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domingo, 18 de outubro de 2015

Chico Xavier

Xavier, o Poeta 
 Xavier, o Médium

            O nosso bom Chico Xavier retomou à pátria espiritual. Deixou um legado que será difícil igualar. São poucos os que doam sua vida inteirinha pelo bem dos outros como o bom Chico fez por todos nós. Nossa homenagem não busca o velhinho, ossos doídos, vista cansada, alquebrado pelos anos de trabalho mas sim aquele jovem, cheio de vigor e vontade que em 1° de Junho de 1932 se apresentava ao público de Reformador, órgão oficial da FEB.

            Curiosamente, sua primeira obra publicada neste veículo não foi uma psicografia mas sim lindos versos, de sua própria autoria, que apresentamos abaixo:

Da Treva à Luz
Esqueçamos um instante as lutas terrenas
E voemos no Azul de deífica harmonia:
Contemplaremos pois a luz de um novo dia
Sublimado e feliz de sóis primaveris.
Sigamos. Já não são os doloridos ais
Desferidos na terra em forma de agonia;
São poemas de amor, de paz e de alegria
Que ouvimos no esplendor das luzes imortais.
E após despertar desse estágio sublime,
Traremos conosco as dúlcidas lembranças
Desse eterno fulgir que o homem não traduz.
Voltamos bendizendo a dor que nos redime,
Divinizando o céu das nossas esperanças,
A marcharmos com ardor das trevas para a luz!

            Assim vibrava o coração do bom Chico aos 22 anos de idade.

            Que promessa! Que certeza!


O Polígrafo



            No início era o Xavier. Chegou de mansinho como sempre foi o seu jeito de ser. Seu primeiro trabalho mediúnico publicado foi o livro "Parnaso de Além-Túmulo" que, em Abril de 1932, quando ainda estava no prelo, já merecia rasgados elogios de parte de Manoel Quintão, através do periódico Reformador, da FEB.

            "Parnaso ... " apresenta uma coletânea de poesias de autores famosos, já desencarnados à época da publicação. A variedade de estilos literários inibia qualquer possibilidade de ser contemplada a hipótese de fraude. Os trabalhos apresentados eram tão semelhantes à obra deixada pelos desencarnados que o fraudador teria de ser um gênio para alcançar tal capacidade de reprodução de tantos estilos de diferentes autores. Chico silenciou as elites culturais e aos formadores de opinião da época. Daqueles, muitos foram os que reformularam seus conceitos espirituais e tomaram a trilha consoladora do Espiritismo. Manoel Quintão assim exprimiu-se sobre o tema:

            "Admitimos que, com tempo, paciência e aptidões necessárias, possa alguém apossar-se da técnica de um grande escritor a ponto de iludir os menos argutos, conhecedores do mister.
            De um, mas não de muitos escritores, entenda-se, e isto na prosa porque, no verso, a empresa se torna quase senão de todo, insuperável.
            Depois, há de convir, na mais otimista das hipóteses que, a quem dispusesse de tais virtudes e habilidade melhor e mais prático lhe fora construir obra sua do que atribuí-la a outrem.
            ... sobre o médium polígrafo Xavier, haveríamos de o supor, antes de tudo um tolo, deslocado do seu tempo e do seu meio, e depois de tudo, um velho faiscador de não menos velhos patrimônios literários. Mineração passadista, ao demais inútil, porque nem admite proventos pecuniários, de vez que ele, de tudo cedeu e concedeu a beneficio da Federação, com vistas à propaganda. E Xavier é jovem, é mesmo muito jovem e pobre de bens materiais.
            ... Curioso, interessante, magnífico; guarde-se o leitor para a surpresa que nos destinam de bem alto, como verdadeiro maná neste deserto árido em trânsito para a Terra da Promissão."

            Os anos se passaram, Xavier se fez Chico e, através dele, cerca de 400 livros foram a nós enviados pelo Plano Maior. Deus o abençoe e no regaço de Maria, sua mãezinha querida, aceite nossas lágrimas de reconhecimento e agradecimento pelo seu trabalho de amor e renúncia por todos nós.   A equipe do Blog

Manoel Quintão

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