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terça-feira, 4 de junho de 2013

4.5. 'Lendo e Comentando'


4.5  ‘Lendo e Comentando’ (extratos)
por Hermínio Miranda


            “A compreensão do poder do Espírito é condicionado pelo seu porte, pela sua evolução, pelo estágio evolutivo que já alcançaram... Aqueles que já se adiantaram um pouco devem ser tolerantes com aqueles que marcham atrás. Eles têm uma compreensão maior é maior sabedoria. Devem ser pacientes e compreender que, exatamente como aqueles que se encontram mais atrás têm que caminhar muito para alcançá-los, também à sua frente há muito que caminhar para ajudar o seu progresso, pois que não há limite para o crescimento do Espírito."
Reformador (FEB) Maio 1964


4a. 'Revelação dos Papas'




Do Blog: Da edição de 1936, retiramos e postamos aqui
o que foi denominado  ‘Apresentação da 2ª Edição’.
4a
‘Revelação dos Papas’
(Obra Mediúnica)


Propriedade exclusiva da
União Espírita Suburbana
Travessa Hermengarda, 13-15 Meyer – Rio de Janeiro

Oficina Gráfica Renato Americano
Rua Alzira Brandão, 39
Fone 28-7343 - Rio       1936



Apresentação da 2ª Edição


Sendo dada agora à estampa a segunda edição da REVELAÇÃO DOS PAPAS, quis a bondade do Dr. Henrique Andrade, presidente da "União Espirita Suburbana", associação que tem a propriedade da obra, que eu escrevesse algumas palavras de apresentação para ela. Sabia, entretanto, ele que não era eu o mais qualificado para isso, que haviam outros espiritistas mais conhecidos, mais habilitados, mais autorizados em fim, que podiam dar maior realce à apresentação e dizer melhor da obra.

Uma das razões, talvez, porque fui convidado para fazer esta apresentação, é por já ter afirmado minha grande admiração por ela, a ponto de a ter como um dos livros culminantes da literatura do Além, considerando-a como um dos trabalhos de mais significação que temos tido. A REVELAÇÃO DOS PAPAS é incontestavelmente o livro de mensagens transcendentais mais considerável que possuímos.

Não é preciso dizer aqui o que é a obra, depois da "Explicação do Médium". Sabe-se que ela se compõe de narrativas que fizeram grande número de papas, de seus erros passados e de edificantes comunicações feitas por Espíritos nimiamente iluminados. Pode-se dizer que a obra aparece como uma nova luz, neste sentido de que foi uma luz mais forte; mais intensa, que foi dada a lodos, para indicar mais uma vez o caminho que leva ao bem, à salvação.

Na REVELACAO DOS PAPAS está consubstanciado todo o ensino moral de Jesus. Dela pode se tirar esse ensino na sua maior pureza. Cada Espírito que se comunica apresenta desse ensino uma parte, um fragmento, de maneira que na obra toda encontra-se esse ensino completo. Quando digo ensino completo falo do ensino em que estão contidos os princípios do Espiritismo. Ele constitui dest'arte o que se pode chamar verdadeiramente o Evangelho de Jesus. Pois, não é possível falar do Evangelho de Jesus sem pensar no Espiritismo. Não é somente porque Jesus dirige o movimento espírita que se pode dizer isso, é porque seu ensino está impregnado de Espiritismo. É porque ele o explicou, pelo menos em parte, não a todos, mas a seus discípulos. Se as ideias primordiais do Espiritismo aparecem hoje como uma verdade pura, é porque sempre existiram, é porque são uma verdade eterna. Já existiam portanto quando Jesus veio à Terra e nesse caso ele não podia deixar de prega-las, mormente porque elas deviam fazer parte integrante de sua moral. Os discípulos de Jesus não o viram somente expulsar os maus Espíritos ou chamar os Espíritos ao corpo, quando em letargia erravam fora dele. Segundo disse bem um Espirito, Jesus lhes explicou a existência da alma e a imortalidade, lhes falou das faculdades que possui quando não se acha mais no corpo, ensinando-lhes ao mesmo tempo o princípio da encarnação, a evocação e as relações que existem entre os Espíritos desencarnados e encarnados. Demais eles tinham visto junto a ele Moisés e Elias. Se nos escritos evangélicos não se vêm esses fatos relatados claramente é porque neles não está exposto todo o ensino de Jesus, ou está desfigurado. Em todo o caso existem os vestígios. Não se pode portanto falar hoje no Evangelho de Jesus, sem se refletir que ele constitui o sincretismo desses dois elementos: a moral crística e o ideal espírita. Ora é essa combinação de ideais que se vê na REVELAÇÃO DOS PAPAS. Eis o que lhe dá um valor excepcional.

