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sábado, 22 de julho de 2017

Novos Atenienses


Novos Atenienses
Emmanuel por Chico Xavier
Reformador (FEB) Janeiro 1943

"E como ouviram falar da ressurreição dos mortos, uns escarneciam e outros diziam: - A cerca disso ouvir-te-emos doutra vez." (Atos, 17:32).

O contato de Paulo com os atenienses, no areópago, apresenta lição bem interessante aos discípulos novos.

Enquanto o apóstolo comentava as suas impressões da cidade célebre, aguçando talvez a vaidade dos circunstantes pelas suas referências aos santuários e pelo jogo sutil de seus raciocínios foi atentamente ouvido. É possível que a assembleia o aclamasse com fervor, se sua palavra permanecesse no quadro filosófico das primeiras exposições. Atenas reverencia-lo-ia, então, como sábio, apresentando-o ao mundo, na moldura especial de seus nomes inesquecíveis.

Mas, Paulo falou na ressurreição dos mortos, deixou entrever a gloriosa continuidade da vida, além das futilidades terrestres. Desde esse instante, os ouvintes sentiram-se mal e chegaram a escarnecer de sua palavra amorosa e sincera, deixando-o quase só.

O ensinamento se enquadra perfeitamente nos dias que correm. Numerosos trabalhadores do Cristo, nos diversos setores da cultura moderna, são atenciosamente ouvidos e respeitados como autoridades, nos assuntos em que se especializaram; mas, quando chegam a declarar sua crença na vida além da morte do corpo, se afirmam a lei de responsabilidade para lá dos sepulcros, recebem imediatamente o riso escarninho dos admiradores de momentos antes, que os deixam quase sozinhos, proporcionando- lhes a impressão de verdadeiro deserto.



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