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domingo, 14 de fevereiro de 2021

Oração em nome de Jesus

 


Oração Em Nome de Jesus   

               16,24  “ -Até agora, não pediste nada em Meu nome: Pedi  e recebereis, para que a vossa alegria seja perfeita. 16,25  Disse-vos essas coisas em termos figurados e obscuros. Vem a hora em que já não Vos falarei por meio de comparações e parábolas mas Vos falarei abertamente a respeito do Pai. 16,26  Naquele dia pedireis em Meu nome e já não digo que rogareis ao Pai por vós. 16,27  Pois o mesmo Pai vos ama, porque vós Me amastes e crestes que saí de Deus. 16,28  Saí do Pai e vim ao mundo. Agora deixo o mundo e volto para junto do Pai!” 

      Para  Jo (16,27) -Pois o mesmo Pai vos ama... -  tomemos  “Pão Nosso”(FEB), de Emmanuel por Chico Xavier:

         “Ninguém despreze os valores da confiança. Servo algum fuja ao benefício da cooperação. Quem hoje pode dar algo de útil, precisará possivelmente amanhã de alguma colaboração essencial. Todavia, por enriquecer-se alguém de fraternidade e fé, não olvide a necessidade do desenvolvimento infinito no bem.

            Os obreiros sinceros do Evangelho devem operar contra o favoritismo pernicioso.

            A lavoura divina não possui privilegiados. Em suas seções numerosas, há trabalhadores mais devotados e mais fiéis; contudo, esses não devem ser categorizados à conta de fetiches e, sim, respeitados e limitados por símbolos de lealdade e serviço.

            Criar ídolos humanos é pior que levantar estátuas destinadas à adoração. O mármore é impassível, mas o companheiro é nosso próximo de cuja condição ninguém deveria abusar.

            Pague cada homem o tributo de esforço próprio à vida. O Supremo Senhor espera de nós apenas isto, a fim de converter-nos em colaboradores diretos. O próprio Cristo afirmou que o mesmo Pai que o distingue ama igualmente a Humanidade.

            O Deus que inspira o médico é o que ampara o doente. Não importa que asiáticos e europeus o designem sob nomes diferentes.

            Invariavelmente é o mesmo Pai.

            Conservemos, pois, a luz da consolação, a bênção do concurso fraterno, a confiança em nossos Maiores e a certeza na proteção deles; contudo, não olvidemos o dever natural de seguir para o alto, utilizando os próprios pés.”

             Para Jo (16,24) -Pedi e recebereis... - leiamos “Livro da Esperança”(FEB), de Emmanuel por Chico Xavier:

           Sonhamos felicidade e queremos auxílio.

            A Sabedoria do Universo, porém, colocou a vontade em nosso foro íntimo, à guisa de juiz supremo, a fim de que a vontade, em última instância, decida todas as questões que se nos referem à construção do destino.

            Anelamos tranquilidade, alentamos nobres aspirações, aguardamos a concretização dos próprios desejos, traçamos votos de melhoria... E, a cada passo, surpreendemos o concurso indireto das circunstâncias a nos estenderem, de mil modos, o apoio certo da Providência Divina.

            A assimilação, porém, de qualquer auxílio surge    condicionada    às    nossas    resoluções.

            Escolas preparam. Afeições protegem. Simpatias defendem. Favores escoram. Conselhos avisam. Dores advertem. Dificuldades ensinam. Obstáculos adestram. Experiências educam.  Desencantos renovam. Provações purificam.

            A máquina da Eterna Beneficência funciona matematicamente, em nosso favor, através dos múltiplos instrumentos da vida, entretanto, as Leis Eternas não esperam colher autômato em consciência alguma.

            A face disso, embora consideremos com o Evangelho que toda boa dádiva procede originalmente de Deus, transformar para o bem ou para o mal o amparo incessante que nos é concedido dependerá sempre de nós.”


terça-feira, 27 de outubro de 2020

Ainda um pouco de tempo

 Ainda um Pouco de Tempo         

  16,16  “-Ainda um pouco de tempo, e já não Me vereis e, depois, mais um pouco de tempo  e Me tornareis a ver, porque vou para junto do Pai” 

16,17  Nisso, alguns de seus discípulos,  perguntavam   uns   aos   outros: -Que é isso que Ele diz: Ainda um pouco de tempo e não Me vereis, e, depois, mais um pouco de tempo e Me tornareis a ver?  E que significa também: -Vou para o Pai! 

16,18 Diziam então: -Que significa este “pouco de tempo” de que fala? -Não sabemos o que Ele quer dizer! 

