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domingo, 20 de março de 2016

Jesus entra em Jerusalém

    
        
21,1  Aproximou-se de Jerusalém. Quando chegaram a Betfagé, perto do monte das Oliveiras, Jesus enviou dois de seus discípulos, 
21,2  dizendo-lhes: “ -Ide à aldeia que está defronte. Encontrareis, logo, uma jumenta amarrada e com ela seu filhote. Desamarrai-os e trazei-os. 
21,3 se alguém disser qualquer coisa, respondei-lhe que o Senhor necessita dele e que Ele, sem demora, os devolverá.” 
21,4  Assim, neste acontecimento, cumpria-se o oráculo do profeta: 
21,5 “Direi à filha de Sião: Eis que teu rei vem a ti, cheio de doçura, montado numa jumenta, num jumentinho, filho de um animal  de  carga  (Zac 9,9).” 
21,6   Os discípulos foram e executaram a ordem de Jesus.  
21,7   Trouxeram  a  jumenta  e  o jumentinho, cobriram-nos com seus mantos e fizeram-no montar. 
21,8    Então, a multidão estendia os mantos pelo caminho, cortava ramos de árvores e espalhava-os pela estrada;
21,9 e toda aquela multidão, que o precedia e que o seguia, clamava: “Viva o filho de Davi! Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor! Viva Deus no mais alto dos céus!
21,10  Quando Ele entrou em Jerusalém, alvoroçou-se toda a cidade, perguntando:
-Quem é este? 21,11  A multidão respondia: - É Jesus, o profeta de Nazaré da Galiléia.
        
Para  Mt  (21,10-11) -Jesus entra em Jerusalém -  leiamos  a  Antônio  Luiz Sayão  em “Elucidações Evangélicas”:

            “A cidade de Jerusalém se levantou em peso, comovida e surpresa, a perguntar:
“-Este quem é?” E a multidão que o acompanhava dizia:  É Jesus, o profeta de Nazaré, na Galiléia. Jesus nunca disse que era Deus e seus discípulos só lhe atribuíram a divindade, depois de finda a sua missão, tendo em vista os “milagres” por Ele realizados e o fato “miraculoso” da sua ressurreição e das suas aparições em seguida a esta, não admitindo que a outrem, senão somente a um Deus encarnado, fosse possível realizar tais coisas.”

            A  cerca  do   sempre  discutido  tema  dos  “milagres”, achamos que vale a pena reler aqui a palavra do Espírito São Luiz, que responde a pergunta formulada por  Allan Kardec, em “O Livro dos Médiuns”, Cap. IV: 

            “Pergunta XXV . Entre os fenômenos que se apontam como probantes da ação de uma potência oculta, alguns há evidentemente contrários a todas as conhecidas leis da Natureza. Nesses casos, não será legítima a dúvida
             É que o homem está longe de conhecer todas as leis da Natureza. Se as conhecesse todas, seria Espírito superior. Cada dia que se passa desmente os que, supondo tudo saberem, pretendem impor limites à Natureza, sem que por isso, entretanto, se tornem menos orgulhosos. Desvendando-lhe, incessantemente, novos mistérios, Deus adverte o homem de que deve desconfiar de suas próprias luzes, porquanto dia virá em que a ciência do mais sábio será confundida.


            Não tendes todos os dias, sob os olhos, exemplos de corpos animados de um movimento que domina a força da gravitação? Uma pedra, atirada para o ar, não sobrepuja momentaneamente aquela força? Pobres homens, que vos considerais muito sábios e cuja tola vaidade a todos os momentos está sendo desbancada, ficai sabendo que ainda sois muito pequeninos.”  

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