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terça-feira, 8 de outubro de 2019

A Festa dos Tabernáculos - Discussão sobre a Vida de Cristo



A Festa dos Tabernáculos -
Discussão Sobre a Vida de Cristo      

 7,40 Ouvindo estas palavras, alguns, daquela multidão, diziam: -Este é realmente o profeta! 
7,41 Outros diziam: -Este é o Cristo! Mas outros protestavam: -É acaso da Galiléia  que    de  vir  o  Cristo? 
7,42 Não diz a escritura: -O Cristo há de vir da família da Davi e da aldeia de Belém, onde vivia Davi?  
7,43 Houve, por isso, divisão entre o povo por causa Dele; 
7,44 Alguns queriam prendê-Lo, mas ninguém Lhe lançou as mãos;     
7,45  Voltaram os guardas para junto dos sacerdotes e fariseus, que lhes perguntaram:  -Por  que não O trouxestes? 
7,46 Os guardas responderam: -Jamais homem algum falou como este Homem!    
7,47 Replicaram os fariseus:
-Porventura também fostes enganados? 
7,48  -Há, por acaso, alguém dentre as autoridades ou dos fariseus que acreditou Nele?  
7,49   -Esta  plebe  que  não  conhece a lei é amaldiçoada! 
7,50  Replicou-lhes Nicodemos, um deles  (o mesmo que de noite O fora procurar) 
7,51  -A nossa lei, por acaso, condena algum homem, antes de O ouvir  e conhecer o que Ele faz?  
7,52  Responderam-lhe: -Porventura és tu também galileu? Informa-te bem e verás que da Galileia não saiu profeta 
7,53 e voltaram, cada um para sua casa.

         Para  Jo (7,40-48), -Discussões sobre a pessoa de Cristo - leiamos a J.-B. Roustaing, autor de “Os Quatro Evangelhos”- 4º Volume:

            “As dissensões que, a propósito de Jesus, se produziram entre os Judeus, dividindo-os, mostram que a revelação feita pelo anjo a Maria e a José se conservara secreta, como era preciso que acontecesse, pelos motivos que já vos temos aduzido. Mostram também que o fato de ter sido em Belém que Jesus aparecera na Terra era ignorado da maioria dos Judeus, ou fora esquecido. Tudo tinha que concorrer para a realização da obra.

            Quanto ao fato de haverem querido prendê-lo, sem que, entretanto, alguém lhe pusesse a mão, e ao de regressarem os quadrilheiros sem o levarem preso, se explicam pelo que dissemos acerca do v.30. (Não chegara ainda a hora do sacrifício. Por ato de sua vontade, Jesus atua sobre os que o cercam, afastando deles a idéia de o prenderem).

            A linguagem de que usaram os fariseus falando aos quadrilheiros é a de que se servem sempre os chefes de seitas por ocasião do advento de uma revelação nova. Não é a de que se servem os fariseus dos tempos atuais?”
           
            Para Jo (7,50-53), seguimos com Roustaing:

            “Os fariseus partilhavam da ignorância dos Judeus, relativamente ao lugar onde se dera o aparecimento de Jesus.

            As justas palavras de Nicodemos foram de natureza a não ficarem perdidas, do ponto de vista do vosso progresso social, assim como do ponto de vista do sagrado direito de defesa e de julgamento, no tocante à humanidade terrena. Elas concorreram para fazer ressaltar, aos olhos dos homens, a grande e sublime personalidade de Jesus.”


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