16,19 Jesus notou que Lho queriam perguntar e disse-lhes: “-Perguntais uns aos outros acerca do que Eu disse: Ainda um pouco de tempo e não Me vereis, e depois mais um pouco de tempo e Me tornareis a ver. 

16,20  Em verdade, em verdade vos digo, haveis de estar tristes mas, a vossa tristeza se converterá em alegria. 

16,21 Quando a mulher está para dar a luz, sofre porque veio a sua hora mas, depois que deu a luz à criança, já não se lembra da aflição, por causa da alegria que sente de haver nascido seu filho 

16,22 Assim também vós, sem dúvida, agora estais tristes, mas hei de ver-vos outra vez, e o vosso coração se alegrará e ninguém vos tirará a vossa alegria. 

16,23 Naquele dia não Me perguntareis mais coisa alguma. Em verdade, em verdade vos digo, o que pedirdes ao   Pai  em   Meu  nome,   Ele  vo-lo  dará”

        

         Para Jo (15,20) -Alegria Cristã -  vejamos  “Caminho, Verdade e Vida” (Ed. FEB), de Emmanuel, por psicografia de Francisco C. Xavier:

             “Nas horas que precederam a agonia da cruz, os discípulos não conseguiram disfarçar a dor, o desapontamento. Estavam tristes. Como pessoas humanas, não entendiam outras histórias que não fossem as da Terra. Mas,  Jesus, com vigorosa serenidade, exortava-os: “Na verdade, na verdade, vos digo que vós chorareis e vos lamentareis; o mundo se alegrará e vós estareis tristes, mas a vossa tristeza se converterá em alegria.”

            Através de séculos, viu-se no Evangelho um conjunto de notícias dolorosas - um Salvador abnegado e puro conduzido ao madeiro destinado aos infames, discípulos debandados, perseguições sem conta, martírios e lágrimas para todos os seguidores...

            No entanto, essa pesada bagagem de sofrimentos constitui os alicerces de uma vida superior, repleta de paz e alegria. Essas dores representam auxílio de Deus à terra estéril dos corações humanos. Chegam como adubo divino aos sentimentos das criaturas terrestres, para que de pântanos desprezados nasçam lírios de esperança.

            Os inquietos salvadores da política e da ciência, na crosta planetária, receitam repouso e prazer a fim de que o espírito chore depois, por tempo indeterminado, atirado aos desvãos sombrios da consciência ferida pelas atitudes criminosas. Cristo, porém, evidenciando suprema sabedoria, ensinou a ordem natural para a aquisição das alegrias eternas, demonstrando que fornecer caprichos satisfeitos, sem advertência e medida, às criaturas do mundo, no presente estado evolutivo, é depor substâncias perigosas em mãos infantis. Por esses motivo, reservou trabalhos e sacrifícios aos companheiros amados, para que se não perdessem na ilusão e chegassem à vida real com valioso patrimônio da estáveis edificações.

            Eis por que a alegria cristã não consta de prazeres de inconsciência, mas da sublime certeza de que todas as dores são caminhos para júbilos imortais.”

 


domingo, 25 de outubro de 2020

Ainda um pouco de tempo...

Ainda um Pouco de Tempo         

 16,16  “-Ainda um pouco de tempo, e já não Me vereis e, depois, mais um pouco de tempo  e Me tornareis a ver, porque vou para junto do Pai” 

16,17  Nisso, alguns de seus discípulos,  perguntavam   uns   aos   outros: -Que é isso que Ele diz: Ainda um pouco de tempo e não Me vereis, e, depois, mais um pouco de tempo e Me tornareis a ver?  E que significa também: -Vou para o Pai! 

16,18 Diziam então: -Que significa este “pouco de tempo” de que fala? -Não sabemos o que Ele quer dizer! 

16,19 Jesus notou que Lho queriam perguntar e disse-lhes: “-Perguntais uns aos outros acerca do que Eu disse: Ainda um pouco de tempo e não Me vereis, e depois mais um pouco de tempo e Me tornareis a ver. 

16,20  Em verdade, em verdade vos digo, haveis de estar tristes mas, a vossa tristeza se converterá em alegria. 

16,21 Quando a mulher está para dar a luz, sofre porque veio a sua hora mas, depois que deu a luz à criança, já não se lembra da aflição, por causa da alegria que sente de haver nascido seu filho 

16,22 Assim também vós, sem dúvida, agora estais tristes, mas hei de ver-vos outra vez, e o vosso coração se alegrará e ninguém vos tirará a vossa alegria. 

