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quarta-feira, 11 de abril de 2012

25 - 'Doutrina e Prática do Espiritismo'




 25      * * *



            Dissemos no capitulo anterior que o papel atribuído ao perispírito, no ponto de vista fisiológico, nos não parece positiva e satisfatoriamente definido, não obstante as tentativas com esse objeto empreendidas por ilustres expositores da nossa doutrina, entre os quais Gabriel Delanne ocupa lugar preeminente.

            Ocupando-se, com efeito, do "funcionamento orgânico", nessa obra erudita e copiosamente documentada que é A EVOLUÇÃO ANIMICA, assim se exprime ele (1) :

            (1) Cap. I  págs. 29 e 30.

            "O corpo de um animal superior é um organismo complexo, formado por um agregado de células diversamente reunidas, no qual as condições de vida de cada elemento são respeitadas e o funcionamento de cada um é subordinado ao conjunto, isto é, possui independência individual, mas deve obediência à vida total.
                "Cada órgão tem sua vida própria, sua autonomia; pode se desenvolver e reproduzir independentemente dos outros tecidos. É autônomo, pois que não reclama nem aos tecidos vizinhos nem ao conjunto as condições essenciais de sua vida, as quais possui em si, devido a sua natureza protoplasmática . Por outro lado, está ligado ao conjunto por sua função, ou pelo produto de sua função. "

            E, depois de estabelecer, por uma desenvolvida exemplificação, a analogia entre a vida orgânica e a dos habitantes de uma cidade, cada um com sua ocupação e sua atividade próprias, e todos concorrendo para um fim comum, acrescenta o eminente propagandista, em relação ao organismo:

            "Essas funções tão diversas, que se harmonizam para concorrer à vida total, são necessariamente dirigidas por uma força consciente do fim a preencher (2). Não é o acaso que preside a essa coordenação, a essa multiplicidade sapiente, porque os mesmos órgãos, as glândulas por exemplo, ainda que constitutivamente semelhantes entre si na sua totalidade, fornecem todavia secreções variadas, conforme o lugar que ocupam no organismo.

            (2) O grifo é nosso, e adiante se verá porque o fazemos.

            "Existe, portanto, uma hierarquia nesses aparelhos, uma ordem preestabelecida, que se mantém rigorosamente durante toda a vida. Ora, esse regime vital não está impresso na matéria instável, oscilante, incessantemente renovada; reside nessa parte fixa, invariável, que se chama duplo fluídico. Esse perispírito, cuja existência nos foi demonstrada pela experiência, é indispensável para conservar a estabilidade do ser vivo. No meio da extrema complexidade das ações vitais, nessa perpétua efervescência que resulta da ininterrupta corrente das decomposições e recomposições químicas composições químicas, cuja atividade jamais se detém, no emaranhado dos nervos, dos músculos, das glândulas - circulam, se cruzam, se misturam, penetram líquidos e gases, numa aparente desordem, ela qual sairá, entretanto. a mais admirável regularidade.
                "As grandes operações da digestão, da respiração, das secreções, as ações tão variadas dos sistemas nervoso, motor, sensitivo ou ganglionar, não serão alteradas. Cooperando ininterruptamente na manutenção do meio orgânico, elas lhe fornecem incessantemente os materiais da síntese assimiladora, e todas essas ações tão multiplicadas, tão diversas e, todavia, tão constantes se realizam apesar da ininterrupta renovação de todas as moléculas que formam esses diferentes órgãos.
                "A matéria nova, trazida pelos alimentos, parece em verdade testemunhar uma inteligência perfeita, relativamente ao fim a preencher; mas, quando consideramos que todas essas moléculas são passivas, destituídas de toda espontaneidade, somos conduzidos necessariamente a perguntar que força é que dirige esses inumeráveis produtos químicos e utiliza suas propriedades particulares, para produzir a grandiosa harmonia da obra vital."

            Sem regatearmos, por nossa parte, os aplausos que merece a tentativa do nosso ilustre correligionário, no sentido de determinar, à luz dos novos princípios, a natureza e a origem da ação recôndita a que obedecem os diferentes movimentos da vida vegetativa do individuo, estamos todavia longe de a atribuir privativamente ao perispírito, uma vez que, ele próprio o assinala, essa direção atesta uma força consciente do fim a preencher".

            Seria preciso, em tal caso, reconhecer naquele revestimento fluídico, mais que aptidões, instintivamente automáticas fixadas e desenvolvidas a poder de incessantes repetições através a imensa escala evolutiva, como em sua demonstração o admite o eminente autor, uma capacidade organizadora e diretora muito mais sábia, minuciosa e previdente que a do próprio espírito, à revelia de cuja vontade e consciência se operam as funções orgânicas.