É possível haver alguém que possa negar a importância dessas 121 mensagens, que formam a obra? (Do Blog: A edição de 1918 apresenta 42 mensagens, apenas. Colocaremos as mensagens adicionais da edição de 1936 ao final da postagem da edição de 1918) Por outro lado pode-se garantir que, dadas as condições em que a obra foi recebida, descritas na "Explicação", ela não pode deixar de ser autêntica. Não podia haver nem mistificação, nem auto psicografia. “Não há em tudo isso que ides ler, disse o Espírito de Agostinho (S.) nenhuma mistificação, porque Deus não consentiria que, em seu nome, fossem ditas e escritas por um mistificador, as palavras que tendes sob os olhos". É preciso atender também que estava acima de tudo a integridade moral do médium. Isaltino Barbosa foi um médium perfeitamente apto para receber psicografada a obra, pela sua simplicidade, pela modéstia, pela sisudez, pela sua vida moralizada enfim.

É essa obra, que já marcou com a primeira edição, uma data na história da nossa literatura espirita, que sai hoje a lume em segunda edição revista e melhorada.
           
Outubro, 1936.

Chrysanto de Brito



segunda-feira, 3 de junho de 2013

3.5 'Lendo e Comentando'



3.5  ‘Lendo e Comentando’ (extratos)
por Hermínio Miranda


            “Silver Birch, na sua habitual pregação, faz uma observação enfática que é, ao mesmo tempo, uma advertência àqueles que ainda duvidam ou descreem: "Não se iludam! O poder espiritual encontra-se em vosso mundo para ficar e ninguém pode mandá-lo embora.".”
Reformador (FEB) Maio 1964



2.5 'Lendo e Comentando'


2.5  ‘Lendo e Comentando’ (extratos)
por Hermínio Miranda


            “Muita gente passa a vida queixando-se de dores reais causadas por males de natureza psicossomática. A esses não adianta viver de médico em médico, tomando uma pílula a cada quarto de hora, se não mudarem seu modo de encarar a realidade da vida. Para isso, é preciso acender uma luz de otimismo para afugentar a penumbra do pessimismo, e ligar-se, pela oração e pela atitude correta, aos poderes superiores que, evidentemente, supervisionam o Universo em que vivemos.”

Reformador (FEB) Maio 1964

1.5 'Lendo e Comentando'



1.5  ‘Lendo e Comentando’ (extratos)
por Hermínio Miranda


          "A maneira defeituosa de pensar e agir, ... , acarreta consequências dramáticas e lamentáveis, como explica a lei de causa e efeito, mas nem isso poderíamos, em sã consciência, rotular de causa dos sofrimentos humanos. No meu entender, a causa básica do sofrimento é a ignorância espiritual da qual decorrem outras de menor significação e importância. A ignorância - especialmente a cerca da natureza espiritual do homem - é que leva a criatura a cometer desatinos e retardar seu desenvolvimento. No dia em que o homem abrir os olhos para a realidade do Espírito e da sua responsabilidade perante a Lei, então, sim, o resto se  colocará automaticamente em seu lugar.”

Reformador (FEB) Maio 1964

domingo, 2 de junho de 2013

Indalício escreve...



              “Quanto mais se agrava a situação moral do mundo, mais crescem as responsabilidades dos espíritas. A pregação da Doutrina assume, por isso mesmo, maior importância, pela necessidade de desfazer o nevoeiro materialista, destinado a encobrir a Verdade, disseminando teorias falsas, enganadoras e nocivas, que levam o homem desprevenido à violência, à indisciplina e ao ateísmo. A seriedade dos preceitos do Espiritismo Evangélico não admite, evidentemente, o lirismo piegas e sem substância, que pode levar ao desinteresse.

