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domingo, 27 de novembro de 2016

Religião



Religião 
Raul Silveira
Reformador (FEB) Brasil Espírita Outubro 1971

            Algumas vezes ouvimos afirmações curiosas:
            - Religião é fuga das lutas da vida!
            Talvez, quem sabe, o autor da frase, ou seu repetidor, apenas conheça religião pela expressão de dogma, culto, ritual, paramento, as alfaias, enfim, com que revestimos indevidamente o Cristianismo, no curso de dois milênios.
            O sentido lato de religião, no saneamento que o Espiritismo vem fazendo, no fluir destes cem anos, é uma total oposição ao estagnamento da alma nos átrios dos templos de fé.
            Religião está na Vida.
            Impregnada tão profundamente na vida, que a frequência a um templo religioso corresponde precisamente a um curso de moral, de caráter, de mutação profunda de conceitos, cujo aprendizado é para ser exemplificado no cotidiano.
            Kardec, com substancial razão, colocou sob o título do livro "O Evangelho segundo o Espiritismo" a seguinte e lapidar afirmação: "Com a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida".
            Esta foi, pela vez primeira, que se alertou aos leitores de um livro profundamente religioso que nada de seu conteúdo seria destinado à simples memorização ou repetição mecânica.
            Era para aplicar à vida.
            No trato com os amigos, no planear de negócios, no criar leis administrativas, no estudar a posição e a situação da sociedade, ao ser admitido como empregado ou colaborador numa empresa, ao interiorizar-se no autoexame de si mesmo - as máximas morais do Cristo apresentam um roteiro seguro, equilibrado, embora nunca de acordo
com quaisquer medidas de egoísmo ou de orgulho.
            Religião ou vida em sociedade, é o sentido.
            Vale o convite para reexaminar o tema.


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