            Teríamos assim - é o caso de indagar - sotoposta à inteligência do homem uma outra inteIigência encarregada de presidir e, mesmo, pôr em prática, todo o complexo mecanismo vital? Haveria então um duplo ser intelectual coexistindo na personalidade humana, cada um com o seu círculo determinado de aptidões e de funções independentes? Ou, como o admitem outros, aquela ação diretora ,e coordenadora pertence ao domínio do subconsciente (1), isto é, à parte profunda e ignorada da consciência humana, em que jaz acumulado o imenso tesouro de conhecimentos e capacidades, adquiridos uns, exercitadas outras na sucessão dos ciclos de milenária evolução percorridos pelo ego espiritual, desde os seus remotos ensaios de individualização até à nossa espécie?

            (1) "O ser subconsciente desempenha não somente o papel diretor e centralizador da personalidade atual, mas também uma função capital na origem, desenvolvimento e conservação dessa personalidade.
                "Fornece-lhe indubitavelmente suas faculdades inatas, suas predisposições intelectuais ou artísticas e se esforça por adapta-las  o melhor possível ao funcionamento orgânico.
                "É' possível também, mesmo provável, que desempenhe um papel no desenvolvimento do organismo, pois que – sabemo-lo possui uma faculdade organizadora da matéria.
                "Mantém, finalmente a permanência geral da personalidade, em meio da perpetua renovação molecular durante a vida." (Doutor Gustave Geley, L'ÊTRE SUBCONSCIENT, cap. IV, pag. 101.)

              Esta última hipótese tem, pelo menos, sobre a teoria do perispírito como agente e coordenador das funções vitais a vantagem, que a torna preferencialmente admissível, de atribuir à inteligência operações que só da inteligência podem ser produto. Uma e outra, contudo, ainda ficam distanciadas da plenitude de esclarecimentos reclamados por uma detida meditação do magno problema.

            Sem dúvida o perispírito não é de todo estranho ao funcionamento orgânico, pois que, ao contrario, instrumente do espírito em todas as suas relações com a matéria e, particularmente, com o corpo físico (associado, como ficou estabelecido. ao duplo etéreo deste) , a ele se deve referir - já o dissemos - a conservação desse mesmo corpo em suas linhas estruturais, como em sua hierarquia de órgãos e harmonia de funções. Tanto quanto, porém, podemos conjecturar, no estado atual de nossos conhecimentos, acerca das propriedades de tal revestimento etéreo, a sua ação no organismo é puramente mecânica, nenhum dado positivo autorizando a supô-la consciente ou volitiva. Outra deve ser, portanto, a sede da vontade ou, mais propriamente, da intenção com que na economia orgânica são efetuadas todas as operações tendentes à reparação local ou geral dos tecidos, como ao funcionamento harmônico do todo.

            Residirá no subconsciente, como o pretende o doutor Gustave Geley? - É essa uma hipótese - acabamos de o dizer - mais razoavelmente admissível, posto que ainda não inteiramente satisfatória.

            Se, com efeito, considerarmos que todo o complexo mecanismo vital, não somente no homem, senão em todos os vertebrados superiores e mesmo abaixo, por toda a escala zoológica, se assinala pela indicada regularidade e na harmonia, atestando o mais sapiente poder de síntese de organização, havemos de reconhecer, ou que essa recôndita capacidade que todos os seres, mesmo os mais inferiores, possuiriam em si mesmos (também no subconsciente?), neles revela uma ciência da vida e da utilização pessoal dos seus processos, que transcende a sabedoria do mais sábio dentre os homens (1), o que seria absurdo, por contraditório da própria lei de evolução, ou que essa capacidade, sem embargo de se exercitar no indivíduo, cooperando acaso com aptidões latentes, nele apenas pressentidas, lhe é exterior.

            (1) Nenhum ainda conseguiu, de fato, nas experiências de laboratório, produzir um ser vivo, mesmo o mais rudimentar.

            Recuamos assim, da consideração da vida nos particularizados aspectos sob que se nos apresenta em qualquer dos seres organizados, para a remota cogitação da sua origem, o que vale dizer: dos efeitos imediatamente apreciáveis remontamos à Causa a que se prendem. Lograremos mais completa explicação dos seus fenômenos e o que nos é indicado como função do perispírito ou do subconsciente será mais claramente determinado, assim no conjunto como em cada uma de suas partes, mediante a ponderação desse fator?

            Nem tanto é licito pretendermos. Deslocando, porém, a nossa indagação do terreno propriamente científico, tão semeado ainda de obscuridades - força é confessar - para o domínio metafísico ou, se o preferirem, do incognoscível, em que, para os não iniciados, mais se adensam as caligens[1] da incerteza, e sugerindo as dúvidas que ai ficam sobre as propriedades fisio-biológicas do perispírito e o papel simultaneamente atribuído ao subconsciente nas funções vitais, não temos em vista arquitetar, em substituição, uma fórmula integral para a solução desse problema, senão fazer obra de sinceridade, preferindo confessar a nossa incapacidade para Ir tão longe, dada a penúria dos nossos meios de investigação, a adotar prematuras conclusões e reconhecer como verdade adquirida o que só a titulo de hipótese e como ponto de partida para mais amplo descortino pode ser transitoriamente admitido.

