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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

'Poder Religioso' por Bezerra de Menezes


Poder
Religioso

Bezerra
(Página recebida pelo médium A.I.M., na reunião do Grupo Ismael,
da Federação Espírita Brasileira, em 2/10/1973, no Rio de Janeiro, GB.)

            Companheiros. Amem-se, cada vez mais. Amem-se com aquele amor que cobre a multidão de pecados. Amem-se, em nome de Jesus, com o Espírito da Verdade presidindo os seus sentimentos.

            Na seara espírita, é esta a mais difícil tarefa que o homem tem sobre a terra, pois ela representa aquela ponte que separa dois ciclos evolutivos.

            É preciso entender que muitos pensarão em tomar de assalto esta seara, muitos tentarão a pseudo salvação através de suas verdades, trazendo ao solo santo da seara as suas impurezas, desejando que o Senhor se submeta aos seus caprichos.

            Falarão em nome da Doutrina para explorá-la em proveito próprio. Trabalharão em nome da Doutrina para conduzir os seus interesses particulares a uma situação de destaque.

            Não temamos, pequeno rebanho. Seja a sua palavra sim, sim, não, não.

            Continuemos com o Cristo, o Mestre e Senhor de todos nós, perguntando-lhe humildemente: “que queres que eu faça?”, buscando a vontade do Senhor para nós e para os nossos irmãos de jornada.

            Trapacear com a verdade foi o crime religioso de todos os tempos.

            Não tenhamos dúvida de que o interesse das sombras é colocar dentro das fileiras  espiritistas aqueles corações comprometidos por um passado ainda não liquidado para, através dele, penetrarem no cerne do movimento de libertação das almas, atingindo os seus principais centros de atividades na Terra, fazendo surgir, aqui e alhures, processos desconcertantes.

            A cegueira da alma que se deixou vitimar pela vaidade impede a verificação do erro em curso.

            Prossigam na obra abençoada do esclarecimento doutrinário, embora empenhados em fazer o seu trabalho dentro do espírito do Cristo, que é o espírito da caridade.

            Não restam dúvidas de que, mais do que nunca, chegam agora às fileiras do Espiritismo aqueles que se comprometeram seriamente com o processo religioso na Terra. São antigos fracassados religiosos que, embora arrependidos no plano espiritual, apresentam ainda brechas muito grandes, na repetição de seus feitos de outrora e, embora cientes da realidade do Espiritismo, desejam repetir por si e por outros a posição de poder a que se acostumaram.

            O poder religioso está neles reprimido graças ao esclarecimento da Doutrina consoladora; mas a ânsia desse poder permanece-lhes jugulando os corações e tentam, nos seus desesperos e nas suas incontinências, repetir o ontem desastroso.

            Os espíritos intelectualizados, mas distanciados do Evangelho, revestem o seu pensamento dos aspectos dourados de uma liberdade apressada, de uma valorização sem compromissos, fazendo o endeusamento do ‘eu’.

            Dentro dessa feição, amigos da caravana, que o seu amor, que a sua caridade não dispense o bom senso, o equilíbrio da visão harmoniosos dos objetivos da Doutrina, afim de terem a melhor palavra, o melhor caminho para todos os nossos companheiros.

            Não esqueçam de que o seu compromisso maior é com Jesus. Fora de Jesus, fora da caridade, não há salvação.

            


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