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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

'Sobre o Suicídio' escreve J M Vianney por Aura Celeste


Sobre o Suicídio

por Adelaide Augusta Câmara (Aura Celeste)

in 18º fascículo de “DO ALÉM” Comunicações mediúnicas- 1941

           
            Deus seja louvado. Que Jesus, na Sua caridade infinita, se compadeça da pobre humanidade. É triste pensar no que se desenrola na face do vosso planeta. É verdadeiramente triste prestar os cuidados que nós somos obrigados a prestar, no intuito de fazer o bem, como é nosso dever. As mortes, as hecatombes, as desgraças, tudo isto provindo da maldade humana, desenrola a guerra em vosso mundo, de espíritos fracos povoado, e aquele que tem algum conhecimento cristão, pelo sentimento de que se acha possuído, sofre pelo amor à humanidade.

            Meus amigos, vós não ignorais que a vida não tem solução de continuidade: a vida é uma só. Cortá-la é pensamento fútil, atrasado, que só um espírito acanhado pode conceber. Cortar o fio da existência material é tão somente limitar a vida da matéria, porque o espírito continua a viver, com o agravante de que suportava motivos que torturavam o seu corpo, acrescidos do peso da responsabilidade espiritual, pelo retardamento do seu progresso.
           
            Quando estais no espaço e os vossos guias vos mostram a imagem negra dos vossos erros, a vossa alma, desejosa de progresso, de adiantamento, aceita qualquer tábua de salvação. Desceis à Terra... E as lutas começam, os dissabores, as contrariedades, as calúnias, a falta de fraternidade, a traição, o perjúrio, e, tudo isso vos assedia, e vós caís no laço traiçoeiro, lançado pelos espíritos obscuros, para fugirdes pela porta falsa do suicídio! Mas o suicídio nunca salvou ninguém: o suicídio agrava qualquer situação. O fato material desaparece, porque o corpo acaba; mas as vibrações do espírito são tão fortes, tão dolorosas, que o espírito desencarnado, sente como se ainda passasse os tormentos materiais, ou o choque dos nervos materiais. Gravai no íntimo do vosso pensamento esta sentença que eu vos digo, como amigo: – O suicídio não salva ninguém, agrava qualquer situação.

            Tu, alma sofredora, que aqui viste hoje em busca de alguma palavra do Alto que te possa ajudar a caminhar esta caminhada fastidiosa que realizas no mundo, tu, que lá fora também lutas e que também procuras reagir contra esse pensamento que estende as suas teias traiçoeiras sobre ti, arranca de ti essa ideia. Lembra-te que, se hoje és criatura humana, amanhã serás espírito. Como todas as criaturas, procura melhorar, mas não esqueças: sê fiel à tua prova; aguenta a experiência da Terra; e quando parecer que as forças te faltam para prosseguir, suporta com resignação, volvendo os olhos para o Mártir do Calvário! Aquele quadro doloroso, expressão máxima do sofrimento! Ele, o Santo, o Puro, o Divino! Cheio de dor, a gotejar sangue por todos os poros, com uma coroa de espinhos na cabeça, sedento, exangue, e nem uma gota d’água para lhe molhar os lábios ressequidos!... E para cúmulo, escarnecendo de Sua majestade divina fizeram-No empunhar uma cana, blasfemando: – “Não és rei?” – Foi o escárnio, a injúria, o impropério, e não obstante tudo isso, a Sua palavra suave, mansa e boa a dizer: “Pai, perdoa-lhes porque eles não sabem o que fazem!” E tu, diante desse quadro, recomeçarás... tomarás a tua cruz e seguirás o caminho indicado pela prova...

            Não foi à toa que aqui vieste! Vieste para escutar estas palavras. Mais uma vez te repito: O suicídio não põe termo a sofrimento algum: AGRAVA-O.

            Deus te abençoe e te ensine melhor a compreender Sua verdade.
                       
   Jean Marie Vianney      (Novembro / 1940)



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