            O que, não unicamente, a razão, baseada no conhecimento superficial das coisas, mas a contemplação interior, volvida para os grandes problemas espirituais, nos diz singelamente é que a Vida, ou seja  com Bergson entendida como "o fluxo de uma fonte sobrenatural e inexaurível através o universo material", ou vagamente definida como "uma das formas do dinamismo universal" segundo ouvimos de um laureado cientista (1), ou ainda "uma vibração divina, porque tudo no universo é vibração" (Ed. Grimard) , é sempre inextricável no mecanismo de seus íntimos processos, quer a consideremos no mais rudimentar como no mais complexo dos seres, assim a contemplemos no desabrochar das flores como na gravitação dos astros.

            (1) Dr. Oscar de Souza, Conferência no salão da Biblioteca Nacional, 1916._

            O mais que pode fazer o pensador é auscultar-lhe os ritmos e acompanhar as fases, em caso algum podendo, sem risco de extravio, isolar as manifestações de uma só das pequeninas vidas, isto é, de qualquer ser que considere, o homem inclusive, da grande Vida a que todos se vinculam.

            O nosso ponto de vista, portanto, vem a ser que a Inteligência, de que, com o desenvolvimento que reclama,  nos ocuparemos em capítulo adiante e a cujo poder criador se deve o aparecimento de todas as formas, como de todos os seres que as animam, em nosso minúsculo planeta e em todos os insondáveis planos do universo, é que organiza por toda parte a vida, e a transforma, particulariza e multiplica, mediante leis impecáveis e harmônicas, que são a expressão da sua própria vontade e pensamento. É uma espécie de sugestão universal a que obedece toda a criação, do mais ínfimo ao mais elevado dos seres e que se traduz numa simples palavra: evoluir.

            Opera diretamente essa Inteligência na ordem material e física, ou, como é lógico supor de preferência, lhe servem de intermediárias as inteligências que, em todos os graus da evolução, lhe demoram abaixo, desce as mais elevadas até as que, por sua condição de inferioridade se aproximam da matéria? E, no caso das funções vitais e orgânicas do homem - para regressarmos à tese que nos preocupa - é ela que representa, assim descandentemente: transmitida, aquela força consciente do fim a preencher, força vigilante e sábia, que tudo regula, dirige, modifica e apropria aos planos providenciais a que obedece a vida? É indubitável, pois que - já o dissemos - qualquer das pequeninas vidas que consideremos é um elo inseparável dessa grande Vida.

            Como se lhes transmitem, porém, os movimentos desta? Que papel desempenha nessa transmissão, ou até que ponto lhe percebe, mesmo subconscientemente, os dinamismos o espírito do homem e como, a seu influxo, opera o perispírito, laço que é entre aquele e o corpo físico? - Prematuras questões, em cuja indagação, por desamparados de meios analíticos, seria temerário aventurar-nos.

            Nem o que a esse respeito se encontra exposto na doutrina teosófica (1), singularmente pormenorizado - e talvez por isso mesmo - nos parece inteiramente satisfatório, por enquanto ao menos.

            Resignemo-nos, portanto, a permanecer modestamente no domínio da generalidade sob que nos é possível encarar a função meramente intermédia e auxiliar do perispírito na economia orgânica, e, para rematar estas considerações sobre a ação conjugada dos elementos que compõem a personalidade humana, vejamos se com melhor fortuna poderemos determinar a influência que sobre a duração da vida exerce, como fator preponderante, o fluido vital.

            (1) Vide Annie Besant, CONSTITUCIÓN SEPTENÁRIA DEL HOMBRE, com frequentes citações da DOUTRINA SECRETA, de H. P. Blavatsky, e Dr. Th. Pascal, ESSAI SUR L’ÉVOLUTION HUMAINE, cap. III.



[1] Nevoeiro denso, trevas... do Blog.

