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terça-feira, 17 de novembro de 2015

A Moeda Perdida



A Moeda Perdida
Parábola

         15,8  “ -Ou qual é a mulher que, tendo 10 dracmas e perdendo uma delas, não acende a lâmpada, varre a sala e a busca diligentemente, até encontrá-la. 15,9  E, tendo-a encontrado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Regozijai-vos comigo, achei a dracma que tinha perdido. 15,10  Digo-vos que haverá muito júbilo entre os anjos de Deus por um só    pecador que se arrependa”

         Para Lc (15,8-10) -A Moeda Perdida - leiamos  A. Sayão, em “Elucidações Evangélicas”:

            “O mesmo é o pensamento que ditou as parábolas da ovelha desgarrada (Mateus 18,10-14 - Uma Ovelha em Cem) e a da dracma perdida. Visam ao mesmo fim os ensinamentos que derivam de ambas. Apenas, a da dracma objetiva, de modo especial, os pobres a quem Jesus se dirigia. Ele viera em socorro dos que fraquejam, ou que, apavorados com os obstáculos do caminho, retrocedem. O pai de família cuida com ternura do filho doente e o coração se lhe alvorota de ventura quando o vê restabelecido.

            Foi o que fez o Filho bem amado do Pai durante a sua missão terrena. Era o que fazia, antes que descesse a desempenhar essa missão, desde que o homem surgiu no planeta, o que continuou a fazer, depois do desempenho daquela missão, e faz ainda agora, por intermédio dos Espíritos do Senhor, que sempre trabalharam e trabalham pelo progresso da nossa Humanidade. Todos os seus cuidados se hão sempre concentrado e concentram nas suas ovelhas; exerce, porém, maior vigilância sobre as que sofrem e as que um mau pastor deixou se perdessem. Ele as procura e, quando a sua voz amorosa chega a ecoar no coração daquela que se perdera, oh! então, o bom pastor corre para essa que respondeu ao seu chamamento e, tomando-a nos braços, a reconduz ao aprisco, para que não mais se aparte do rebanho.


            Quanto ao símile da moeda perdida e achada, perfeitamente se justifica que Jesus se haja servido dele, desde que atentemos em que suas palavras eram dirigidas aos pobres, para os quais a mais insignificante quantia tem grande importância, pelas dificuldades com que logram ganha-la. Nada mais natural, portanto, do que a figurada alegoria da mulher, ao encontrar a dracma cujo desaparecimento representaria talvez a perda de uma parte do trabalho exaustivo a que se entrega o marido, para dar sustento a uma porção de míseros filhinhos. Assim, o sentimento da mulher, na parábola, sentimento que é desta o mecanismo, tem o maior interesse, porque visa tornar compreensível à classe pobre que tudo o que estiver perdido, do ponto de vista espiritual, deve ser buscado com ardor igual ao que a anima a procurar uma moeda de pequeno valor e deve causar, quando encontrado, alegria idêntica à que produz o achar-se a moeda que se perdera. Daí decorre que o arrependimento por havermos desprezado as virtudes e, conseguintemente, por termos alimentado os vícios que as substituíram, constitui o meio e o caminho de tornarmos a encontrar o que se perdera e fará que nos sirvamos do que havíamos perdido e de novo achamos, para alimentar nossa alma, a fim de que progrida moral e intelectualmente. Quão grande não será  a alegria que, assim fazendo, proporcionaremos aos nossos protetores, aos nossos guias, aos Espíritos do Senhor, anjos de Deus, na frase do nosso Divino Mestre, Jesus Cristo! 

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