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segunda-feira, 4 de junho de 2012

Espiritismo




Espiritismo

           "Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós" - Jesus (João, 14:18).

            No princípio, o Cristianismo puro avançava.

            Mensagem limpa, falando ao fundo de cada coração, chamava para si a multidão dos que almejavam evoluir sem dor, sem sofrimento, sem a sufocação do egoísmo e a brasa terrível do orgulho.

            Os escravizadores de consciências queriam afogá-lo.

            Sentindo o esvaziamento de seus domínios, rotularam-se de cristãos. Não podendo cortar a mão que amparava, foram beijá-la, a fim de colocá-la a serviço de seus interesses.

            Sufocaram os ensinamentos do Evangelho. Transformaram Jesus na figura de um deus. Desde então o Mestre era para ser admirado, venerado, temido, mas nunca seguido, nunca imitado, nunca buscado na sua mensagem de renovação destinada a nós, espíritos compromissados nas lutas regenerativas.

            Por dois mil anos ficamos condicionados a vê-lo assim.

            Ninguém susta, porém, as engrenagens do progresso. Avançamos sempre, com ou apesar do egoísmo humano. E soou o momento da alforria religiosa.

            Allan Kardec surgiu na posição de quem reunia as leis de natureza espiritual, marchando ao encontro da unidade que preside ao Universo. Não foi um revelador e sim o Codificador.

            O Espiritismo cristão nada criou de novo. Restabelece o Cristianismo em sua pureza primitiva.

            É um reencontro com Jesus, na luminosidade de sua expressão.

            Extingue os decretos humanos sobrepostos ao Evangelho.

            Não criou mais uma religião, entre as muitas que povoam nosso mundo terreno.

           Entrega-nos as rédeas de nosso destino e aponta o caminho do aperfeiçoamento gradativo, assim como o fizera o Nazareno, levando-nos ao encontro de nós mesmos.

            Não prepara para a morte. Apresta-nos para a Vida.

            É revelação dos Espíritos e não de um homem.

            Justiça com Moisés, Amor com Jesus e Caridade com o Espiritismo, completando-se, dessa forma, a Terceira Revelação divina, a benefício de todos nós.


J. Alexandre

in Reformador (FEB)  Junho 1974



4 de Junho



04 Junho


Se desejas respirar
A Vida Superior,
Não desdenhes estender
Serviço, perdão e amor.

  Casimiro Cunha 

por Chico Xavier  
in ‘Pássaros Humanos”
 (1ª Ed  GEEM 1993)


domingo, 3 de junho de 2012

Jesus Menino



E necessita de texto?

31b - "Doutrina e Prática do Espiritismo"




                                                                       31b           ***          

   

            O indivíduo, colocado em frente de um objeto, estende a mão para o apanhar. Por que a estende? Simplesmente por que quer? - Não; porque sem dúvida necessita do objeto, e é essa necessidade o motivo do gesto. Mas - diriam os defensores simplistas daquela teoria – ele pode deixar de o fazer, e nesse caso prova que é livre. - Certamente o pode, mas com que fim? Por que repentinamente lhe ocorrera que já não precisa do objeto? Para provar, com a abstenção do gesto, que é livre de o fazer ou não? No primeiro caso há um motivo: a ausência de necessidade de apanhar o objeto, e é por isso, e não unicamente porque quer, que não estende a mão e o não apanha; no segundo há ainda um motivo: a intenção de demonstrar que é livre, esquivando-se a fazer o gesto.

            Poder-se-iam multiplicar fastidiosa e indefinidamente exemplos semelhantes, e sempre se haveria de reconhecer a necessidade de encontrar uma causa ou razão determinante dos atos individuais, para cuja explicação não basta apelar para a vontade como fator Independente.

            Mas é precisamente isso - hão de alegar os familiares no assunto - o que se propõe demonstrar a teoria do determinismo.

            Sem dúvida, e se por nossa parte a não adotamos inteiramente, antes julgamos indispensável, com excelentes motivos, lhe opor algumas restrições, é porque os seus defensores, abstendo-se, do mesmo modo que os extremados partidários do livre arbítrio ilimitado, de aprofundar certos aspetos da psicologia individual, e por outro lado aplicando com excessivo rigor a lei de causalidade universal às ações humanas, oscilantes por sua natureza, vão ao extremo de lhes recusar de um modo absoluto a liberdade.

            É assim que, partindo de premissas verdadeiras, de simples evidência como estas: tudo o que existe no mundo tem uma razão determinante e se produz infalivelmente, dadas certas condições, deixando de se produzir no caso contrário; e no domínio da psicologia, em virtude da aplicação da lei de razão suficientes aos atos individuais, assegurando que no homem as resoluções se originam de motivos determinados, como em a natureza os fatos resultam de determinadas causas, chegam todavia a conclusões não diremos absurdas, pois que ao contrário se afiguram, nos termos em que é colocado o raciocínio, rigorosamente lógicas, às quais, porém, se podem contrapor vantajosos argumentos baseados na observação.