O Desastre



O Desastre


            Faziam aquela viagem buscando paz, renovação interior, após o cansaço das tarefas acumuladas.
            Desde que se consorciaram, era a primeira vez que fruiriam as bênçãos de merecidas férias.
            Filantropos, cooperavam ativamente nos empreendimentos assistenciais da comunidade onde viviam.
            O automóvel  corria, célere, e as horas passavam agradáveis.
            Subitamente ele parou o veículo e recuou.
            Pareceu-lhe ver, tombado no precipício, um carro novo. O instinto fê-lo saltar precípite e correr na direção do desastre. A esposa o seguiu.
            Olhando, cuidadoso, percebeu um jovem entre os ferros contorcidos, ainda com vida. Não titubeou. Empenhou esforços e resgatou o corpo, que transportou para o seu próprio automóvel. O moço parecia em coma.
            Quase noite, como estivesse próximo a populosa cidade, para lá rumou e dirigiu-se ao hospital que lhe indicara um transeunte ...
            Enfermeira, por favor, traga uma maca. - Adentrou-se, solicitando, desesperado. - É um acidentado ...
            - Parente seu?
            - Não.
            - Tem Instituto?
            - Ora, não pude examinar. Parece-me que não tem documentação.
            - Por que o senhor mão chamou a polícia?
            - Não houve tempo.
            - O senhor se responsabiliza pelas despesas?
            - Claro que mão. Estou em trânsito. Isto é uma emergência.
            - Então, não podemos aceitar o paciente.
            - Por Deus!
            - Ordens do diretor ... Todavia, se ele mandar...
            - E onde está?
            - Foi ao cinema ...
            Conduzindo o acidentado e guiado por informações, localizou a casa de diversões e o  médico foi chamado. Informado da ocorrência, o esculápio arrematou:

            - Lamento muito, mas não posso fazer nada. Não recebemos indigentes e não somos "mensageiros da caridade".
            - Mas, doutor, o rapaz está à morte.
            - Problema do senhor, Por que o não deixou na estrada, avisando a Polícia Rodoviária?
            - É o cúmulo!
            - Em todo o caso, tente conseguir do Prefeito uma autorização, mediante a qual se responsabiliza pelas despesas.

            Novas buscas, demoradas, por fim coroadas de êxito. O chefe do Executivo local, após ouvir a narração do lamentável desastre, cedeu uma autorização.

            Novamente foi buscado o médico, enquanto o casal e o paciente aguardavam à porta do hospital. À sua chegada foi trazida a maca para remoção.

            Quando o corpo estava sendo transportado, no corredor, o médico olhou de soslaio e deu um grito. Era seu filho, de 16 anos, que saíra de carro sem sua permissão. Pânico no nosocômio.

            - Emergência! - alguém gritou.

            Tarde demais. O jovem estava morto.

            Passaram-se 3 horas, desde que o casal percorria a cidade, tentando interná-lo na Casa de Saúde do genitor ...

*

            A mãe notificada, enlouqueceu, e o pai, que, exigia rigorosa documentação para não perder dinheiro, cerrou as portas do hospital, depois de perder o filho.

            O casal generoso, porém, ao retornar à sua cidade e reuniu amigos e, sob a emoção da tragédia, deu início a uma Associação de socorro gratuito a acidentados, mediante convênio com as entidades especializadas da sua comunidade, objetivando atender casos que tais, de imediato, enquanto se tomem outras providências.

*

            Desastre maior, cada dia, é o esfriamento dos sentimentos e o arder das paixões.
            
            Tu, que conheces Jesus, reflete e age.


Ignotus
por Divaldo Franco

Página psicografada em 29/6/73, em Salvador, BA.

in Reformador (FEB)  em Jan 1974


11 de Abril



11 de Abril

Em síntese, caro amigo,
No mundo, a gente, a meu ver,
Muito pouco sofreria
Se soubesse agradecer.


Cornélio Pires 
por Chico Xavier
in ‘Baú de Casos”
 (IDE André Luiz   SP SP)



terça-feira, 10 de abril de 2012

10 de Abril



10 de Abril

Aceita com paciência
Crise, golpe, provação...
O sofrimento é remédio
bendita a reencarnação.


Cornélio Pires 
por Chico Xavier
in ‘Coisas deste Mundo”
 (2ª Ed  1982  O CLARIM)



segunda-feira, 9 de abril de 2012

9 de Abril




09 de Abril

Veja assim o ensinamento:
Vida correta é dever,
Vale mais sofrer na vida
Que a gente fazer sofrer.

Cornélio Pires

por Chico Xavier
in ‘Baú de Casos”
 (IDE André Luiz   SP SP)



domingo, 8 de abril de 2012

Religião é Vida



Religião é Vida

"Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vai ao Pai senão por mim"
 Jesus (João, 14:6).

            Você é convocado para uma nova ideia de Religião.
            Não se trata de mera inovação humana. É o retorno ao sentido legítimo de Religião.
            Certo é que Você terá visto muita gente fazendo do templo de fé o local da prática religiosa.
            Templo, porém, é escola do coração.
            Ali se aprende.
            A prática dos ensinamentos morais do Cristianismo puro, contudo, pede por palco a própria vida.
            Nada de locais restritos e especiais.
            É junto de seus familiares, ao lado de seus amigos, no encontro com seus desafetos, que Religião alcança a sua dinâmica de "ligação com Deus".
            Jesus viveu religiosamente em toda parte.
            Jamais fugiu do mundo.
            Você é chamado para isso: para viver no campo do amor ao próximo, ajudando a construir um mundo novo a partir das fronteiras de seu próprio mundo íntimo.
            Evangelho é mensagem de Vida.
            A sua presença, no cotidiano, corresponde a um abrir de olhos, a uma visão mais ampla da existência, permitindo que Você se coloque corajosamente diante de Você mesmo.
            A Boa Nova é o caminho.
            Os Espíritos, rompendo com as barreiras do Além, vêm convocá-Ia para rasgar os horizontes de novas esperanças.
            Eles e Você estão juntos.
            O grande desafio, que abala os orgulhosos e confunde os egoístas, é para que Você tenha a coragem de amar, de querer paz, de construir e reconstruir o seu destino.
            A serenidade é o salário do Bem.