            Nem o fato de se tratar de uma doutrina perfumada pelo Evangelho, significa seu desligamento do Espiritismo experimental. A clareza e a objetividade são virtudes inerentes à Doutrina codificada por Allan Kardec, pois no Espiritismo Cristão nada há que não seja evidente, simples, positivo e racional.

            Vivemos dias agitados, em que a violência, a pornografia e a mentira atuam de mãos dadas, ao estímulo de uma demagogia oculta sob o manto de Proteu. A juventude tem sido o alvo predileto dos que empunham a bandeira negra do negativismo. Os jovens são iludidos e explorados de muitas maneiras. Adulam-nos para melhor desencaminhá-los, neles inoculando o vírus da rebeldia, dentro e fora do lar, com o fim de corromper e destruir a família, a pretexto de se estabelecer uma liberdade diferente, cujas consequências serão tristíssimas, a começar pela escravização ideológica, muito pior do que os jovens podem imaginar.

            Pregar e interpretar a Doutrina espírita é trabalho delicado, pois exige seguro conhecimento do Espiritismo codificado por Allan Kardec. Mas a melhor pregação está no exemplo, no comportamento espírita, em quaisquer circunstâncias. Kardec adverte: “Pode-se ser enganado pelas aparências, donde resulta que a qualificação de espírita, não comportando mais que uma aplicação falha, não constitui recomendação absoluta e essa incerteza lança nos espíritas uma espécie de desconfiança, que impede se estabeleça entre os adeptos um laço sério de confraternização”. É o comportamento que situa a posição do homem no mundo moral. É o comportamento que define o espírita. Todos nós - principalmente os que escrevem ou falam sobre o Espiritismo - estamos sujeitos também a sofrer injustiças, a ser julgados com excessiva severidade, não raro por quem não possui legítima autoridade para fazê-lo. Muitos desses, vivendo à margem do comportamento espírita, se transformam em julgadores implacáveis e impenitentes. Devemos tomá-los à conta de obstáculos que nos cumpre superar com paciência, coragem e fé. Isso é muito comum. Portanto, devemos reforçar a preocupação constante de resguardar o Espiritismo de juízos temerários, mantendo-nos vigilantes quanto ao nosso próprio comportamento. A Doutrina não admite interpretações fantasiosas nem a adoção de meios termos. O que for feito em conflito com os princípios doutrinários e evangélicos, constituirá ajuda aos adversários da Terceira Revelação, muitas vezes empenhados em se mostrarem mais kardequianos que o próprio Kardec.”

trecho de um artigo assinado por Indalício Mendes
 sob título ‘Bezerra e o Pacto Áureo’
 in  “Reformador” (FEB)  Dezembro 1970 

Esquecimento do Passado


Esquecimento
do passado
Reformador (FEB) Maio 1964
Allan Kardec

            Em vão se objeta que o esquecimento constitui obstáculo a que se possa aproveitar da experiência de vidas anteriores. Havendo Deus entendido de lançar um véu sobre o passado, é que há nisso vantagem. Com efeito, a lembrança traria gravíssimos inconvenientes. Poderia, em certos casos, humilhar-nos singularmente, ou, então, exaltar-nos o orgulho e, assim, entravar o nosso livre arbítrio. Em todas as circunstâncias, acarretaria inevitável perturbação nas relações sociais.

            Frequentemente, o Espírito renasce no mesmo meio em que já viveu, estabelecendo de novo relações com as mesmas pessoas, a fim de reparar o mal que lhes haja feito. Se reconhecesse nelas as a quem odiara, quiçá o ódio se lhe despertaria outra vez no íntimo. De todo modo, ele se sentiria humilhado em presença daquelas a quem houvesse ofendido.

            Para nos melhorarmos, outorgou-nos Deus, precisamente, o de que necessitamos e nos basta: a voz da consciência e as tendências instintivas. Priva-nos do que nos seria prejudicial.




3e. 'Revelação dos Papas'



3e
‘Revelação dos Papas’
(Obra Mediúnica)


Do Livro ‘Emissários da Luz e da Verdade’
Psicografias de Izaltino Barboza
(nome verdadeiro do médium que se assinou Abrahão Luz)
1ª Edição 1959
Editora Divino Mestre - Rio de Janeiro RJ


          Igualmente, os ministérios da guerra já têm a sua legenda agressiva substituída pela de - ministérios da Paz. E os aniversários das guerras, as matanças fratricidas entre os povos, deixarão de ser festejadas ou comemoradas com hinos e pompas de orgulhos ou exaltações nacionalistas.

