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sábado, 28 de março de 2015

Protetores Terrestres

Protetores terrestres
Emmanuel
por Chico Xavier
Reformador (FEB) Maio 1956

            Em nos reportando aos benfeitores celestiais, não nos esqueçamos dos protetores terrestres.

            Muita gente espera levianamente a proteção dos anjos, quando ainda não sabe nem mesmo apreciar o esforço enobrecente dos homens de bem.
           
Sem dúvida, mais tarde alcançaremos o paraíso...

            Todavia, por agora, é preciso vencer os degraus que nos separam da glória divina.
            
           Esses degraus jazem colocados à disposição dos nossos impulsos de melhoria, de regeneração, de auto aprimoramento.

            Aqui, permanece simbolizado num pai afetuoso, que nos convida ao altar da consciência reta, além, é um coração maternal, que nos induz à bênção da sublimação pelo amor e pelo sacrifício... Acolá, é um diretor de trabalho, aparentemente austero, que nos conclama, pelo exemplo, ao soerguimento de nossa dignidade pessoal no dever bem cumprido, mais além, é um amigo, supostamente áspero, que nos compele ao desempenho das obrigações contraídas.

            Subir ao Céu não representa caminhar sob chuvas de flores.

            O trilho do próprio Cristo para o Alto terminou na cruz que lhe antecipou a imperecível ressurreição.

            Não te imobilizes, desse modo, na oração ociosa ou na fé inoperante, acreditando que os Mensageiros do Amor te assinalem as rogativas nascidas, muita vez, do propósito de conforto prematuro ou de lamentável insubmissão.

            Lembra-te de que as Leis do Senhor estão refletidas, tanto quanto nos permite a evolução já alcançada, nas leis humanas que nos dirigem os movimentos, e aprendamos a reconhecer nos lidadores do trabalho construtivo e nos missionários do bem os respeitáveis instrutores que nos compete não somente admirar, mas assimilar e seguir.

            Recordemos que, na hierarquia real da vida, jamais inverteremos a ordem que nos rege os destinos.

            Ouçamos, atenciosamente, os benfeitores terrestres a fim de merecermos contato com os orientadores celestiais.

            Sem dever corretamente atendido, não há direito consolidado.

            Sem criaturas de bem, não há bem para as criaturas.


            O primeiro passo para a conquista do Céu há de ser dado por nós na Terra, e, por isso, antes de reclamar o socorro dos anjos, imitemos cada dia os grandes trabalhadores da prosperidade comum que formam na Humanidade os padrões vivos do bem, na vanguarda do progresso e da luz. 

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