J Alexandre  
in Reformador (FEB)  em Jan 1974



8 de Abril




08 de Abril

Enfermidade na vida
Por mais triste, mais atroz,
Muita vez é recurso
Para guardar-nos de nós.


Cornélio Pires 

por Chico Xavier
in ‘Coisas deste Mundo”
 (2ª Ed  1982  O CLARIM)

sábado, 7 de abril de 2012

Sacramentos Espíritas?



Sacramentos
 espíritas?

                        O Espiritismo, suscitado numa época por excelência caracterizada pela liberdade de pensamento, pelo espírito de crítica e de raciocínio; que, como ciência repousa sobre fatos de observação, milhares de vezes comprovados, como filosofia apoia-se nas mais sólidas induções e deduções que daí decorrem, submetendo todos os ensinos espirituais ao cadinho da lógica inflexível, e como moral, finalmente, vem por termo ao reinado da letra que mata, substituindo-o pelo do espírito que vivifica: o Espiritismo virá a ser um dia uma religião com tudo o que as deforma e esteriliza, isto é, com dogmas, sacerdotes, liturgia, sacramentos, numa palavra, com todo o complicado aparato do culto exterior que, em todos os tempos, deveram as religiões o seu efêmero prestígio, mas também por fim a sua ruína inevitável e fatal?

            Seria necessário desconhecer a significação do tempo que vivemos e o papel que o Espiritismo é chamado a desempenhar, como propulsor do progresso humano, incompatível com aquelas embaraçosas engrenagens, para concluir pela afirmativa.

            Com efeito, a revelação espírita surge em uma época em que a humanidade, suficientemente esclarecida, acha-se preparada para compreender a inutilidade das fórmulas e do formalismo, e tende a buscar a satisfação de suas latentes aspirações de felicidade e de progresso, não nas práticas, mais ou menos materiais, do culto exterior, mas no desenvolvimento sistemático das forças ocultas da alma , que lhe permitirão uma posse, um conhecimento e, por conseguinte, um gozo espiritual tanto mais intenso quanto maior for o apuro e o desenvolvimento das suas faculdades.

            Até aqui, a educação religiosa do homem se tem feito mediante a imposição de um certo número de preceitos, cuja observância – diziam-lhe – asseguraria a salvação. Hoje, pelo Espiritismo, sabemos  que o destino é regido por leis sábias, inflexíveis, amorosas e  equitativas que “dão a cada um segundo suas obras”, isto é, que exigem de toda criatura, para que efetivamente progrida, se adiante e engrandeça espiritualmente, o esforço constante e pessoal, no exercício das virtudes cristãs, por um longo estudo e conhecimento de si mesma, destruindo todas as tendências trazidas do passado, e estimulando as secretas aspirações de Bem e da Verdade, que em todas Deus depositou. Não há assim progresso possível, sem a intervenção da própria atividade consciente, muito embora não cesse a divina Bondade de outorgar-lhe seus favores, suprindo em misericórdia o que em merecimento falta. Mas a inciativa é necessária.

            Daí resulta que, estabelecendo-se cada vez mais íntimas e permanentes as relações entre as criaturas e o Criador, por intermédio dos seus mensageiros, e cumprindo a cada uma fazer do seu próprio coração o tabernáculo em que o adore em espírito e verdade, praticando as suas leis, desaparece inteiramente toda a razão de ser dos formalismos, cerimonias e exterioridades cultuais, que as religiões até agora inculcaram necessários à salvação dos homens.

            O Espiritismo, pois, que vem preparar, inaugurar e estabelecer definitivamente na terra esse reinado  do espírito, por Jesus anunciado e prometido à Samaritana, jamais se poderá constituir uma religião dogmática, enfronhada na modesta roupagem dos complicados e estéreis cerimoniais que caracterizam em geral todas as religiões.

            Assim não o parecem infelizmente entender alguns confrades que, ora aqui, ora nos Estados - como esses do interior de S. Paulo- tem ido pouco a pouco introduzindo nas práticas espiritas umas tantas cerimônias, de que porventura se lhes afigura impossível prescindir.

            Está neste caso o batismo, de que aqui particularmente nos ocuparemos, e que  em maior ou menor escala vai sendo praticado em centros e grupos, a cujos diretores fazemos a justiça de atribuir a boa fé ingênua de com isso acreditarem não infringir as normas genuinamente espíritas.

