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sábado, 28 de fevereiro de 2015

Divide ut Imperes

Divide ut Imperes
Ismael Gomes Braga
Reformador (FEB)   Agosto 1962

            Desde o antigo senado romano, passando por Luís XI, Catarina de Medicis, Machiavel e os czares da Rússia, a fórmula "divide para dominar" tem sido empregada pelos espíritos mais tenebrosos.

            O movimento espírita não poderia passar ileso das campanhas de divisão para destruição.

            Têm surgido muitas vezes e repetem-se sempre às tentativas de desunir para vencer e destruir o movimento.

            Felizmente os nossos irmãos compreendem que a Doutrina é de amor incondicional a todos os seres, não combate nem o mal nem os maus, limitando-se a edificar o bem para que o mal desapareça por si mesmo e os maus se convertam ao bem por falta de ambiência para maus intentos, por isso os espíritas reconhecem logo a procedência tenebrosa de todas as tentativas de divisão e não se deixam arrastar às campanhas de ódio contra quem quer que seja.

            Desde que uma voz se levante faltando à caridade contra alguém, percebemos logo sua triste inspiração e sua finalidade de dividir para destruir.

            O ataque pode tomar as formas mais diferentes unia das outras: ora se ataca um livro, ora uma organização, de outras vezes uma pessoa.

            Soa estimada no movimento, mas sempre traz em si mesmo a marca de sua origem: ausência de caridade e tentativa de fracionar, para enfraquecer e destruir.

            Todos os "defensores" da Doutrina, que atacam a alguém, caem logo na suspeita dos nossos irmãos, porque estes compreendem que a nossa obra é sempre de amor e construção, nunca de ataque a alguém ou a alguma coisa.

            Os oitenta anos (+53) de experiência da FEB tem-nos ensinado a nos guardarmos sempre do perigo de divisão, venha ele com as mais belas vestes.

            Sem dúvida aparecem obras más, trabalhos imperfeitos, livros errados, mas tudo isso cai por si mesmo à medida que surgem coisas melhores.

            Não tenhamos medo de "hereges", mas nos guardemos cuidadosamente contra os perseguidores de "hereges", porque a história religiosa do mundo já nos mostrou como são perigosos os que perseguem os "hereges". Seu zelo peca mortalmente contra a própria doutrina que pretendem defender e ocasiona toda a sorte de males.

             Construamos o bem e o mal cairá por si mesmo, porque só o amor é força invencível na eternidade.


             Saibamos ver e combater o inimigo que temos dentro de nós, para podermos ser unidos e não nos perturbarmos com as campanhas do “divide ut imperes".

Ismael Gomes Braga

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