            Dizem, por exemplo - e é de resto em idêntico sentido que acabamos de argumentar: - "não basta que um ato tenha sua causa na vontade que o produz: precisa ter uma razão que explique a ação dessa mesma causa. Esta -  acrescentam - é o motivo e, a não ser que se admita a intervenção do acaso, um ato é sempre determinado por motivos. E concluem: "ora, os motivos não são livres, logo não o é também o ato."

            Mas o juiz dos motivos -cumpre fazer esta importante distinção - o é. Esse juiz é o próprio indivíduo - o espírito - que, segundo a definição que do livre arbítrio formulamos, examina em consciência os motivos, pondera as solicitações de várias ordens ou de oposta natureza, considera as sugestões que lhe ocorrem e afinal se decide por aquela que mais lhe agrada ou melhor se lhe afigura.

            Para essa escolha certamente concorrerá antes de tudo o primeiro dos fatores que indicávamos há pouco, isto é, o grau de capacidade moral atingido pelo indivíduo, podendo ainda concorrer alguma senão todas as outras influências indicadas, o que apenas servirá para atenuar a responsabilidade decorrente da resolução tomada. Essa responsabilidade, todavia, permanece, tanto mais irrefragável quão mais esclarecido e mais apto, portanto, o indivíduo  para aquilatar as consequências de seus atos. Se se enganou na escolha, - engano assaz comum para a fragilidade e ignorância humanas - se a deliberação tomada redunda em prejuízo, com que não contava, para os seus verdadeiros interesses morais, será disso advertido pelas desagradáveis consequências que experimentará do desacerto, e essa advertência lhe servirá para não reincidir no mesmo
erro.

            Ora, acontece frequentemente - e vem a ser essa uma demonstração positiva da função do livre arbítrio - que, longe de se contentar, para os benefícios da emenda, com uma dolorosa experiência, o indivíduo recalcitra, perseverando no mesmo proceder e assim provocando cada vez mais vivas reações da lei moral. Como é livre de afrontá-la, obstinando-se no erro, poderá ele reincidir tantas vezes quantas lhe agrade experimentar a sua própria resistência volitiva; mas chega sempre um momento em que, à força de multiplicar contra si as reações da lei - tanto vale dizer os sofrimentos - termina por compreender que há mais vantagem em lhe obedecer que em resistir. E por experiência pessoal será induzido a mudar de proceder.

            Dir-se-á que neste caso houve coerção? Mas não é por natureza coerciva a ação de toda lei, sabido que, na esfera moral, como no universo físico, o seu objeto é sempre a manutenção da ordem e da harmonia? Ou pretenderiam os impugnadores do livre arbítrio que, para se admitir a sua existência, devera ser ele absoluto? - Irrisória pretensão, que estaria em desacordo com a relatividade de todos os atributos e faculdades humanas.

            O homem não pode ter a liberdade absoluta, quando nem a sabedoria nem a bondade possui ou lhe será dado possuir em semelhante grau. Em todas as coisas há de padecer limitação. Que se contente, pois, com um livre arbítrio condicionado ao aperfeiçoamento que atingiu e cujo exercício, ao demais, sob a vigilância embora da lei divina destinada a lhe conter as demasias, se patenteia na própria exemplificação que acabamos de esboçar.

            E não teorizamos no ar - cumpre advertir - O Espiritismo, pela singular vantagem que apresenta de aproximar as duas humanidades, visível e invisível, com o fim de mutuamente se instruírem, é que faculta os meios de comprovar-se pelo testemunho de grande número de desencarnados a realidade do livre exercício da vontade nas obstinações do mal, até que os violentos sofrimentos por este provocados vêm afinal a induzir os seus autores a empregar com acerto a liberdade.

            Melhor, porém, que com testemunhos dificilmente verificáveis  para a maioria dos que por este assunto se interessem, atentas às obscuridades e incertezas em que ainda se envolvem as nossas relações com o invisível, o livre arbítrio se demonstra com os fatos da vida e as operações da consciência humana.

            Os que o negam, preferindo-lhe, o determinismo puro, invocam entre outras razões a possibilidade de prever os atos da vontade, fundando-se em que o conhecimento, medíocre que seja, do caráter de um homem e das circunstâncias em que se encontra basta para julgarmos que deliberação tomará ele, donde pretendem concluir que a ação em tal caso não é livre.

            Admissível em teoria, esse argumento há de, entretanto, ser na prática inúmeras vezes desmentido. Sem desconhecer quanto é difícil, pela extrema sutileza do assunto, manejar dados positivos para a demonstração da nossa tese, lembraremos contudo que, se em relação a peregrinas, e, por isso mesmo, raras personalidades, cuja elevação moral se tenha notoriamente revelado, é possível a indicada previsão da atitude que hão de, em dadas circunstâncias, assumir, para a generalidade dos humanos, sujeitos a flutuações pela própria instabilidade do caráter (1), semelhante previsão será mais vezes frustrante que acertada.