16,23 Naquele dia não Me perguntareis mais coisa alguma. Em verdade, em verdade vos digo, o que pedirdes ao Pai em Meu nome, Ele vo-lo dará”

             Para Jo (15,20) -Alegria Cristã -  vejamos  “Caminho, Verdade e Vida” (Ed. FEB), de Emmanuel, com psicografia de Francisco C. Xavier:

             “Nas horas que precederam a agonia da cruz, os discípulos não conseguiram disfarçar a dor, o desapontamento. Estavam tristes. Como pessoas humanas, não entendiam outras histórias que não fossem as da Terra. Mas,  Jesus, com vigorosa serenidade, exortava-os: “Na verdade, na verdade, vos digo que vós chorareis e vos lamentareis; o mundo se alegrará e vós estareis tristes, mas a vossa tristeza se converterá em alegria.”

            Através de séculos, viu-se no Evangelho um conjunto de notícias dolorosas - um Salvador abnegado e puro conduzido ao madeiro destinado aos infames, discípulos debandados, perseguições sem conta, martírios e lágrimas para todos os seguidores...

            No entanto, essa pesada bagagem de sofrimentos constitui os alicerces de uma vida superior, repleta de paz e alegria. Essas dores representam auxílio de Deus à terra estéril dos corações humanos. Chegam como adubo divino aos sentimentos das criaturas terrestres, para que de pântanos desprezados nasçam lírios de esperança.

            Os inquietos salvadores da política e da ciência, na crosta planetária, receitam repouso e prazer a fim de que o espírito chore depois, por tempo indeterminado, atirado aos desvãos sombrios da consciência ferida pelas atitudes criminosas. Cristo, porém, evidenciando suprema sabedoria, ensinou a ordem natural para a aquisição das alegrias eternas, demonstrando que fornecer caprichos satisfeitos, sem advertência e medida, às criaturas do mundo, no presente estado evolutivo, é depor substâncias perigosas em mãos infantis. Por esses motivo, reservou trabalhos e sacrifícios aos companheiros amados, para que se não perdessem na ilusão e chegassem à vida real com valioso patrimônio da estáveis edificações.

            Eis por que a alegria cristã não consta de prazeres de inconsciência, mas da sublime certeza de que todas as dores são caminhos para júbilos imortais.”

 


terça-feira, 20 de outubro de 2020

A Missão do Consolador

                       

A Missão do Consolador          

 16,5 "- Agora, vou para Aquele que Me  enviou, e ninguém de vós Me  pergunta: - Para onde vais? 

16,6  Mas porque falei assim,  a  tristeza encheu o vosso coração. 

16,7  Todavia, digo-vos a verdade: a vós convém que Eu vá! Porque, se Eu não for, o Consolador não virá a vós, mas se Eu for, vo-lo enviarei. 

16,8 E, quando Ele vier, convencerá o mundo a respeito do  erro, da  justiça e do juízo. 

16,9 Convencerá o mundo a respeito do erro, que consiste em não crer em Mim; 

16,10  Ele o convencerá a respeito da justiça, porque Eu vou para junto do Meu  Pai  e  vós    não  Me  vereis;    

16,11  Ele o convencerá a respeito do juízo, que consiste em que o Príncipe deste mundo já está julgado e condenado.

16,12 Muitas coisas ainda tenho-vos a dizer, mas não as podeis suportar agora.

16,13  Mas, quando vier aquele Espírito de Verdade, ele vos guiará em toda verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir e anunciar-vos-á as coisas que  virão.   

16,14  Ele Me glorificará, porque receberá do que é Meu, e vo-lo anunciará. 

16,15 Tudo o que o Pai possui é Meu. Por isso, disse: Há de receber do que é Meu e vo-Lo anunciará.”

            Para Jo (16,7) A vós convém que Eu vá...- busquemos “Pão nosso” (Ed. FEB), de Emmanuel por Chico Xavier:

             “Semelhante declaração do Mestre ressoa em nossas fibras mais íntimas.

            Ninguém sabia amar tanto quanto Ele, contudo, era o primeiro a reconhecer a conveniência da partida, em favor dos companheiros.

            Que teria acontecido se Jesus teimasse em permanecer? Provavelmente, as multidões terrestres teriam acentuado as tendências egoísticas, consolidando-as.

         Porque o Divino Amigo havia buscado Lázaro no sepulcro, ninguém mais se resignaria à separação pela morte. Por se haverem limpado alguns leprosos ninguém aceitaria, de futuro, a cooperação proveitosa das moléstias físicas. O resultado lógico seria a perturbação geral no mecanismo evolutivo.

            O Mestre precisava ausentar-se para que o esforço de cada um se fizesse visível no plano divino da obra mundial. De outro modo, seria perpetuar a indolência de uns e o egoísmo de outros.

