestres? As nações que se digladiam, se entrechocam, perdendo a respeitabilidade, a noção de dignidade, de glória no dever cumprido com lealdade?            
Não vemos os caminhos terrestres lavados de lágrimas, lágrimas que queimam porque partem dos corações feridos que não encontram no mundo senão o peso da dor, o sofrimento da cruz?!
Não vemos as crianças atônitas, perdidas nos desvãos dos caminhos, como cães escorraçados no fragor de uma batalha que não cessa, que explode em todos os recantos do planeta?
Onde a paz, onde o amor, onde a quietude da prece? Onde o amor imutável e a caridade do céu a florir os corações?
Espíritas, ouvimos, em verdade, na bênção de uma nação sagrada, os ecos do Apocalipse, que tonteiam, maltratam, ferem e sangram o planeta, impiedosamente.
Espíritas, convocados ao serviço dinâmico do bem, da tarefa cristã, dos trabalhos regeneradores com o Cristo de Deus, estejamos a postos não apenas nos minutos de lazer, mas a todos os instantes, pela exemplificação, pela prática sistemática do bem, pelo zelo da Doutrina...
A luta não se trava somente além-mar, nos continentes diversos; mesmo no Coração do Mundo os reflexos se fazem sentir, com força inimaginável, isto porque nem todos estão preparados para os embates que prosseguem, nem todos sabem conquistar a serenidade do cristão como escudo real de defesa preciosa.
Lutamos, céus e Terra, Espíritos encarnados e desencarnados, uns buscando o incentivo do mal, outros procurando servir com o Cristo nas hostes organizadas do bem. A dor não atinge somente os doentes do corpo somático, mas alcança também os corações que se confrangem sob as lágrimas rubras do sofrimento...
Caim desembainha sua espada, e a Terra freme sob o impacto da batalha! Todavia, o Cristo é o sol a brilhar no Infinito, a comandar seus tutelados, a transmitir suas bênçãos de socorro a todo o orbe terrestre.
A Esperança Divina não desfalece, os soldados do bem postam-se vigilantes, mas o Sublime Comandante espera daqueles que muito têm recebido a confiança plena, o zelo puro, a tarefa cumprida.
Espíritas, busquemos o entendimento através dos estudos, a paz através da vigilância; estejamos em prece constante, como defesa.
O Cristo, nosso sol, nossa esperança e nossa luz, está conosco. Façamos do Coração do Mundo a pátria santificada pelo amor ao próximo, pelo amor verdadeiro, pela dignidade espiritual.
Hoje, amanhã e sempre o Mestre estará conosco, porque Ele é o Senhor.
No momento, apenas ouvimos os ecos do Apocalipse; preparemos nossa defesa moral, aprestemo-nos para servir, prosseguindo com o Cristo.
Que Ele nos abençoe e fortaleça.

Ecos do Apocalípse
Bezerra de Menezes
por    Mª Cecília Paiva

Reformador (FEB) Junho 1973

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