            (1) Um caráter firme e, por assim dizer, uniforme, é no homem qualidade extremamente rara.

            Se se trata, por exemplo, de um santo, isto é, de um espirito que, tendo deixado para trás repetidas, proveitosas e meritórias existências, se nos apresenta no apogeu de sólidas virtudes, que não são mais - acentuemos de passagem - que o fruto de seu perseverante e voluntário labor no caminho da perfeição, é possível sem duvida prever com segurança que, assediado mesmo de violentas provocações - para nós não demorarmos em analisar vulgares conjunturas, como a possibilidade de incorrer em desonestidade, na maledicência, na calúnia e semelhantes - não as repelirá no mesmo tom, antes lhes há de opor a mansidão, a firmeza, a inabalável serenidade em que se habituou a refugiar-se como numa atmosfera incorruptível .

            Com a mesma segurança - por mais que deva ser admitida a proximidade dos extremos - já se não poderão formular vaticínios a cerca de um bandido. Exemplos narra a história de rasgos generosos inopinadamente praticados por contumazes celerados, rasgos que desnorteariam as mais sagazes previsões e são outros tantos documentos da convergência, no homem, dessas duas forças que alternadamente nele preponderam - a do bem e a do mal- por cada uma das quais se decide o livre arbítrio, consoante as razões a que se inclina.

            É por isso que - dizemos - na generalidade dos humanos, considerados nos variadíssimos matizes de suas virtudes e imperfeições de toda ordem, sujeitos a constantes oscilações de consciência e de procedimento, se por um lado encontramos frequentemente reduzida a um mínimo apreciável a função do livre arbítrio, por outro é aí também que melhor poderemos reconhecer a sua intervenção



Coração do Mundo...


Coração do Mundo...
por Ramiro Gama
in ‘O Bom Pastor’ 1956


-Brasil Coração do Mundo, Pátria do Evangelho-


            Se a Grécia e a Roma da antiguidade tiveram a sua hora, como elementos primordiais das origens de toda a civilização; se o império português e espanhol se alastrou quase por todo o planeta; se a França e a Inglaterra tem tido a sua hora proeminente nos tempos que assinalam as etapas evolutivas do mundo, o Brasil terá também o seu grande momento no relógio que marca os dias da evolução da humanidade (1); terá sua expressão imortal na vida do espírito, representando a fonte do pensamento novo, sem as ideologias de separatividade e inundando todos os campos das atividades humanas com uma nova luz (2); terá, enfim, em seu seio, o "Império do Coração", que, na frase feliz de Spencer, salvará o mundo, porque, com ele, será inaugurado na terra o Reinado da Sabedoria que AMA e do Amor que SAME.

            - Mas, o Brasil será mesmo, um dia, a Terra da Promissão, o Coração do Mundo e a Pátria do Evangelho? Será, de fato, em seu meio que nascerá o tão sonhado "IMPÉRIO DO CORAÇÃO”? Quem nos documentará tão auspiciosa assertiva?

            - Algumas citações veladas das Escrituras; a conformação geográfica do Brasil e a índole pacífica, bondosa e crente de seu povo e significados símbolos, fatos, e conhecimentos espiritualizados e decifrados, na hora presente, pelos que tem coração de senti-los e olhos de vê-los!

            E que haveria, no futuro, uma "Terra da Promissão"; uma "CANAAN", uma "PÁTRIA DE FARTURA" em cujo ambiente o mel e o leite escorreriam em abundância, isto é um fato que ninguém contesta, porque está registado nas páginas das Escrituras, no velho Testamento, e fora promessa solenemente feita por Moisés, o grande Legislador hebreu, que tanto soube, com sua clarividência guiadora e missionária, formar os alicerces da humanidade anterior à era cristã, para que o Cristo de Deus construísse, como construiu, o monumento da Sua Verdade, do Seu Amor, da Sua Vida!

            Essa Terra e essa Pátria, que é o berço de romagens para detalhadas Tarefas a prol de nosso evolvimento espiritual, certamente possui as características da sua Alta Missão..

            - E quais serão elas, que, de maneira concludente melhor falem aos sentimentos dos que já possuem o 6º sentido da graça da Intuição, com que o Amor que ama presenteia os que o buscam, sincera  espontaneamente?!

            - São as características do Coração e da Cruz! -  A fonte do Amor e o símbolo da Fé. E não serão essas as características autênticas da nossa Pátria? - Observemos o Brasil, e, olhando seu território e seu céu, nos certificaremos dessa verdade esplendorosa e comovedora: que muito antes do "Tratado de Tordesilhas fixar as balizas das possessões espanholas, já o Brasil trazia nos seus contornos a formação geográfica do Coração do Mundo"; e que muito antes de nascer Aquele que trouxera à Terra o mais perfeito Código de Felicidade ou o Estatuto do "Império do Coração", que foi Jesus, também trazia o sinal certo e afirmativo de que seria, além de "Coração do Mundo", a "Pátria do Evangelho"!

