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sexta-feira, 30 de junho de 2017

Justiça e Amor


Justiça e Amor
Emmanuel por Chico Xavier
Reformador (FEB) Fevereiro 1956

            Enquanto alimentamos o mal em nossos pensamentos, palavras e ações, estamos sob os choques de retorno das nossas próprias criações, dentro da vida.

            As dores que recebemos são a colheita dos espinhos que arremessamos.

            Agora ou amanhã, recolheremos sempre o fruto vivo de nossa sementeira. Há plantas que nascem para o serviço de um dia, quais os legumes que aparecem para o serviço da mesa, enquanto que outras surgem para as obras importantes do tempo, quais as grandes árvores, nutridas pelos séculos, destinadas à solução dos nossos problemas de moradia. Assim também praticamos atos cujos reflexos nos atingem, de imediato, e mobilizamos outros, cujos efeitos nos alcançarão, no campo de grande futuro.

            Em razão disso, enquanto falhamos para com as Leis que nos regem, estamos sujeitos ao tacão da justiça.

            Só o amor é bastante forte para libertar-nos do cativeiro de nossos delitos.

            A justiça edifica a penitenciária.

            O amor levanta a escola.

            A justiça tece o grilhão.

            O amor traz a bênção.

            Quem fere a outrem encarcera-se nas consequências lamentáveis da própria atitude.

            Quem ajuda adquire o tesouro da simpatia.

            Quem perdoa, eleva-se.

            Quem se vinga desce aos despenhadeiros da sombra.

            Tudo é fácil para aquele que cultiva a verdadeira fraternidade, porque o amor pensa, fala e age, estabelecendo o caminho em que se arrojará, livre e feliz, à glória da vida eterna.

            Quem deseje, pois, avançar para a Luz, aprenda a desculpar, infinitamente, porque o céu da liberdade ou o inferno da condenação residem na intimidade de nossa própria consciência. Por isso mesmo, o Mestre Divino ensinou-nos a pedir na oração dominical: - "Pai, perdoa as nossas dívidas, assim como devemos perdoar aos nossos devedores".


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