          E embora a atenção da humanidade esteja fixada e atenta aos problemas graves e complexos que dizem respeito aos seus novos destinos, um acontecimento sensacional está ocorrendo, que empolga o mundo inteiro.

          Trata-se da descida de aviões interplanetários vindos do planeta Marte, conduzindo delegados marcianos que vêm felicitar os seus irmãos da Terra pela nova etapa que o planeta vai iniciar ao integrar-se na corrente dos mundos de missões superiores.

          Os visitantes marcianos, nos seus desabafos mediante um intercâmbio mental por via telepática, reportando-se às frustradas tentativas dos terrícolas para voarem até aos outros planetas, classificam-nas como um atestado de grande incoerência e leviandade; pois, - dizem, - não se justifica a dissipação de recursos fabulosos, gastos nessas experiências para decifrar incógnitas de mundos distantes, quando ainda não estão "decifrados" ou seja, resolvidos os problemas graves e de alta relevância moral e social do nosso próprio mundo, como sejam os problemas do câncer, da morfeia, a tuberculose, o analfabetismo, a miséria da infância e da velhice abandonadas; e, acima de todos, a fome de milhões de párias, contrastando com o dispêndio de milhões que têm sido gastos com esses satélites pirotécnicos que resultam em nuvens de fumaça, sem qualquer proveito em benefício da paz e da fraternidade social em nosso mundo; pois os enviados marcianos advertem também: - todas as conquistas científicas, em cada mundo, estão subordinadas aos desígnios e controle da "permissão" divina. E que, no caso em apreço, os terrícolas ainda não fazem jus a semelhante "dádiva" porque sua mentalidade belicosa e agressiva tem demonstrado que Ciência da Terra, quanto mais avança ou sobe no conhecimento de fenômenos potenciais da natureza, tanto mais os homens descem em agressividade para dominar, para se matarem uns aos outros, mais e melhor. E que, por conseguinte, não se justifica a ânsia dos sábios e dos governantes terrícolas em devassarem o panorama dos mundos distantes, quando no nosso a humanidade ainda tem um deserto moral no coração.

          Tal acontecimento e outros fatos de estranha singularidade, já obrigaram as consciências a se voltarem com grande interesse, para todos os fenômenos espíritas, que envolvem incógnitas do "outro mundo". E como decorrência de tal fato, toda a Humanidade está olhando, está considerando de frente, os problemas da vida, em sua amplitude de eternidade.

          Os sábios da Terra sentem-se intimados, de uma vez por todas, a esclarecerem os enigmas da vida e da alma que têm atravessado os séculos sem uma solução incontroversa e definitiva, como sejam: por que nascemos? por que sofremos? por que morremos? e que nos aguarda depois da morte?..

          No setor da espiritualidade, a palavra das religiões que tem sido causa de divergências e litígios seculares, já não tem ressonância alguma nas consciências. O espírito da mente coletiva já não se acomoda a essas definições dogmáticas, vazias de sentido lógico, impostas por credos ou seitas religiosas, que as defendem sob a alegação de estarem envoltas nas trevas do mistério. Uma nova ordem surgiu no setor espiritual.

          Tratando-se de problemas que dizem respeito à alma do indivíduo e aos destinos morais e espirituais da Humanidade, os sábios da Terra também já proclamaram como realidades absolutas, a pluralidade das existências, a pluralidade dos mundos habitados e as comunicações dos espíritos, com o nosso mundo.

          O Deus criador de um céu exclusivista destinado a uns filhos preferidos; e Satanás, o senhor do inferno destinado aos filhos enjeitados pelo Deus do Céu, já passaram à conta de lendas mitológicas que resistiram durante séculos, por terem sido conservadas no frigorífico da ignorância e da crença inconsciente.

          Porém, a alta relevância dos problemas espiritualistas empolga a humanidade de tal maneira, que os derradeiros chefes das igrejas ortodoxas sentiram-se, também, forçados a falar à Humanidade. E para termos ideia justa da situação do ambiente moral e social que oprime as velhas igrejas em franca decadência, ouçamos o que, através das televisoras, transmitiu ao mundo o último Chefe supremo da Igreja Católica, cuja sede já não está localizada em Roma. O Vaticano está sediado no Brasil, devido a circunstâncias imperativas, que escapam ao querer dos homens.

