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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

A mulher encurvada / o culto ao sábado


Mulher Doente, Encurvada
/ Culto ao Sábado
         13,10  Estava Jesus ensinando na Sinagoga em um sábado. 13,11  Havia, ali, uma mulher que, havia 18 anos, era molestada por um espírito de enfermidade que a mantinha doente: Andava  curvada, e,  não podia, absolutamente, erguer-se. 13,12  Ao   vê-la,    Jesus    chamou-a   e   disse-lhe: “-Estás livre da tua enfermidade!” 13,13  Impôs-lhe as mãos e, no mesmo instante, ela se indireitou, glorificando a Deus. 13,14 Mas, o sacerdote, indignado de ver que Jesus curava no sábado, disse ao povo. -São seis os dias em que se deve trabalhar; vinde, pois, nestes dias para vos curar, mas não em dia de sábado. 13,15“ -Hipócritas!” disse-lhes o Senhor. “-Não desamarra cada um de vós, no sábado, o seu boi ou o seu jumento para os levar a beber? 13,16  Esta filha de Abraão, doente  há dezoito anos, não devia ser  livre  desta  prisão,  em  dia  de sábado?” 13,17 Ao proferir estas palavras, todos os seus adversários se encheram de confusão, ao passo que todo o povo, à vista de todos os atos que Ele praticava,se entusiasmava.

         Para Lc (13,10-13) -Mulher Doente, Encurvada - cabe recorrer a Antônio Luiz Sayão, em “Elucidações Evangélicas”:

            “Os judeus atribuíam a satanás, isto é, aos espíritos tudo o que não podiam compreender, nem explicar. Daí o empregarem muitas vezes o termo “possessão” referindo-se a casos que eram apenas de “doente”.

            O de que falam os versículos acima era um destes, de simples doença. Verifica-se isso, notando-se o seguinte: ao passo que o Evangelista, de acordo com o modo de ver de então e usando da linguagem então corrente, diz que a mulher estava possessa de um “espírito de enfermidade” -spiritum infirmitatis - Jesus, quando se lhe dirige, apenas diz: Mulher, estás livre da tua enfermidade - “ab infirmitate tua”. Entretanto, quando o caso era de possessão, isto é, de obsessão, de subjugação, Ele intimava o Espírito a que se afastasse.”

            Para Lc (13,14-17) -Culto do Sábado -  recorremos,  ainda,  a  Antônio Luiz Sayão,  em “Elucidações Evangélicas”:

            “O sábado, Moisés o instituiu como meio de refrear a avareza, a cobiça, a ambição e a desumanidade dos senhores de escravos e de animais, que lhes não permitia descansar das fadigas do trabalho cotidiano.

            “O sábado foi feito em contemplação do homem e não o homem em contemplação do sábado”, como diz Marcos (2,27). Sua instituição representava uma medida útil, pois que destinada a proteger o corpo do esgotamento resultante do excesso de trabalho. Com esse único objetivo, é claro que de nenhum modo criava embaraço ou impedia a prática do bem. Como, pois, se poderia pretender defesa a de uma ação benfazeja, qual a de livrar um obsidiado das garras do seu obsessor, ou, como disse Jesus, libertar dos laços de satanás uma filha de Abraão?


            Note-se, porém, que o divino Mestre usou dessas expressões, não porque se tratasse de um caso de possessão, ou subjugação, por parte de espírito das trevas, mas, pois que assim o supunham todos, para que o seu ato fosse mais facilmente aceito, visto que, conforme ficou explicado na lição acima, o caso era de moléstia de enfermidade.”   

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