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quinta-feira, 21 de março de 2019

A Soberania do Amor



A soberania do amor
por Vinícius (Pedro de Camargo)
Reformador (FEB) Setembro 1925

            Buscais a razão, a lógica e o raciocínio do amor? O verdadeiro amor não tem lógica,  nem raciocínio. Sua ação se opera à revelia da razão.

            O amor é soberano. Sempre que este sentimento se manifesta sob o controle da razão, acha-se constrangido e desnaturado. O amor puro não se reduz às restrições da lógica, nem tampouco à do raciocínio; é incoercível, sobrepuja demais atributos do Espírito.

            O amor humano não é ainda a expressão do verdadeiro amor, justamente porque age através da razão, porque obedece a motivos determinados. O amor divino paira acima da razão, desconhece motivos. Desconhece raciocínios de qualquer espécie.

            Jesus ensinou e exemplificou o amor divino. Eis o padrão de amor que Ele nos apresenta: “Tendes ouvido o que dizem os homens: Amarás ao teu próximo e aborreceras ao teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e orai pelo que vos maldizem e perseguem, para que vos torneis filhos de vosso Pai que está nos céus; porque ele faz nascer o seu sol sobre bons e maus e vir chuvas sob justos e iníquos. Pois se saudardes e amardes somente aos vossos irmãos, que fazeis nisso de especial? Não fazem os gentios também o mesmo? Sede, pois, vós perfeitos, como vossos Pai celestial é perfeito.”     

            Tais mandamentos não se curvam à lógica, nem à razão, porque são mandamentos do amor e o amor sobrepuja a todo o entendimento.

            A doutrina do Crucificado importa mais numa questão de sentimento que de entendimento. O Cristianismo é a revelação do amor. Jesus, o Verbo Encarnado, revelando-nos a Divindade nos faz sentir que, como disse João, Deus é amor.

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