          Ouçamos a palavra do último pontífice da Igreja romana. Falou assim:

          "Meus filhos.

            "Aqui estamos para vos falar a respeito do que a ciência oficial do mundo acaba de nos transmitir quanto à pluralidade das existências, à pluralidade dos mundos habitados e sobre outros problemas referentes ao destino das almas após a morte do corpo.

            "E nós vos dizemos: A nossa Igreja também, de há muito, possui a sua academia de ciências, cuja função é, justamente, estudar e acompanhar as novas afirmações ou conquistas da ciência, conforme fazem as diversas universidades do mundo; e tudo que vai sendo revelado à luz de equações irrefutáveis, a nossa Igreja também se preocupa em certificá-las para, depois, manifestar-se definitivamente.

            "Assim, quanto às revelações da pluralidade das existências e dos mundos habitados, já definidas e comprovadas, a nossa Igreja vem declarar, também reconhecê-las como verdades positivas.

            "Aliás, os sábios da nossa academia pontifícia, já há muito tempo, admitiam essas realidades; mas a prudência que sempre guiou nossos passos, nos aconselhava que ficássemos em expectativa até que outros expoentes do pensamento humano se manifestassem a tal respeito.

            "Além disso, a inteligência das massas ainda não estava amadurecida para assimilar, para receber de chofre, revelações que, embora verdadeiras, provocariam certo distúrbio moral nas consciências.

            "Quanto aos dogmas referentes a um céu e a um inferno, o caso é o mesmo.

            "As épocas truculentas do passado, em que a maior parte dos indivíduos da nossa humanidade manifestava recalques indomáveis, de rebeldia animalizada, era indispensável, impunha-se como necessidade imperativa, que se afirmasse existir um céu de venturas celestiais para os que fossem bons; e, em contraposição, se ameaçasse os maus, os incorrigíveis, mediante um inferno de tormentos eternos; porquanto, semelhantes almas, eram insensíveis, eram impermeáveis às palavras doces e ternas do, amai-vos uns aos outros, que incendiaram a alma de Jesus!

            "Porém, agora, os tempos são chegados para que a humanidade seja esclarecida e orientada sob preceitos mais em conformidade com a sua compreensão, já desenvolvida.

            "Por conseguinte, como vedes, a nossa Igreja jamais se recusa a acompanhar a marcha do progresso:"

.................................................. .

         
          Foi assim que falou ao mundo o chefe, o Pastor máximo dessa Igreja, que, conforme sempre tem acontecido, para sobreviver, mais uma vez, o seu espírito de adaptação se adaptou, se submeteu às contingências imperativas dos fatos. E esta mentalidade plástica tem sido, justamente, o segredo que lhe tem possibilitado subsistir durante vinte séculos!

          As almas de raciocínio inerte, os remanescentes da crença estática, que se julgavam credenciados para subirem ao Céu mediante um passaporte gracioso, concedido pela Igreja que se arrogava ser representante exclusiva do próprio Deus, ei-los, todos, estonteados, sem pouso, como aves perseguidas por caçadores.

          A nova "Reforma" teológica produziu um colapso espiritual na alma dos fiéis às Igrejas seculares cujas colunas-mestras estão agora sendo derruídas pelas forças ruidosas da Verdade. E com tal violência que, jamais poderão ser levantadas sobre os fundamentos teológicos do seu passado.   

          Como efeito de tais decorrências em todos os setores do pensamento humano, as consciências se agitam, empolgadas pelo novo panorama espiritual que agora se apresenta à consciência da nova Humanidade.

          Chegou a hora definitiva em que as concepções filosóficas e científicas das obras de Alan Kardec, Pietro Ubaldi, Francisco Xavier e de Ramatis, são consideradas como forças aglutinadoras de uma nova estrutura moral da sociedade, cujos alicerces são os Evangelhos de Jesus, o Mestre já reconhecido como sendo o maior sábio, o maior estadista e sociólogo de todos os tempos!