            Não é, pois, uma verdade que até acima de sua cabeça tem a efígie da Fé a lhe guiar os passos e a lhe conceder o Cajado do Pastoreio Divino da Boa-Nova: - O CRUZEIRO DO SUL?! '

            Humboldt, conta-nos Emmanuel, citando outros historiadores, visitando o vale do Amazonas, exclamou extasiado: que ali demorava O CELEIRO DO MUNDO!

            Pois, onde se poderá ver maior fartura nas terras e nos corações das dádivas materiais e espirituais que não sejam no seio dessa terra e nos corações dessa gente, Brasil e brasileiros?!l Pois não é aqui que vemos, segundo afirmou Vaz de Caminha, o cronista de Portugal na época cabralina, que tudo dá no Brasil, bastando apenas que ao solo joguemos as sementes sadias e abençoadas do nosso esforço? Pois não é do coração dos seus habitantes que vemos sair o leite puro da "ternura humana", de que nos falava Danúsio, e o mel das suas virtudes cristãs, tão citado pelo nosso grande Ruy Barbosa?!

            Por isso mesmo, povoou-se com três raças melancólicas, virtuosas e humildes. Primeiramente, surgiram os índios, que eram e são os "simples de coração" (3); em segundo lugar, às suas praias alvacentas e lindas, chegaram os "sedentos da Justiça Divina" (4) nas pessoas daqueles 20 degredados, inocentes, criaturas, vítimas do fanatismo religioso da época, que culminou, mais tarde, na chamada "Noite de S. Bartolomeu", em França, com a matança em massa de cerca de 80 mil huguenotes, - degredados portugueses esses enviados às índias, como exilados, por D. Manoel II, e à frente dos quais estava este abnegado esteio da alma brasileira: AFONSO RIBEIRO, cuja história de luz e bondade a História omitiu ... Em terceiro lugar, vieram os negros, os escravos, como "expressão dos humildes e dos aflitos, para a formação coletiva de um povo bem-aventurado  por sua brandura e fraternidade". (5).

            E, naqueles dias longínquos de 1500, na afirmativa inspirada de Humberto de Campos, já então se ouviam no Brasil os ecos suaves e doces do "Sermão da Montanha", provando-nos que ele, o nosso País, seria mesmo a “Pátria do Evangelho", por ter sido berço destinado ao "Coração do Mundo", porque trazendo o selo desse Coração no perfil da sua geografia e possuir, na sua formação etnográfica, três raças tristes" caritativas, simples e religiosas, das quais saíram depois os mais tocantes gestos de Amor ao próximo, à Pátria e a Deus. Todos eles, o índio, o português e o negro, concorreram para a estruturação espiritual da nossa História e das virtudes do nosso povo e do seu amor à Liberdade, à Beleza, ao Direito e à Religião da Caridade.

            E, aos nossos olhos de brasileiros; passam e nos comovem os vultos inconfundíveis de: - "Ceci e Peri", tão bem cantados e romanceados pela lira mágica de Gonçalves Dias e a pena feiticeira de José de Alencar; de Arariboia, o servidor leal; de Mem de Sá, o herói da Terra Fluminense; de Calabar, o precursor de nossa Independência, e Vidal de Negreiros, Camarão e Henrique Dias, no "Arraial de Bom Jesus", na "Confederação dos Tamoios", na "Guerra dos Guararapes", onde cada qual escreveu sua página de bravura e civismo, - o primeiro, contra portugueses, a favor dos holandeses a bem do Brasil, e os dois últimos, a favor de portugueses contra holandeses, mas a favor de nossa terra; do grande "Zumbi", na "Guerra dos Palmares', nos "Quilombos", em que se mostra como aquele último “Tapir", glorificado pela lira de Bilac, digno da sua raça e do seu país de origem; dos "Bandeirantes" queridos e sonhadores, plantando bandeiras e civilização por onde passavam; como Bartolomeu Bueno, o terrível "Anhanguera", e Fernão Dias Pais Leme, o "Caçador das Esmeraldas" e das ilusões muito brasileiras, e Frei Caneca, na "Confederação do Equador", os quais constituem o DUO heroico dos precursores da nossa República; de Tiradentes e Bárbara Heliodora, um, o santo mártir da nossa "Independência", a outra, o estoicismo feito mulher, padrão de sacrifício feminino com a virtude rara de saber amar ao seu amado, à sua grande Causa e à sua Pátria; de Barroso, Osório e Tamandaré, na "Guerra do Paraguai", como padrões de guerreiros legítimos que nunca provocaram nem invadiram terras alheias, mas apenas souberam defender seu torrão e o fizeram de maneira sem igual, dando aos brasileiros um Código de Defesa, de Civismo e de Bravura; de Caxias, o maior General Brasileiro, o ídolo de nosso Exército, o Pacificador do Brasil; de Evaristo da Vieiga, a alma do "FICO"; de Feijó, o Apóstolo da "Regência"; de José Bonifácio, o Sábio; de Clemente Pereira, o Diplomata, as Vozes mais autorizadas da nossa INDEPENDÊNCIA"; dos Visconde e Barão do Rio Branco, pai e filho, figuras radiosas da nossa grandeza territorial e da nossa emancipação escravagista; de Patrocínio e Nabuco, Castro Alves e Ruy, João Alfredo e a Princesa Izabel, os autores do "13 de Maio de 1888, sendo que a Princesa Izabel, pela vitória da liberdade dos negros, sacrificou o próprio trono; de Anchieta, Nóbrega e Vieira, os construtores da civilização brasileira; e até, finalmente, do vulto respeitoso e venerando de D. Pedro lI, o Imperador e Sábio, democrata e bom: e de Sebastião, o grande filho de Narbone, martirizado no tempo de Diocleciano, o santo Cavaleiro, que lutou pela nossa Causa, ajudou a Terra Carioca na sua fase construtiva e se tornou, por isso, seu Padroeiro!

