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sábado, 12 de março de 2016

Salomé e Zebedeu, pais de Tiago e João


20,20 Nisso, aproximou-se a mãe dos filhos de Zebedeu (Salomé), com seus filhos, e prostrou-se diante de Jesus para lhe fazer uma súplica.
20,21 Perguntou Ele: “ -Que queres?” Ela respondeu: -Ordena que estes meus dois filhos se sentem no Teu reino, um à Tua direita e outro à Tua esquerda.
20,22  Jesus disse: “-Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que devo beber?” -Sim, disseram-Lhe.
20,23  “De fato, bebereis meu cálice. Quanto, porém, ao sentar-vos à minha direita ou à minha esquerda, isto não depende de mim vo-lo conceder. Esses lugares cabem àqueles aos quais Meu Pai os reservou”
20,24 Os dez outros, que haviam ouvido tudo, indignaram-se contra os dois irmãos. 20,25 Jesus, porém, os chamou e lhes disse: “ -Sabeis que os chefes das nações as subjugam, e que os grandes as governam com autoridade;
20,26 Não seja assim entre vós. Todo aquele que quiser tornar-se grande, entre vós, se faça servo
20,27 E o que quiser tornar-se, entre vós, o primeiro, se faça vosso servo.
20,28 O Filho não veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate do mundo.”

         Para Mt (20,20-28)leiamos a Allan Kardec, no Cap. VII  de  “O Evangelho Segundo o Espiritismo”:
           
            “...O Espiritismo vem sancionar a teoria pelo exemplo, em nos mostrando grandes no mundo dos Espíritos aqueles que eram pequenos na Terra e, frequentemente bem pequenos aqueles que nela eram maiores e os mais poderosos. É que os primeiros levaram, em morrendo, aquilo que, unicamente, faz a verdadeira grandeza no céu e não se perde: as virtudes; enquanto que os outros deveram deixar o que fazia sua grandeza na Terra, e não se leva: a fortuna, os títulos, a glória, o nascimento; não tendo nenhuma outra coisa, eles chegam no outro mundo desprovidos de tudo, como náufragos que tudo perderam, até suas vestes; não conservaram senão o orgulho que torna sua nova posição mais humilhante, porque vêem acima deles, e resplandecentes de glória, aqueles que espezinhavam na Terra.”
           
            Para Mt (20,22) -Não sabeis o que pedis! - lemos, em “Caminho, Verdade e Vida”, de Emmanuel por Chico Xavier, o que se segue:

            “A maioria dos crentes dirige-se às casas de oração, no propósito de pedir alguma coisa.

            Raros os que aí comparecem, na verdadeira atitude dos filhos de Deus,  interessados nos sublimes desejos do Senhor, quanto à melhoria de conhecimentos, à renovação de valores íntimos, ao aproveitamento espiritual das oportunidades recebidas de Mais Alto.

            A rigor, os homens deviam reconhecer nos templos o lugar sagrado do Altíssimo, onde deveriam aprender a fraternidade, o amor, a cooperação no programa divino. Quase todos, porém, preferem o ato de insistir, de teimar, de se imporem ao paternal carinho de Deus, no sentido de lhe subornarem o Poder Infinito. Pedinchões inveterados, abandonam, na maior parte das vezes, o traçado reto de suas vidas, em virtude da rebeldia suprema nas relações com o Pai. Tanto reclamam, que lhes é concedida a experiência desejada.

            Sobrevêm desastres. Surgem as dores. Em seguida, aparece o tédio, que é sempre filho da incompreensão dos nossos deveres.

            Provocamos certas dádivas no caminho. Adiantamo-nos na solicitação da herança que nos cabe, exigindo prematuras concessões do Pai, à maneira do filho pródigo, mas o desencanto constitui-se em veneno da imprevidência e da irresponsabilidade.

            O tédio representará sempre o fruto amargo da precipitação de quantos se atiram a patrimônios que lhes não competem.

            Tenhamos, pois, cuidado em pedir, porque, acima de tudo, devemos solicitar a compreensão da vontade de  Jesus a nosso respeito. ”

            Para Mt  (20,28) -O filho não veio para ser servido, mas para servir... - leiamos “Fonte Viva” de Emmanuel por Chico Xavier:

            “A Natureza, em toda parte, é um laboratório divino que elege o espírito de serviço por processo normal de evolução.

            Os olhos atilados observam a cooperação e o auxílio nas mais comezinhas manifestações nos reinos inferiores.

             A cova serve à semente. A semente enriquecerá o homem.

            O vento ajuda as flores, permutando-lhes os princípios de vida. As flores produzirão frutos abençoados.

            Os rios confiam-se ao mar. O mar faz a nuvem fecundante.

            Por manter a vida humana, no estágio em que se encontra, milhares de animais morrem na Terra, de hora em hora, dando carne e sangue a benefício dos homens.

            Infere-se de semelhante luta que o serviço é o preço da caminhada libertadora ou santificante.

            A pessoa que se habitua a ser invariavelmente servida em todas as situações, não sabe agir sozinha em situação alguma.

            A criatura que serve pelo prazer de ser útil progride sempre e encontra mil recursos dentro de si mesma, na solução de todos os problemas.

            A primeira cristaliza-se. A segunda desenvolve-se.

            Quem reclama excessivamente dos outros, por não estimar a movimentação própria da satisfação de necessidades comuns, acaba por escravizar-se aos servidores, estragando o dia quando não encontra alguém que lhe ponha a mesa. Quem aprende a servir, contudo, sabe reduzir todos os embaraços da senda, descobrindo trilhos novos.

            Aprendiz do Evangelho que não improvisa a alegria de auxiliar os semelhantes permanece muito longe do verdadeiro discipulado, porquanto companheiro fiel da Boa Nova está informado de que Jesus veio para servir, e desvela-se, a benefício de todos, até ao fim da luta.

            Se há mais alegria em dar que em receber, há mais felicidade em servir que em ser servido.

            Quem serve,  prossegue...”


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