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segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Do Mercantilismo Religioso - 1



Do mercantilismo religioso- 1’
por Hermínio C. Miranda
trechos de artigo publicado sob título
‘Não tenho prata nem ouro...’ in Reformador (FEB) Maio 1976

            “Embora Mateus diga que (Jesus)se dirigia apenas aos doze (10:5 e seguintes), Lucas informa que o discurso foi endereçado aos 72 (10:1 e seguintes). Não importa, a mensagem é a mesma, substancialmente: era preciso proclamar a toda criatura que o reino dos céus vinha próximo. E mais:

            - curar os enfermos, purificai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios. Dai de graça o que de graça recebestes.

            Que não levassem com eles mesmos ouro nem prata nem cobre nem mesmo alforje, ou duas túnicas, sandálias, ou bastão.

            Jamais, porém, sua condenação do mercantilismo religioso foi tão veemente como quando de sua entrada em Jerusalém, ao expulsar os vendilhões e cambistas que estavam transformando a casa do Pai em antro de ladrões. A posição foi tão vigorosa, que Marcos (11:18) atribui a ela o inicio da trama para eliminar o jovem Rabi:

            - E os escribas e príncipes dos sacerdotes, tendo ouvido isto - escreve Marcos -, buscavam ocasião para o matar, pois eles o temiam, porque toda a multidão estava admirada acerca da sua doutrina.

            João acrescenta mesmo que ele tomou de algumas cordas e fez um açoite para botá-los para fora do templo (2:15).

            Não deixou ele dúvida alguma, pois, de que o ministério da fraternidade jamais poderia ser convertido em fonte de renda para alguém.

            Não foi outra a posição assumida pela Doutrina Espírita. Kardec dedica o capítulo 26 de "O Evangelho segundo o Espiritismo" a esse tema, escrevendo, a certa altura:

            - "Jesus expulsou do templo os mercadores. Condenou assim o tráfico das coisas santas sob qualquer forma. Deus não vende a sua bênção, nem o seu perdão, nem a entrada no reino dos céus. Não tem, pois, o homem, o direito de lhes estipular preço." (Pág. 381, da 64ª edição da FEB...” (grifo do Blog)


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