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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A Oração (em Mateus)


A Oração
6,9 Eis como deveis rezar: Pai Nosso que estais no céu, santificado seja o Vosso nome.
6,10 Venha a nós o Vosso reino; seja feita a Vossa vontade, assim na Terra como no céu. 
6,11 O pão nosso de cada dia nos dai hoje. 
6,12 Perdoai-nos as nossas ofensas, à medida que  nós perdoemos aos que nos ofenderem.
6,13 E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal pois Vosso é o Reino, o Poder e a Glória. 
6,14 Se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai Celestial vos perdoará 6,15 Mas, se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará.  

          Para  Mt (6,9) - Pai Nosso... - temos, em “Fonte Viva”, de Emmanuel por Chico Xavier, a linda mensagem que se segue:

            A grandeza da prece dominical nunca será devidamente compreendida entre nós que lhe recebemos as lições divinas. Cada palavra, dentro dela, tem a fulguração de sublime luz.
            De início, o Mestre Divino lança-lhe os fundamentos em Deus, ensinando que o Supremo Doador da Vida deve constituir, para todos nós, o princípio e a finalidade de nossas tarefas.
            É necessário começar e continuar em Deus, associando nossos impulsos ao plano divino, a fim de que nosso trabalho não se perca no movimento ruinoso ou inútil.
            O Espírito Universal do Pai há de presidir-nos o mais humilde esforço, na ação de pensar e falar, ensinar e fazer. Em seguida, com um simples pronome possessivo, o Mestre exalta a comunidade. Depois de Deus, a Humanidade será o tema fundamental de nossas vidas.
            Compreenderemos as necessidades e as aflições, os males e as lutas de todos os que nos cercam ou estaremos segregados no egoísmo primitivista. Todos os triunfos e fracassos a que iluminam e obscurecem a Terra pertencem-nos, de algum modo.
            Os soluços de um hemisfério repercutem no outro. A dor do vizinho é uma advertência para a nossa casa. O erro de um irmão, examinado nos fundamentos, é igualmente nosso, porque somos componentes imperfeitos de uma sociedade menos perfeita, gerando causas perigosas e, por isso, tragédias e falhas dos outros afetam-nos por dentro.
            Quando entendemos semelhante realidade, o “império do eu” passa a incorporar-se por célula bendita à vida santificante.
            Sem amor a Deus e à Humanidade, não estamos suficientemente seguros na oração.
            Pai nosso... - disse Jesus para começar. Pai do Universo... Nosso mundo...
            Sem nos associarmos aos propósitos do Pai, na pequenina tarefa que nos foi permitido executar, nossa prece será, muitas vezes, simples repetição do “eu quero”, invariavelmente cheio de desejos, mas quase sempre vazia de sensatez e de amor.”         

            Para,  Mt (6,10) - Seja feita a vossa vontade... - leiamos o “Livro da Esperança” de Emmanuel por Chico Xavier:
           
            “Nas lides do cotidiano, é imperioso recordes que a existência terrestre é a grande escola, em que a dor comparece por essência do aprendizado e o obstáculo por lição.
            E, portas a dentro do educandário, a prece, por flama viva, será sempre fio luminoso, possibilitando-te assimilar a inspiração do Mestre, a fim de que não faltem discernimento e fortaleza, paz e luz.
            Não transformes, porém, a tua rogativa em constrangimento para os outros. Ao invés disso, faze dela meio de tua própria renovação.
            Em muitas circunstâncias, solicitas a cooperação daqueles que mais amas, na solução dos problemas que te apoquentam a vida e recebes indiferença ou perturbação por resposta.
            Não desfaleças, nem te magoes.
            Ora e segue adiante, rogando ao Senhor te auxilie a compreender sem desesperar.
            Às vezes, nas agressivas dificuldades em que te encontras, aguardas a vinda de alguém capaz de aliviar o fardo que te pesa nos ombros e apenas surge quem te proponha dissabores e experimentos amargos.
            Não te aflijas, nem te perturbes.
            Ora e segue adiante, rogando ao Senhor te auxilie a sofrer sem ferir.
            Deste longo tempo de abnegação aos familiares queridos, na convicção de recolher carinho e repouso na época do cansaço, e ouves, a cada hora, novas intimidações à luta e ao sacrifício.
            Não te revoltes, nem desanimes.
            Ora e segue adiante, rogando ao Senhor te auxilie a servir sem reclamar.
            Assumiste atitudes para fixar a verdade, no respeito ao bem de todos, contando, por isso, com o entendimento daqueles que te rodeiam e viste a desconfiança sombreando a face de muitos dos melhores companheiros que te conhecem a marcha.
            Não chores, nem esmoreças.
            Ora e segue adiante, rogando ao Senhor te auxilie a esperar sem exigir.
            Em todas as provações,
             ora e segue adiante, rogando ao Senhor te auxilie a sustentar a consciência tranqüila, no desempenho dos deveres que te competem.
            E, se pedradas e humilhações te constituem o prato descabido no momento que passa,
            ora e segue adiante, lembrando que a criança pode revolver hoje o pó da terra, em formas de fantasia e agitações de brinquedo, no entanto, de futuro, nos dias de madureza, há de tratá-lo com responsabilidade e suor, se quiser obter agasalho e pão, que lhe garantam a vida.
            Isso porque Deus é a força do tempo, tanto quanto o tempo é a força de Deus.”
                                   
         Para Mt (6,12), - O Perdão das Ofensas - lemos em “O Evangelho...”, de Alan Kardec, o que se segue:
           
            “...o ódio e o rancor denotam uma alma sem elevação, sem grandeza; o esquecimento das ofensas é próprio da alma elevada que está acima dos insultos que se lhe possa dirigir; uma é sempre ansiosa, de uma suscetibilidade desconfiada e cheia de fel; a outra é calma, cheia de mansuetude e de caridade.”    
           
            Para  Mt  (6,14) -Desculpa sempre...- lemos,  em “Fonte Viva”, de Emmanuel por Chico Xavier:

            “Por mais graves te pareçam as faltas do próximo, não te detenhas na reprovação. Condenar é cristalizar as trevas, opondo barreiras ao serviço da luz.
            Procura nas vítimas da maldade algum bem com que possas soerguê-las, assim como a vida opera o milagres do reverdecimento nas árvores aparentemente mortas. Antes de tudo, lembra quão difícil é julgar as decisões de criaturas em experiências que divergem da nossa!
            Como refletir, apropriando-nos da consciência alheia, e como sentir a realidade, usando um coração que não nos pertence? Se o mundo, hoje, grita alarmado, em derredor de teus passos, faze silêncio e espera... A observação justa é impraticável quando a neblina nos cerca. Amanhã, quando o equilíbrio for restaurado, conseguirás suficiente clareza para que a sombra te não altere o entendimento. Além disso, nos problemas de crítica, não te suponhas isento dela. Através da nociva complacência para contigo mesmo, não percebes quantas vezes te mostras menos simpático aos semelhantes! Se há quem ajude, exaltando-nos o porvir luminoso, há quem nos perturbe, constrangendo-nos à revisão do passado escuro. Usa, pois, a bondade, e desculpa incessantemente.
            Ensina-nos a Boa Nova que o Amor cobre a multidão dos pecados.
            Quem perdoa, esquecendo o mal e avivando o bem, recebe do Pai Celestial, na simpatia e na cooperação do próximo, o alvará da libertação de si mesmo, habilitando-se a sublimes renovações.
                        



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