            Gente boa a brasileira! Pois foram os brasileiros que, primeiramente, colocaram suas habitações rústicas e primitivas à disposição do estrangeiro, e onde Diogo Dias dançou, com eles, na areia, celebrando o primeiro "Banquete de Fraternidade humana na Terra de Vera Cruz!" (6).

            Lembremo-nos, finalmente, que Cabral foi o instrumento inconsciente de um Recado de Deus, por isto mesmo não, descobrira essa Terra por ACASO, - não. Mas que tudo se dera por vontade divina e inspiração do Alto. Na hora apropriada, as Índias são abandonadas em meio da calmaría Intensa, contam-nos "outros historiadores", e Cabral, cujo repouso vinha sendo povoado de sonhos sobrenaturais e nos quais seu espÍrIto vinha sendo trabalhado, cuidadosamente, para que cumprisse a alta Missão, - em dado momento, cede ao impulso de uma orientação desconhecida e, com surpresa de seus comandados, descobre o Brasil no ano de 1500, há 456 anos! E recebe a mais linda das Mensagens como recebera, 8 anos antes, o vidente de Palos, quando viera descobrir a América, que ele trazia na mente e no coração, positivando a redondeza da Terra, numa época em que, nem de leve, se conhecia essa Verdade, como ainda hoje tantos outros sábios ainda não conhecem a da 3ª Revelação ...

            BRASIL!

            Levantemos nossos corações, brasileiros!

            Sursum Corda!




(1) a (6) - Humberto de Campos - do livro "Brasil Coração do Mundo, Pátria do Evangelho".

03 de Junho



03 Junho


Agradeço, meu Deus,
Quando me dizes “não” com teu amor,
E sempre que te rogue o que não deva,
Não me atendas, Senhor!...

Maria Dolores 

por Chico Xavier  
in ‘Antologia da Espiritualidade”
 (5ª Ed  FEB 2002)




sábado, 2 de junho de 2012

31a - "Doutrina e Prática do Espiritismo"



31a    ***


            Essa questão da escolha das provas, em cuja apreciação temos necessidade de insistir, não só por ser, com a excessiva extensão que acentuamos, geralmente admitida entre os espíritas, que sobre ela talvez não tenham convenientemente meditado, como por fazer parte dos ensinos ministrados pelos autores da Revelação a Allan Kardec, pode ser ainda encarada por um outro prisma interpretativo, que melhor talvez se aproxime da verdade a tal respeito

            Tomando como ponto de partida o princípio de liberdade moral, que não pode, em rigorosa lógica, ser contestada pelo, homem, e admitindo assim que ele é livre de praticar o bem ou o mal, segue-se que, escolhendo livremente os atos, escolhe ipso facto as suas consequências. Nesse caso a escolha das provas deve ser entendida em um sentido remoto e não imediato, isto é, pela natureza dos atos praticados no curso da existência vai o individuo implicitamente elegendo as condições em que renascerá  na subsequente encarnação. Se os atos forem bons, favoráveis serão essas condições: se maus - como ninguém é fatalmente constrangido a praticar o mal - pela própria maldade dos seus atos, livremente praticados, estará o espirito escolhendo as provas por que há de passar em seu posterior regresso à carne. Como se deve, contudo entender essa liberdade moral que acabamos de o dizer - não pode ser razoavelmente contestada ao homem?

            E não pode ser contestada, porque sem ela desapareceria toda noção de responsabilidade: o bem e o mal, o justo e o Injusto se confundiriam na mesma niveladora indiferença. Não haveria mérito nem demérito, a virtude e o vicio, privados de contraste, seriam equivalentes, e o homem, reduzido a autômato, seja dos cegos e desordenados impulsos de sua natureza inferior, seja de estranhas forças subjugadoras, seria despojado de sua dignidade natural, à mingua de uma sanção fiscalizadora de seus atos.