          Enfim, a raça dourada do terceiro milênio transformará o nosso planeta em um mundo mais decente, pois as concepções morais e sociais de seus habitantes serão estruturadas à base do Evangelho de Jesus, o estadista ímpar, o sociólogo máximo, que, na sua sentença singela ama o teu, próximo como a ti mesmo, estatuiu a lei eterna e única que, de modo absoluto e infalível, conseguirá estabelecer a verdadeira fraternidade entre os moradores da Terra; lei que ainda não foi superada pelos milhares de códigos que os sociólogos e estadistas terrenos têm criado para fundar a paz entre os homens, sem, no entanto, conseguirem alcançá-la com as suas experiências, que já duram há vinte séculos.

          Finalmente: - As fulgurações morais e espirituais do terceiro milênio serão a Nova Luz que jamais se apagará. E então, a Humanidade, integrada na paz, no amor, na fraternidade universalista,sentirá vibrar eternamente em seu espírito as harmonias celestiais do mesmo cântico que, há dois mil anos os anjos entoaram nos céus da Palestina: - Glória a Deus nas alturas, paz na Terra aos homens de boa vontade!
...........................................................

          E só então, Jesus, ao nosso mundo poderá retornar, serenamente, pregar seu Evangelho, sem receio de ser crucificado novamente! ...

José Fuzeira



3d. 'Revelação dos Papas'



3d
‘Revelação dos Papas’
(Obra Mediúnica)


Do Livro ‘Emissários da Luz e da Verdade’
Psicografias de Izaltino Barboza
(nome verdadeiro do médium que se assinou Abrahão Luz)
1ª Edição 1959
Editora Divino Mestre - Rio de Janeiro RJ


          Por conseguinte, não há dúvida: - os "tempos são chegados", a fim de que a humanidade deste planeta seja ajustada aos ditames da Lei Divina, pois a maioria dos homens, embora se deslumbre com a maravilha de um céu estrelado, ainda não acendeu uma vela de fé e amor no altar do próprio coração!

          Se as dores agudas que se aproximam estão elevadas à contingência de um fatalismo, é porque se trata de uma "operação cirúrgica" que é necessário fazer na alma da Humanidade, a fim de que ela, depois, ressuscitada, seja capaz de fundar na Terra uma constituição cimentada no amor e na fraternidade estabelecida pelo maior sociólogo de todos os tempos, cuja lei tem como fundamento amar o próximo como a si mesmo.

          Como prenúncio da era regeneradora, já se ouvem nas altas regiões estreladas as harmonias, os cânticos celestiais dos anjos do Senhor, anunciando que a periferia da Terra já está sendo bombardeada por formidáveis jatos de luz esterilizante, cuja função é afugentar os espíritos das trevas que a circundam, fazendo com que eles sejam afastados e atraídos para outros mundos cujo ambiente psico-magnético vibra em consonância com o teor moral, deprimente, dessas almas rebeldes, portadoras de sentimentos primários ou selvagens. E como arautos da campanha a ser iniciada para reforma do nosso mundo, também já se aprestam no Alto, os emissários de Jesus que, como batedores, se reencarnarão de novo, em nosso meio, a fim de acelerarem o movimento que vai operar-se. E entre esses "escolhidos" de Jesus, virão quase todos os espíritos que assinam as mensagens desta obra, pois eles assim o declaram.

          Portanto, não desesperemos em extremo. Antes, ao contrário, rendamos louvores a Deus e a Jesus, pois conforme anunciam as profecias milenárias e é também afirmado por todos os espíritos que assinam as mensagens contidas nesta obra, após a noite tenebrosa do "juízo final" surgirá a aurora radiante de um novo dia. Depois que o nevoeiro de trevas que envolve o nosso planeta seja dissolvido, surgirá a luz de um novo sol cujas refulgências de amor, paz e fraternidade crísticas farão com que a Terra se integre na esfera sideral dos mundos superiores, a fim de iniciar uma nova marcha destinada a fazê-la subir até às culminâncias dos orbes angélicos onde residem os espíritos eleitos do Senhor dos Mundos, almas sempre dispostas ao desempenho de tarefas sublimes de amor divino em todos os recantos do Universo!

          Exultemos, sim! Louvemos Deus e Jesus em sua glória, pois a aurora radiosa da Nova Era se abrirá, terá início no terceiro milênio. Portanto, já está próxima.

