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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Abolição do Mal

          Quem se refere a perseguições e calúnias, rixas e desgostos, na maior parte das circunstâncias está destacando a influência do mal.
  
            Quantos milhares de caminhos, entretanto, para equilíbrio e restauração, alegria e esperança, se todos nos empenhássemos em extinguir impressões negativas no nascedouro!..

            Determinado amigo terá incorrido no erro de que o acusam; todavia, se nos afastarmos da censura que o envolve, anotando lhe unicamente as qualidades nobres de filho de Deus, com possibilidades de recuperação iguais às nossas, mais depressa se verá liberto da inquietação na sombra, para readquirir a tranquilidade de consciência.

            Certo acontecimento menos feliz haverá sido indiscutivelmente um desastre social; no entanto, se nos abstemos de comentá-lo nos aspectos destrutivos, teremos cooperado para que se lhe pulverizem os destroços morais, sem piores consequências.

            Aquela injúria, assacada contra nós, efetivamente nos haverá queimado as entranhas do ser; entretanto, desaparecerá nas correntes profundas do tempo, se nos consagramos a olvidá-la, sem comunicar-lhe o fogo devorador dos entes queridos, através de alegações menos edificantes .

            Essa confidência amarga ter-nos-á atingido o coração, por farpa invisível, mas não ferirá outros, se nos dispusermos a esquecê-la.

            Reflitamos na contribuição da paz a que todos somos chamados e para a qual todos somos capazes com segurança e eficiência. Para começar, porém, de maneira substanciosa e definitiva, é preciso que o mal cesse de agir, tão logo nos alcance, encontrando em cada um de nós uma estação terminal das trevas.

Abolição do Mal
Emmanuel
por Chico Xavier


Reformador (FEB) Maio 1970

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