            Ora, queiram-no ou não os negadores sistemáticos, essa incontrastável sanção existe e chama-se Justiça. Para repetirmos o que já ficou anteriormente assinalado, é ela que dá "a cada um segundo suas obras," o que quer dizer que as aprecia e define em relação ao grau de responsabilidade que em seus autores reconhece. Como, porém, a noção de responsabilidade é inseparável da de liberdade, não sendo, em boa justiça, imputável o delito senão ao individuo que o pratica livremente, segue-se ainda que, sendo o homem (ou o espirito) responsável, é necessariamente livre. Até que ponto?

            Essa doutrina, de si mesma excelente, moralizadora e salutar, do livre arbítrio não pode evidentemente ser propugnada com os mesmos caracteres e com alcance idêntico ao que lhe foi atribuído pela filosofia que se pode chamar clássica, em face dos argumentos, baseados em mais detidas observações psicológicas, que lhe têm sido propostas pela teoria, modernamente preferida, do determinismo. Verdadeira em tese, destinada por isso a prevalecer contra as sutilezas de seus impugnadores, necessita contudo adaptar-se a um novo conceito, resultante das referidas observações e, de um modo geral, do próprio adiantamento das ideias, incessantemente enriquecidas pela multiplicada contribuição de todas as ciências .

            Já não seria possível, com efeito, definir o livre arbítrio como a faculdade que possui o homem de fazer ou deixar de fazer alguma coisa por impulso unicamente da vontade, sem nenhum motivo que determine essa vontade, considerada assim independente, quando ao contrário importa ponderar, de um lado, as razões intimas em que se fundam as deliberações e, portanto, os atos da vontade, e do outro as influências externas que podem intervir, modificando-a.

            Reunidos em um mesmo grupo esses fatores, pode dizer-se que o individuo procede sempre sob o impulso, raramente isolado, quase sempre simultâneo, 1°) de seu estado moral, resultante do grau de evolução que ocupa como espírito e no qual indubitavelmente colaboraram a educação, os conhecimentos adquiridos e as ideias religiosas por ele professadas; 2°) das leis do organismo, com as suas necessidades e apetites, mais ou menos desenvoltos ou contidos, segundo a nenhuma ou a eficaz disciplina a que os tem submetido; 3º)  dos exemplos e sugestões do meio em que vive e dos hábitos nele contraídos; 4°) finalmente - a este gênero de influência, que o Espiritismo patenteia e de que adiante nos ocuparemos mais detidamente, convindo reconhecer um valor preponderante - das correntes de pensamentos emitidos pelos seres invisíveis de múltiplas categorias que habitam o plano espiritual, em reação constante sobre o nosso mundo.

            No meio dessa complexidade de influências, dir-se-á que a pouquíssima coisa se reduz no homem o livre arbítrio. Esse atributo é de fato bem mais limitado do que o pretenderia a nossa obscurecida fatuidade, sem cessar, entretanto, de existir, tanto mais restrito - apressemo-nos em acrescentar - quão mais ignorante e moralmente atrasado é o indivíduo, cada vez mais amplo, eficiente e salutar em suas manifestações, à medida que, elevando-se na escala da perfectibilidade, vai o espírito pondo os seus pensamentos, atos e vontade em concordância com as leis divinas, de que o amor é a máxima expressão.

            Quer isso dizer que o livre arbítrio é, no que respeita à sua extensão, condicionado ao grau de adiantamento e, por conseguinte, à capacidade de discernimento do indivíduo, donde resulta que a responsabilidade deste é igualmente proporcionada a essa 'condição. "Muito se pedirá - disse-o Jesus - a quem muito recebeu."

            Estabelecidas estas premissas, o novo conceito a que - dissemos - tem que se ajustar o livre arbítrio, ou a definição mais adequada que se lhe pode dar é a de faculdade, que possui o homem, de escolher entre opostas ou, pelo menos, varias solicitações aquela que entende preferível não por gratuito capricho, senão por superioridade de motivos.

            Haverá sempre assim uma razão determinante para a escolha, contrariamente ao entender dos clássicos defensores do livre arbítrio que, como Bossuet, detendo-se na superfície da questão, acreditavam todavia formular um argumento concludente, afirmando por exemplo que, quando o homem move o braço para a direita ou a esquerda, o faz porque simples e livremente o quer. Na aparência, sim, e não mais que na aparência: porque ninguém fará esse ou qualquer outro gesto sem um motivo, necessidade ou razão que o aconselhe.


            Demonstremos.   


2 de Junho


02 Junho


Quem aplique aos próprios olhos
O vidro do pessimismo,
Envolve-se em densas trevas,
Projetando-se no abismo.


 João de Deus 

 por Chico Xavier  
in ‘Mãe” 
(3ª Ed O Clarim  1974)



sexta-feira, 1 de junho de 2012

A Lãmpada



A Lâmpada Encantada
por Ramiro Gama
in ‘O Bom Pastor’ 1956


            Fala-nos Goethe, o célebre Poeta alemão, de uma Lâmpada Encantada que, colocada em casa humilde a fazia maravilhosamente rica, resguardando-a de todo o mal.

