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domingo, 28 de fevereiro de 2016

Posta restante - 23


Posta restante - 23
Sólon Rodrigues
Brasil Espírita- Reformador (FEB) Março  1974

            P. - Existe uma explicação espírita sobre os preconceitos raciais?

            R. - O preconceito racial, em si, tem por matriz o egoísmo e o orgulho que minam as virtudes das criaturas. No geral, contudo, observa-se que nasce de um condicionamento da maioria a determinados clichês mentais recolhidos desde a mais tenra idade e dos quais a alma não faz o esforço para libertar-se. Essa passividade de repetir mecanicamente um ato demonstra, contudo, a ausência do Evangelho em nossas vidas, notadamente quando se trata da sementeira de rancores.
            Temos noticia curiosa, sobre o tema.
            A Espiritualidade Superior patrocina, muitas vezes, na Lei de Ação e Reação, que a reencarnação se processe com uma inversão de raças, a fim de o Espírito corrigir-se de seus desmandos, sofrendo na própria carne o mal que semeou .
            Ocorrendo, todavia, ser o preconceito um problema de egoísmo e de orgulho, a criatura que reencarnou na raça que odiava ou que dizia malquerer, passa a sustentar a mesma posição mental em relação à de que proveio.
            Mais claramente: um homem da raça cor-de-rosa repelia um da raça azul. Quando reencarnou na raça azul, passou a repelir os da de cor-de-rosa.
            O Evangelho é o antídoto do mal, na sua raiz.
            À proporção que interiorizamos o Evangelho, dissolvem-se as divergências entre criaturas, povos e raças; religiões, preferências e escolas de fé . O mundo passa a ser o mundo íntimo do Cristo, e o amor, a maior realização da alma humana.

             
            P. - Terão direito os pais de cercear a liberdade dos filhos de escolherem a sua profissão?

            R. - Quando os pais perdem a mentalidade utilitarista, querendo em tudo extrair um resultado financeiro; quando abandonam as fúteis vaidades de posição social; quando aceitam no filho uma alma com programa pessoal, definido e intransferível, evitam de querer determinar a profissão do próprio filho.

            Ninguém, evidentemente, deixará de ponderar ou aconselhar. Mas, impor-se, porque esta ou aquela atividade profissional é menos ou mais rendosa; porque eleva ou rebaixa, como se diz na linguagem corrente moderna, o "status" 'da criatura; impor-se desta forma, violentando as experiências pelas quais o filho aspira, é uma arbitrariedade que o Espiritismo está convidando seus prosélitos a corrigir.
            Profissão é compromisso e experiência pessoal.
            Fazer-se útil para a coletividade promove maior equilíbrio espiritual que bastar-se a si mesmo.
            A escolha-egoísmo ou a escolha-vaidade é danosa, sim.






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