          Mas, quanto às novas concepções ou diretrizes morais e sociais da Humanidade do terceiro milênio, quais os novos rumos que ela seguirá em relação ao indivíduo, à família, à sociedade e aos povos?

          Aquela intuição viva que nos habilita a captar e qualificar o teor das ideias que estão tomando corpo e se gravando na tela do plano astral, talvez nos possibilite apreender, por antecipação, certos
aspectos do nosso mundo, nos primórdios do século XXI.

          Então, que vemos nós? que pressentimos?..

          O planeta apresenta ainda o lúgubre aspecto dos desmoronamentos que subsistem após os grandes abalos sísmicos. Tudo é caos, tudo é apavorante.

          No entanto, as consciências, os povos estão irmanados num só objetivo: - lançar, firmar os alicerces de uma nova ordem moral e social, em todos os aspectos e que beneficie todos os homens igualmente, sem privilégios ou exceções.

          O incêndio mortífero ateado pelas armas atômicas, conjugado aos horrores dos cataclismos telúricos desencadeados pela própria natureza, conseguiu, como num passe de mágica, destruir, para sempre, as barreiras divisórias que, durante milênios, separaram os homens e as nações, em ricos e pobres, em felizes e infelizes.

          As almas sentem-se iluminadas por exaltações morais e espirituais que transcendem os mais puros sentimentos da humanidade atual. Em vez dessa piedade anêmica, que nos desperta caridade porque o "infeliz" está aqui, perto de nós, é o amor vivo sentido também pelo "próximo" que está longe; é o amor de amplitude universalista, virtude excelsa, comum nas humanidades dos mundos já cristianizados.          

          Pela primeira vez, no mundo, a consciência coletiva está agitada por um anseio irreprimível de fraternidade contagiante; e tão sincera, que os possuidores de bens supérfluos correm, aflitos, em busca dos irmãos que gemem, dos que choram, a fim de socorrê-los e amá-los.

          As almas mais sensíveis sentem-se galvanizadas por aquele "egoísmo" de fazer o bem, que abrasava o coração de Francisco de Assis.

          Somente agora a consciência humana sente e compreendeu que a rogativa ao Pai, estabelecida por Jesus, - o pão nosso, de cada dia, nos dai "hoje", vale por uma condenação formal contra o egoísmo ilimitado que, antes, induzia os homens a serem escravos de uma neurose de cobiça que os levava a se empenharem, de todos os modos, por ganharem num só dia, proventos que seriam suficientes para as suas necessidades durante um século.

          Também já estão estruturados os fundamentos de uma nova Justiça; porém, muito diferente dessa justiça humana cujo símbolo tem os olhos vendados, certamente, para não poder ver os pesos falsos que jogam na sua balança, ou não se envergonhar das trapaças que fazem em seu nome, até alguns dos que se dizem seus mandatários. Justiça onzenária, em que o rico, o poderoso suborna ou aluga consciências por maior ou menor preço. Não se trata dessa justiça da sofística, da astúcia e da retórica, que subverte a Verdade, fazendo que o Direito se entorpeça, se curve até ficar torto, escamoteado no labirinto caótico desses milhões de garatujas rabiscadas nos massudos calhamaços denominados autos e processos.

          Sim: - Não é essa justiça de cinismo e de contrastes revoltantes, pois enquanto condena, sem apelo, o pária, o mísero que furta um pão para matar a sua fome, ela absolve o criminoso da elite, ou atenua a responsabilidade e livra do cárcere os políticos venais e os gatunos que, "em grande estilo", roubam milhões!

          Eis por que a presença da efígie de Jesus crucificado, que se vê na parede dos seus tribunais, somente se justifica, só tem razão de ser porque nesse patíbulo, também, muitas vezes, a Razão, a Verdade e o Direito são crucificados na cruz da iniquidade, por essas sentenças horizontais e vergonhosas, que rebaixam e aviltam o caráter, a consciência da própria Humanidade!