            Ora, é porque somos dos que consideram essas práticas uma infração positiva de tais normas, e num intuito de elucidação do assunto, na medida de nossa limitada capacidade, que são traçadas estas linhas.

            Antes de tudo convém definir a significação e os efeitos daquele sacramento e para isso não é necessário mais que recorrermos à fonte originária e às tradições religiosas de que procede, e em que ainda permanece.

            O batismo da água foi instituído primitivamente, mas transitoriamente, por João, o precursor, por isso denominado o Batista, que, porém, anunciava abertamente que, após ele vinha o que batizaria no espírito, isto é, o Cristo, que daria aos homens as leis espirituais pelas quais se deveriam reger de então em diante, regenerando-se em seus preceitos, que não nas abluções exteriores, de mero simbolismo. Esse símbolo não era contudo aplicados senão a homens adultos, e depois de uma pública penitência ou confissão de suas faltas, submetendo-se eles espontaneamente, livre e voluntariamente a essa prática.

            Introduzido mais tarde nos hábitos da igreja cristã, então nascente, veio a adquirir o cunho de um dogma perfeitamente característico e definido, tal como até hoje se mantém, atribuindo-se-lhe o maior alcance e a mais alta significação.

            São estes os seus efeitos: extingue-se a mácula do pecado original e torna cristão; confere a graça santificante, como dá direito aos frutos da redenção e, por conseguinte, ao céu torna filho da igreja, submetido às suas leis e apto a receber os outros sacramentos, que sem ele são nulos. Imprime à alma uma característica inapagável e não pode por isso ser jamais reiterado. É, finalmente, indispensável à salvação.

            Assim, o estatuiu a teologia católica, a que nos reportamos fielmente. E tamanha era a importância que lhe atribuíram que, nos primeiros tempos da igreja, organizada como tal, os adultos não eram admitidos ao batismo senão depois de terem percorrido os três sucessivos graus do catecumenato: primeiramente como ouvintes, recebiam a necessária instrução; em seguida, como competentes, assistiam ao começo da missa e praticavam as abstinências de preceito; como eleitos, por fim, recebiam solenemente o batismo, ministrado quer na véspera da Páscoa, quer do Pentecostes.

            Eis aí, pois, definido em sua significação e em seus efeitos esse sacramento, que alguns menos refletidos têm procurado introduzir nas práticas espiritas .. E aqui cabe perguntar-Ihes se, adaptando-o, conservam -lhe os mesmos atributos e vantagens acima enumerados, desde a extinção do pecado original até a outorga formal da salvação.

            Optarão sem duvida pela negativa e nem é preciso para isso aguardar-lhes o pronunciamento. Mas então a que título o adotam? Que significação lhe atribuem? Será por mero espírito servil de imitação que o copiam do ritual católico?

            Há evidentemente- seja-nos licito afirmar de nossa parte- no fundo do pensamento que tem inspirado a uns tantos espíritas a introdução dessa cerimonia em seus processos, ou uma forte e inveterada reminiscência dos hábitos de passadas vidas. ou, pelo menos, uma influência de sua atual educação religiosa.

***

            Alegarão eles que o que praticam não é o batismo d'água,  tal como o faz a igreja; alguns mesmo chegam com efeito, a dissimular o ato, substituindo-lhe o nome pelo de “apresentação espiritual” supondo ter assim dissipado toda confusão e porventura inventado alguma coisa nova. E esse será talvez o evasivo pretexto, de que muitos ainda se socorrerão, para não renunciar a tal prática, no seu conceito, indispensável à nova  e estranha liturgia . Julgar-se-ão assim justificados, podendo alegar que não praticam o batismo: limitam-se à “apresentação” aos guias espirituais do recém nato.  

            Mas apresentação para que? Para esses guias invocados tomem sob sua proteção o espírito que mais uma vez volta ao planeta? Será então para isso indispensável uma tal formalidade, ou mesmo sem ela o guia espiritual não cessa de velar pelo ser confiado aos seus cuidados?

            Se é indispensável, a doutrina espírita não está na verdade, quando afirma que toda criatura, todo espírito, desde o começo de sua evolução e durante a encarnação como na erraticidade, tem sempre a encaminhar- Ihe os passos e sugerir-lhe as boas resoluções um anjo tutelar, que o não abandona senão quando ele adiantou-se, evoluiu ao ponto de poder, por sua vez, constituir-se o guia de outros mais atrasados, como outrora o foi.

            E se a apresentação não é indispensável - e não o é, porque seria a negação da previdência de Deus, desse modo colocada à mercê da claudicante iniciativa humana- nada justifica a sua supérflua inclusão nos hábitos espiritas. Deve, portanto, ser banida.

            Ao demais, quando essa prática, com o nome de batismo ou de apresentação – importa pouco – não tivesse contra si a inoportunidade, isto é, quando não fosse levada a efeito ao momento em que o espírito encarnado menos consciência tem de si, por isso que se acha na plenitude da perturbação, mal entreabertos os olhos à indecisa luz do exterior e, por conseguinte menos pode conhecer os efeitos de um ato em que não toma parte, não constituiria menos esse enxerto um erro grave e um funesto precedente.

