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sábado, 20 de fevereiro de 2016

Posta Restante - 17


Posta Restante - 17
por Sólon Rodrigues
Reformador (FEB)  Março 1973

            P. -Num curso de pré-natal para gestantes pobres será conveniente falar de Espiritismo?

            R. -Se os encontros são na área espírita, nada mais justo.
            A Lei da Reencarnação, como informação preciosa que se transmita sem o propósito de transformar as ouvintes em espíritas, é fonte sublime de consolação.
            Aplicá-la sempre, na elucidação de questões difíceis e íntimas, é maneira justa e indeclinável, fazendo-nos compreender que um renascimento é sempre um programa do Alto a beneficio nosso.

            P. - E que se poderia dizer, se fossem noções de higiene, também  para famílias
pobres?

            R. - Se versarmos sobre a higiene corporal, auxiliando alguém a sustentar a saúde física, justíssimo que falemos sobre a higiene espiritual através da prece, do passe, da conversação nobre e sadia, da desobsessão pela leitura e vivência do Evangelho.
            Ocupemo-nos da alma, sempre.
            Deficiente conhecimento da Doutrina Espírita revelamos quando não sabemos
conjugar o amparo físico com o espiritual, chegando, por vezes, a dar total e absoluto
destaque apenas aos aspectos corporais em nosso atendimento aos que sofrem.
            A caridade moral - dar de si mesmo, espiritualmente, para os outros - poderá
ser amplamente aplicada nesses momentos de orientação aludidos.

            P. -Para as famílias menos favorecidas, como faiar sobre a mendicância?

            R. - Jesus, no seu Evangelho de Amor, jamais foi visto a revolver chagas alheias,
fossem físicas, fossem espirituais. Longe de deter-se a analisar o Mal, empenhou-se em corporificar o Bem.
            É preciso muito tato, a fim de não ferir, tentando ajudar.
            Recolher palavras azedas, apodando nossas deficiências conscientes ou inconscientes, revolta o nosso interior, salvo se fôssemos Espíritos de superior elevação.
            Destaquemos, sem magoar, a beleza do trabalho, a divina presença de Deus no curso de todas as tarefas, a importância de empenharmos na movimentação das mãos e das pernas na execução de obras as mais diversas.
            Convidemos para pequenas tarefas, sem condenar.
            Examinemos se o mendigo não é um enfermo.
            Entreguemos a tais irmãos de caminhada os benefícios do passe, da prece, do Evangelho, a fim de que se dignifiquem diante dos homens e à vista de sua própria
consciência.


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