            O Evangelho de Jesus é como essa Lâmpada Encantada. Torna maravilhosa a vida mais humilde e glorifica todas as relações e todos os deveres.

            É o nosso Para-Raios contra as tempestades desencadeadas pelas guerras, pelas inimizades, pelos sofrimentos da hora presente.

            É o nosso Abrigo, o Nosso Amigo Inspirador por excelência, que nos dá serenidade e coragem nos momentos mais perigosos, que nos faz ouvir, sempre e sempre, a Voz Mágica do Divino Mestre, sentindo-lhe a modulação, o sentido da Verdade eterna com as realidades sublimes e consoladoras do Seu Apostolado.

            Marco Aurélio dizia: "E tu, homem; ainda não raciocinaste que um dia hás de morrer? E já te preparaste para essa grande hora em que comparecerás no mundo da Verdade para a apresentação das tuas obras?"

            Concluímos : anda, enquanto é tempo; anima-te, esforça-te, estuda, virtualiza-te, enriquece-te adquirindo a Lâmpada Encantada, que é o Evangelho Segundo o Espiritismo, para fazeres dele a tua leitura predileta e de todo momento, para obteres, com Ele, as tuas obras salvacionistas, para viveres bem e morreres bem.

            Meu irmão em Jesus: se ainda não o tens, procura hoje mesmo obter essa Lâmpada Encantada e coloca-a bem à vista no teu lar, para que Ele, o Livro da Vida, te encante a existência e te resguarde de todo o mal, fazendo-te feliz, porque te inspirará a Tarefa de servir, de ser melhor hoje mais do que ontem e amanhã mais do que hoje.     


O Bom Pastor



Prefácio de
‘O Bom Pastor’
de Ramiro Gama
assina Guillon Ribeiro
           
-Escrito em maio de 1943, quando era o Presidente da FEB.-


            'Aproveitando, por um lado, os fatos ou episódios reais que lhe tocaram de modo mais ou menos vivo a alma extremamente vibrátil e dotada de grande sensibilidade; fantasiando, por outro lado, alguns, com a sua fecunda imaginação poética de delicado estro, compôs Ramiro Gama, irmão e amigo a quem muito presamos e admiramos, sobretudo pela excelência do coração boníssimo que possuí, este volume de contos, a que deu o título expressivo e caricioso de O Bom Pastor.

            Achará, porventura, a crítica pontilhosa que nem todas as produções reunidas no volume que temos a satisfação e a distinção honrosa de prefaciar se podem classificar como contos, que muitas delas escapam mesmo, flagrantemente, a essa classificação, achando também que não foram vazadas numa forma de pureza Impecável.

            Não nos deteremos em examinar se, pronunciando-se assim, assiste ou falece razão à crítica, porquanto, para nós, a sua falta de fundamento nada acrescentaria ao valor intrínseco da obra, do mesmo modo que o fundamento que se lhe reconhecesse em nada restringiria esse valor.

            É que o relevo, a superioridade, a riqueza do presente trabalho de Ramiro Gama não pode, nem deve, em nossa opinião, desautorizada, mas sincera e estribada na impressão grata e vivida que recebemos da sua leitura, ser buscados nos primores da forma, ou nas cintilações do estilo literário, nem, ainda, na circunstância de serem legítima e rigorosamente classificáveis como contos as suaves composições que se enfeixam neste livro.

            O valor, a importância, o requinte dessas composições promanam de outra fonte muito mais preciosa do que a inteligência, aparelhada embora para primorosas estilizações da prosa ou do verso, ou para concepções de alto quilate imaginativo. A fonte de onde elas derivam com impressionante evidência é a do sentimento, do sentimento elevado, profundo e nobre, do bem, do sentimento visceralmente cristão.

            Dir-se-ia que, de intento, Ramiro Gama fez se conservasse muda a sua inteligência, aliás clara, aguda, brilhante, para que somente o seu coração falasse e, em vibrações fortes de acrisolado amor fraterno, do amor que, como filho de Deus, consciente e certo de sua filiação divina, vota a todos os seus irmãos, desse expansão ampla às aspirações altíssimas que sua alma de cristão em Jesus Cristo acaricia e deseja ardentemente ver partilhadas por esses irmãos todos, a fim de que, mesmo em meio do turbilhão, que é a nossa vida corpórea, gozem da felicidade cuja conquista faz objeto dos seus máximos esforços de discípulo do Evangelho em espírito e verdade.

            Aí, nesse Evangelho, é que ele foi buscar a inspiração que ressumbra de seus contos aqui reunidos, os quais todos figuram aplicações ou exemplificações de passagens evangélicas, de ensinamentos proferidos pelo Mestre divino, de lições emergentes das obras sem par com que ele ilustrou a sua missão, no caridoso empenho de que os homens compreendessem e compreendam o em que consiste amar a Deus acima de tudo e amar ao próximo como a si próprios.