            É um erro grave, porque importa antes de tudo em uma violação da liberdade de consciência individual. Por menos, com efeito, que se queira atribuir a esse batismo original o valor e o cunho da imposição da fé espírita, não é menos certo que o batizando ficará inscrito nos registros (?) da nova comunidade, com incontestável gáudio para as secretas intensões dos seus progenitores. Dirão estes que, sendo o Espiritismo a melhor das Doutrinas só pode haver benefício em se anteciparem eles à escolha de seu filho, incluindo de antemão nas fileiras a que há de pertencer mais tarde.

            Foi assim que também raciocinaram nossos pais, quando nos fizeram conduzir à pia batismal, e foi igualmente assim que entenderam e praticaram todas as anteriores gerações, que- está-se vendo --possuíam do respeito ao livre arbítrio uma noção que não pode ser positivamente a mesma que possuem, ou pelo menos devem possuir, os espíritas. E com tudo isso não se puderam evitar as apostasias c abjurações.

            Por melhor, pois, que considerem, e com justa razão- não há negar- a doutrina espirita em relação a todas as demais, nenhum pai tem contudo o direito de ligar de antemão seu filho, por uma fórmula ou uma cerimônia qualquer, a sua própria crença. O que lhe cumpre é educa-lo nos mais puros preceitos da moral cristã, mais por exemplos que por palavras, e esperar que, crescendo à sua sombra tutelar, venha ele mais tarde a adotar livremente as mesmas convicções religiosas. Se o contrario se der, se refratário aos ensinos e  exemplos paternos, o filho, obedecendo a uma tendência natural de seu espírito, preferir qualquer outra das religiões ainda existentes sobre a terra , ao menos restará aos pais o consolo, não somente de ter cumprido o seu dever de exemplificação, mas também de haver fielmente respeitado a liberdade de consciência do que por Deus lhes fora confiado, abstendo-se de viola-la em qualquer tempo.

            Reconhecemos quão difícil é atrair à própria crença pela integridade dos exemplos, que de alguma sorte impô-la por uma cerimônia momentânea; mas é muito útil e eficaz.

***

            Quando ao precedente funesto a que aludimos, consiste ele no próprio fato da adoção de uma solenidade formalística, incompatível – repetimos – com o cunho eminente e exclusivamente espiritual da nossa Doutrina.

            Há, com efeito, sempre um perigo na iniciativa de atos dessa ordem. E se é verdade que o Espiritismo, como dizíamos em começo, se apresenta e – temos fé – se conservará para o futuro com aquele característico de pura espiritualidade, graças sobretudo à universalidade da fonte em que se regenera e terá perpetuamente a segurança de sua evolutiva renovação - o mundo espiritual – não é menos certo que a adoção de exteriores formalidades pelos seus crentes poderá pelo menos criar embaraços às gerações futuras.

            Convém nunca perder de vista as lições que a história da igreja nos oferece. Ao começo os cristãos se reuniam,  para elevar ao céu as suas orações e estudar em comum o Testamento deixado pelo Divino Mestre, até um certo tempo conservado apenas na tradição oral, e mais tarde reduzido a texto escrito. Essa comunhão fraterna era ilustrada unicamente pela palavra dos profetas, ou médiuns, que, sob a inspiração e direção dos espíritos prepostos, dirimiam as dúvidas e elucidavam os ensinos.

            Depois foram adotados alguns cânticos que, a pretexto de predispor as almas para o recolhimento e a unção religiosa, não foram mais que o pretexto fatal para outros acessórios, e mais outros, até chegar-se ao estado atual da igreja, que outrora, e por muito tempo infelizmente, foi do Cristo, mas que degenerou por fim nessa mundaneria em que o fausto, as pompas, as riquezas, tudo em suma o que pode entreter e lisonjear os sentidos, vieram a substituir esse indispensável trabalho de aperfeiçoamento da alma, mediante o cultivo de suas faculdades. Que contraste, realmente, entre aquelas assembleias recolhidas, afetuosas e fraternas dos primeiros cristãos e as solenidades pagãs e ruidosas da moderna igreja, entre a simplicidade espiritual e pura de suas crenças e o amontoado de dogmas, regras e pretensões teológicas atuais.

            Cumpre pois, ter sempre em vista essas lições e banir sistematicamente tudo o que possa importar na organização de um ritual. Lembremo-nos de que muito pode o respeito ao passado e às tradições, e de que, instituindo certas práticas, colocaremos os nossos sucessores na desagradável perplexidade de, ao romper com os precedentes, escandalizando a muitos, ou conservar religiosamente o legado transmitido, em respeito à ‘sabedoria’ dos seus maiores..

