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domingo, 20 de março de 2016

Os vendilhões do templo


21,12 Jesus entrou no templo e expulsou dali todos aqueles que se entregavam ao comércio. Ordenou a retirada das mesas dos cambistas e das bancas dos negociantes  de  pombas. 
21,13  e  disse-lhes: “Está escrito: Minha casa é uma casa de oração (Is. 56,7), mas vós fizestes dela covil de ladrões ( Jer. 7,11).”

         Para Mt (21,12-13), -Os Vendilhões do Templo - encontramos a luz em Allan Kardec, no Cap. XXVI  de  “ O Evangelho...”:

            “Jesus expulsou os vendilhões do templo, condenando, assim, o tráfico das coisas santas sob qualquer forma que seja. Deus não vende nem sua benção, nem seu perdão, nem a entrada no reino dos céus; o homem, pois, não tem o direito de as fazer pagar.”

            “Mediunidade Gratuita -  Os médiuns modernos -porque os apóstolos também tinham mediunidade- igualmente receberam de Deus um dom gratuito: o de serem os intérpretes dos Espíritos para a instrução dos homens, para mostrar-lhes  o caminho do bem e conduzi-los à fé, e não para vender-lhes palavras que não lhes pertencem, porque não são o produto de sua concepção, nem de suas pesquisas, nem de seu trabalho pessoal.”                         

            Para  Mt (21,12-13) -Os Vendilhões do Templo -  leiamos  a  Antônio  Luiz Sayão em “ Elucidações Evangélicas ”:

            “Quanto ao tráfico, tendo por objeto o reino de Deus, constitui uma impiedade. Os Judeus, como se sabe, resgatavam suas faltas por meio do sacrifício de vítimas propiciatórias e os mercadores lhes forneciam as vítimas, os vasos de perfume, etc. Tudo era trazido para o templo e aí vendido.

             Depois, o negócio se ampliou e o templo, que era considerado a casa de Deus, se tornou sede de toda sorte de transações comerciais. A Bolsa dos tempos atuais, com as suas baixezas, teve um modelo no templo de Israel.

            Entretanto, se atentarmos bem nas palavras de Jesus quando dali expulsou os que negociavam, veremos claramente que esse seu ato não obedeceu ao pensamento de defender a pureza de um templo de pedra, apresentando-o como lugar verdadeiramente sagrado, em que as coisas constituíam uma ofensa à Divindade.

             Ele, que ensinara ser Deus espírito e só dever ser adorado em espírito e verdade, estaria em contradição consigo mesmo, se expulsasse do templo os vendilhões, por ser ali a casa de Deus. Cumpre também atentemos nas suas palavras: “ Minha casa será chamada por todos, etc,”. Se aquela fosse a “sua” casa e a casa de Deus, Ele, dizendo isso, se teria declarado Deus.

            Aquele ato, pois,  foi todo simbólico e, à luz da Nova Revelação, o seu simbolismo se faz claramente compreensível.

            O mundo terreno, como todos os que o Criador semeou pelo espaço infinito, é uma das inúmeras casas existentes na infinita morada do Senhor do Universo e é também um templo, onde cada uma de suas criaturas corre o dever de adorá-lo na prática do amor, cuja lei é a lei das leis. Casa, portanto, de oração, Ele o é igualmente, porquanto orar é trabalhar na obra do progresso comum, trabalhando cada qual pelo seu próprio progresso intelectual e moral.

             

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