sábado, 1 de junho de 2013

Cartilha Materna



Cartilha Materna
Alberto Nogueira da Gama
Reformador (FEB) Maio 1964

            Na constelação do Lar, fulge, como estrela de primeira grandeza, a presença da mulher-mãe.
            A luz do seu olhar, despertamos para a Vida.
            Ao calor do seu hálito, aprendemos a balbuciar as primeiras palavras.
            Dos seus lábios, ouvimos cariciosas expressões de Amor.
            De suas mãos, recebemos a amenidade de ternos afagos.
            De sua voz, recolhemos doces modulações de uma alma em festa.
            Ao contato dos seus desvelos, ensaiamos os primeiros passos.
            Seu espírito de candura e fervor nos incute a ideia de Deus e o hábito da oração.
            Influenciados por seus ensinos e exemplos, formamos o nosso caráter e adquirimos uma mentalidade própria.
            Independente dessas coisas, eu registo a mais a existência, comigo, de uma cartilha materna, que é para mim joia de peregrina beleza.
            Vejam só como os seus ensinamentos, lapidados e fulgurantes, são de sublimada inspiração!

Não troques o amor velho pelo novo.

Não deixes o certo pelo duvidoso.

Quem não se dá ao respeito,
não pode ser respeitado.

Uma ovelha má põe um rebanho a perder.

Quem não quer ser lobo não lhe vista a pele.

Quem não deve, não teme.

Quem diz o que quer, ouve o que não quer.

Cada um dá o que tem.

Quem tudo quer saber, mexerico quer fazer.

O saber não ocupa lugar.

Não é por um burro dar coices
que se lhe vai cortar a perna.

. Nunca devemos dizer que deste pão
não comerei e desta água não beberei.

Quem quer faz, quem não quer manda.

A educação cabe em todo lugar.

O desengano das vistas é furar os olhos.

Não cuspa no prato em que comeu.

Não deixes para amanhã
o que podes fazer hoje.

Quem canta, seus males espanta.

Quem chora, seus males adora.

Quem a boca de meu filho beija,
a minha adoça.

Quem ama a Beltrão, ama a seu cão.

Pelos santos se beijam as pedras.

Tomar conta e dar conta do recado.

Fazer o bem sem olhar a quem.

Junta-te aos bons e serás um deles,
junta-te aos maus e serás pior do que eles.

Antes sozinho que mal acompanhado.

Quem quer amar, rigores não impedem.

Quem tem vergonha não envergonha.

Quem não pode com o tempo,
não inventa moda.

Quem boa romaria faz,
em sua casa está em paz.

As boas e as más ficam com quem as faz.

Alma ocupada não é tentada.

Quem boa cama fizer, nela se deitará.

Quem diz a verdade não merece castigo.
Quem dá o pão, dá a educação.

Deus ajuda a quem trabalha.

Livra-te dos males
que eu te livrarei dos ares.

Ajuda-te e o Céu te ajudará.

O bom julgador por si julga os outros.

Gato ruivo do que usa disso cuida.

Quem bem fizer, para si é.

O pouco, com Deus, é muito.

Deus ajuda a quem cedo madruga.

Quem tudo quer, tudo perde.

Quem muito fala, muito erra.

Em boca fechada não entra mosca.

Muito riso é sinal de pouco siso.

Quando a cabeça não tem juízo,
o corpo é quem paga.

Deixar a razão morrer
para o corpo poder viver.

Quem não aprende em casa,
aprende na rua.

Primeiro a obrigação,
depois a devoção.

Quem espera em Deus, sempre alcança.

            Mãe, pressinto que estás para partir. Teu corpo vai-se definhando aos poucos. Mas o teu Espírito, amoroso e dedicado, fiel e leal, bom e justo, está sempre lúcido, ativo e vigilante, querendo saber, de cada um de nós, se vamos bem de saúde, se estamos bons como se os doentes fôssemos nós e não tu, a quem vemos de viagem marca da para a Eternidade.

            Para mim, tu não morrerás, mãe amada de minha vida, mãe querida dos dias meus! Além de crer-te imortal, creia-te imortalizada em mim mesmo, pensando, falando e agindo na intimidade do meu ser, como oráculo iluminado ou anjo luminoso, cuja imagem estará comigo em toda parte e por todo o sempre.

            Quero ardentemente a tua santa companhia, hei de desejar-te fervorosamente a divina presença, onde quer que eu esteja ou me encontre, para que possa, um dia, vir a ser ainda o homem que tu, em tua grandeza d’alma, sonhaste fazer de mim, e mereça, assim, a gloriosa láurea de continuar teu filho fazendo jus à inefável bênção do Pai Celestial por me ter contemplado com a melhor e mais completa das mães.