            Quase, pois, se poderia qualificar de obra evangélica, ou de explicação exemplificada dos Evangelhos esta O BOM PASTOR, cujo título, ao demais, indica, de maneira explícita, sem possibilidade de dúvida, o prodigioso manancial em que o autor se abeberou, para haurir a seiva, a substância de seus contos, que, por isso, se apresentam revestidos suntuosamente da linguagem do sentimento, do falar do coração, único órgão que possui o homem, para entender o que lá está no livro da vida, onde tudo é sabedoria, amor, perfeição.

            Nem só, entretanto, a seiva, a substância para seus contos tirou-as Ramiro Gama  da torrente luminosa em que mergulhou seu espírito cheio de bondade e em constante ânsia de aperfeiçoamento, de progresso moral, senão que também dali extraiu a doçura, a suavidade, a finura características de quanto o Evangelho contém, como forçosamente havia de acontecer, visto que ele regista o sentir e o pensar d'Aquele que era, é e será sempre a personificação da doçura, da mansuetude, da benevolência, da magnanimidade.

            Tudo isso, com efeito, se reflete em O BOM PASTOR, imprimindo-lhe um cunho singular, que o leitor apreenderá e comprovará pelo deleite espiritual que a leitura lhe proporcionará, pelo repouso que lhe facultará à mente, forrando-a por momentos às preocupações subalternas da vida material, pelo bem estar que lhe fará experimentar ao coração, isentando-o temporariamente das atribulações de todos os instantes e levando-o a reconhecer que fora do mundo da matéria e muito acima dele é que estão as legítimas riquezas, os tesouros indestrutíveis, a única felicidade verdadeira, aquela que nem todos os tesouros da terra jamais poderão construir.

            O BOM PASTOR  é, portanto, um livro bom, sadio, capaz de dar ótimos frutos de fé, esperança e bondade, com que se alimentem e fortaleçam, para a ascensão que todos têm de realizar, os que já não se comprazem em cuidar apenas do corpo, em lhe atender às necessidades, em lhe fornecer, além do necessário, o supérfluo, que lhe garanta a satisfação dos gozos e prazeres efêmeros.

            Justo é, por conseguinte, lhe auguremos divulgação amplíssima e desejemos para o autor abundantes bênçãos do céu, como recompensa ao seu esplêndido afã de fazer conhecido e amado o Pastor divino que nos ama com todas as veras do seu coração amantíssimo e que de nós unicamente reclama que, igualmente, nos amemos uns aos outros.

            Além dos contos, que lhe constituem a parte de, maior relevância, há em O BOM PASTOR uma segunda parte, feita de comentários, elucidações e explanações doutrinárias, também dignas de muito apreço, por oferecer leitura atraente, agradável e Instrutiva, pois que os pontos ou temas aí dilucidados o foram, não por um diletante, que ainda perlustre com passos incertos o campo da doutrina, mas por um espírito afeito a meditações acuradas de todos os mais sérios problemas da alma, a pesquisar, em suas profundezas maiores, o imenso tesouro de verdades e revelações que o Espiritismo guarda nos recessos de sua estrutura majestosa e que preciosíssimas se atestam, quando utilizadas como chave para a penetração do entendimento no âmago dos ensinos com que Jesus, o Cristo divino, opulentou o espírito humano, para o conhecimento do seu Deus e Criador.

            Assim, essa segunda parte, no volume que apresentamos aos amantes das leituras enriquecedoras do patrimônio moral das criaturas e que lhe exornam de coisas santas o coração, completa admiravelmente a obra de Ramiro Gama, mantendo-lhe o cunho de superioridade que acima assinalamos.'

Rio, maio de 1943.

Guillon Ribeiro





Abençoados sejam...


Abençoados sejam todos aqueles que

se colocam a serviço do bem, do amor ao próximo.


Muito se dá aqueles que nada têm 

por misericórdia do nosso Pai.

Sejamos a luz do caminho por intermédio de Jesus,



Mestre querido!


Sejamos o abraço fraterno e a mão estendida

por todos os que ainda caminham vacilantes.


Possamos ser a voz que não se cala 

diante das misérias e injustiças.


Que tenhamos paciência 

com o nosso caminhar porque assim

o teremos com o dos outros 

que nos compartilham a vida.


Auxiliemos sempre, e sem demora, 

a todos os que no nosso

caminho cruzam, pois que deles necessitamos 

para o aprendizado e crescimento de nossas almas.



Enfim, abracemos a causa do amor em todos os benditos

momentos de nossas vidas e que tenhamos sempre

à frente de nossa consciência a presença

e o consentimento de Deus e Jesus.



Paz todos os dias.

Trabalho todos os instantes.

Caridade e amor no viver.

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psicografia de K. Pastana em Dez 2011  









1 de Junho



01 Junho


  O mal que turvar-nos sempre.
Vigia, resiste e vence-o.
Se queres respeito e paz,
Não te esqueças do silêncio.


 Casimiro Cunha 

por Chico Xavier  
in ‘Cartilha da Natureza”
FEB - 4ª Ed 1988