            E não será temerário nem gratuito vaticinar a possibilidade de se formarem correntes de opiniões em um e outro sentido, com evidente risco de perturbações e anarquias, que desde agora a prudência e a noção que devemos ter das nossas responsabilidades nos aconselham evitar.

            Façamo-nos espíritas de fato e, como tais, homens novos, inteiramente emancipados de formalísticas rotinas, fiéis ao Cristo e aos seus mandatos, unicamente preocupados de por em prática os seus ensinos, hoje em toda a sua pureza restabelecidos em espírito e verdade.

assina   Pedro Richard

in Reformador (FEB), ano XXIII, número 23
em 03 de dezembro de 1905

Passados cerca de 70 anos, em 1973, recebemos outro alerta, desta vez em forma de artigos publicados no ‘Reformador’ e mais tarde apresentados sob a forma de livro, assinados pelo Jornalista Luciano dos Anjos, sob título ‘O Atalho - Análise crítica do Movimento Espírita’ (Ed. Lachatre), que nos diz dos descaminhos tomados pelo movimento espírita à época. Somados outros 40 anos, infelizmente, alguns dos nossos companheiros continuam preferindo os atalhos à rota segura indicada pelo Cristo de Deus em seus anos de ministério. Finalizamos com a lembrança da frase de Armando de Oliveira Assis, ex-presidente da FEB... “É da essência da doutrina espírita que o adepto seja o árbitro no que tange à aceitação e à adoção do que ela lhe inculca”, disposta na introdução do citado livro. Tenhamos pois, atenção, aos caminhos escolhidos ou apontados.   
Do Blog


7 de Abril



07 de Abril

Como pode renascer
Um homem já sendo velho?
- Tu voltarás noutro corpo
e viverás no Evangelho...

 Inaldo Lacerda Lima 
in ‘Lira da Redençaõ”
 (1ª Ed  1998  G E E Paulo de Tarso Goiânia Go)


sexta-feira, 6 de abril de 2012

6 de Abril



06 de Abril

 Retribuir mal com bem:
Suprema luz e nobreza.
Perfumar, tal como o sândalo,
O machado da avareza.


  Mário Linhares 
por Gilberto Campista Guarino 
in ‘Centelhas de Sabedoria”  (1ª Ed FEB 1976)


quinta-feira, 5 de abril de 2012

5 de Abril



05 de Abril

Já dizia antigo sábio
que é preciso amar a dor,
pois assim, perde ela a força,
por força do próprio amor.


 Cornélio Pires 
por Clovis H R Coelho 
in ‘Cornélio Pires no Rio Grande”  
(G E Messe de Amor  1ª Edição 1992)


quarta-feira, 4 de abril de 2012

O Exemplo da Cruz


O Exemplo
 da Cruz

           
            Filhos, o exemplo maior da crucificação deixado pelo Divino Salvador vem-se multiplicando através do tempo.

            Há 1978 anos, Jesus escandalizava os homens, deixando-se crucificar com a não apresentação de defesa.

            Permitiu que os senhores do mundo falseassem a verdade, para não lhes aumentar a responsabilidade com conhecimentos muito acima de suas capacidades de responder por ela.

            Levado, em exemplo único até então, a ser imolado por uma Doutrina de renúncia, humildade e amor pelos seus semelhantes, até o fim, suplicou perdão pelos seus algozes.

            O exemplo maior da crucificação, meus filhos, hoje, é multiplicado, por mais estranho que possa parecer. Em diferentes formas, os homens se deixam levar à Cruz, seguindo as pegadas do Divino Mestre. Desde um Paulo de Tarso, de Pedro, Estêvão e outros cristãos do passado, vemos, em vossos dias, irmãos na fé renunciando a todos os bens e posições que o mundo lhes oferece, para aceitarem, com humildade e amor, as tarefas de servir sem serem compreendidos, de amar sem serem correspondidos, de serem caluniados e perseguidos, por causa da Doutrina do Divino Mestre.

            São, meus filhos, exemplos vivos de vossos tempos. Dentre muitos, citaremos o vosso Bezerra, deixando as riquezas do mundo para aceitar e carregar a Cruz que simboliza o caminho de redenção da Humanidade.

            O exemplo da Cruz, meus filhos, não é mais um ato isolado no mundo.

            Já são muitos os que se deixam crucificar, em beneficio de seus irmãos, como o fez Jesus.

            Este já não mais é um ato isolado. Graças a Deus, há seguidores.

            Deus vos abençoe, meus filhos.

            Maria de Magdala
 (Página recebida na FEB, no Rio de Janeiro-RJ, em 19-4-1973, pelo médium       Olímpio Giffoni.





4 de Abril



 04 de Abril  

 Conversas? Em todas elas,
Olha as próprias diretrizes.
Modelas a mente alheia
Pelas palavras que dizes.


Marcelo Gama 

por Chico Xavier
in ‘Reformador”  (FEB) Agosto 1970