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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

25d. 'Amor à Verdade' por Alpheu Campos


25d
“Amor à Verdade”
por Alpheu Gomes O. Campos
Marques Araújo & C. – R. S. Pedro, 216
1927


            Acima dissemos, a força fluídica - trate-se da sua exteriorização, quer do seu emprego - varia com as disposições mentais de cada um. Certo, uma educação mais ou menos longa dessa faculdade é necessária; mas a vontade é o seu primeiro regulador, notadamente no tocante aos efeitos.

            Muita e utilíssima pode aos Trabalhadores fornecer quem se interesse pelo alívio e esclarecimento do próximo, quem procure sentir a doutrina e sublimar a caridade. Nas vibrações de nosso ser os Grandes leem maravilhosamente. Conhecedores da lei, respeitam nosso livre arbítrio. Só tomam de quem quer dar, só se valem de quem quer servir. Todos podemos, na medida do nosso desenvolvimento; por na salva (bandeja) de queridos antepassados um óbulo de luz com que esclarecer e salvar uma infinidade de irmãos retardatários. Todos podemos, na medida do nosso esforço em moralizar-nos, fornecer elementos para calar muito gemido. Um semelhante sofre? A seu lado, produzindo ou agravando o mal, existem sombras, que o punem de remotas injúrias. - Quereis valer-lhes? Rogai por eles. Substituindo pela fé os passes muito em voga, rogai por todos, pelo doente e pelos desencarnados. Os Luzeiros do astral baixarão e, tendo utilizado os vossos fluidos, já serenaram aquela agonia, já reconduziram estes operários, deitando bênçãos sobre quem Ihes deu força para trabalhar e mais ainda subir.

            O anverso agora. Sabemo-la por instruções também dos nossos Guias. O que para tanto préstimo não busca habilitar-se e deixa a toa tamanha riqueza, mais do que pode imaginar comete falta. É malefício deixar de fazer o bem possível. - Uma falta pequena, dir-se-á, uma falta por omissão... Engano! Para todas as suas obras ajudam-se os invisíveis de nossos fluidos. Quem, por amor, não os empresta aos divinos obreiros, cede-os fatalmente aos frívolos e maus. Estes a nada respeitam; para as suas peças e maldades só não podem retirá-las daqueles que, por uma longa e severa disciplina do pensamento, vão assegurando a assistência das almas boas. Desaproveitados é que não ficam os eflúvios do corpo humano: cristãos de verdade, oferecemo-los para o Bem; fúteis ou indiferentes, prodigalizamo-los para o Mal.




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