            Sob diferentes aspectos, repete-se, diariamente, a grande hora da família evangélica em nossos agrupamentos afins.

            Quantas vezes surgirá a viuvez, a orfandade, o sofrimento da distância, a perplexidade e a dor por elevada conveniência ao bem comum?

              Recordai a presente passagem do Evangelho, quando a separação vos faça chorar, porque se a morte do corpo é renovação para quem parte é também vida nova para os que ficam.”

          Para Jo (16,13) -O Espírito de Verdade vos guiará... -  tomemos “Segue-me!” (Ed. FEB), de Emmanuel por Chico  Xavier:

                O caminho de toda a Verdade é Jesus Cristo. O Mestre veio ao mundo instalar esta verdade para que os homens fossem livres e organizou o programa dos cooperadores de seu divino trabalho, para que se preparasse convenientemente o caminho infinito. No fim da estrada colocou a redenção e deu as criaturas o amor como guia.

            Conforme sabemos, o guia é um só para todos. E vieram os homens para o serviço divino. Com as cooperadores vinham, porém, os gênios sombrios, que se ombreavam com eles nas cavernas da ignorância.

            A religião, como expressão universalista do amor, que é o guia, pairou sempre pura acima das misérias que chegaram ao grande campo; mas este ficou repleto das absurdidades. O caminho foi quase obstruído.

         A ambição exigiu impostos dos que desejava, passar, o orgulho reclamou a direção dos movimentos, a vaidade pediu espetáculos, a conveniência requisitou máscaras, a política inferior estabeleceu guerras, a separatividade provocou a hipnose do sectarismo.

            O caminho ficou atulhado de obstáculos e sombras e o interessado, que é o espírito humano, encontra óbices definitivos para a passagem.

            O quadro representa uma resposta a quantos perguntarem sobre os propósitos do Espiritismo cristão, sendo que o homem já conhece todos os deveres religiosos. Ele é aquele Espírito de Verdade que vem lutar contra os gênios sombrios que vieram das cavernas da ignorância e invadiram o campo do Cristo.

            Mas, guerrear como:  Jesus não pediu a morte de ninguém. Sim, o Espírito de Verdade vem como a luz que combate e vence as sombras, sem ruídos. Sua missão é transformar, iluminando o caminho para que os homens vejam o amor, que constitui o guia único para todos, até a redenção.”

             Para  Jo (16,13), Ele vos guiará em toda verdade - buscamos, ainda, “Segue-me!” (Ed. FEB) de Emmanuel por Chico Xavier:

                  “De que maneira vencerá o Espiritismo os obstáculos que se agigantam à frente?

            Há companheiros que indagam: “Devemos buscar saliência  política ou dominar a fortuna terrestre?” Enquanto isso outros enfatizam a ilusória necessidade da guerra verbal a greis ou pessoas. Dentro do assunto, no entanto, transcrevemos a Questão nº 799 de “O Livro dos Espíritos”.

            Prudente e claro, Kardec formulou, aos orientadores espirituais de sua obra, a seguinte interrogação: “De que maneira pode o Espiritismo contribuir para o progresso? E, na lógica de sempre, eis que eles responderam:

            Destruindo o materialismo que é uma das chagas da sociedade, ele faz que os homens compreendam onde se encontram seus verdadeiros interesses. Deixando a vida futura de estar velada pela dúvida, o homem perceberá melhor que, por meio do presente, lhe é dado preparar o seu futuro. Abolindo os prejuízos de seitas, castas e cores, ensina aos homens que os há de unir como irmãos.

              Não nos iludamos com respeito às nossas tarefas. Somos todos chamados pela Bênção do Cristo a fazer luz no mundo das consciências - a começar de nós mesmos - , dissipando as trevas do materialismo ao clarão da Verdade, não pelo espírito da força, mas pela força do espírito, a expressar-se em serviço, fraternidade, entendimento e educação.”

 


quarta-feira, 7 de outubro de 2020

O Ódio do Mundo

 

O Ódio 

do Mundo          

 15,18 “ -Se o mundo vos odeia, sabei que  Me  odiou,  antes  que  a  vós. 

15,19 Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como sendo seus. Como, porém,  não sois do mundo, mas do mundo vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia. 

15,20 Lembrai-vos da palavra que vos disse: “O servo não é maior que o seu senhor”. Se Me perseguiram, também vos hão de perseguir. Se guardaram a Minha palavra, hão de guardar também a vossa.  

15,21 Mas, vos farão tudo isso por causa do Meu nome, porque não conhecem Àquele que Me enviou. 

15,22 Se Eu não viesse e não lhes tivesse falado, não teriam erros, mas, agora, não há desculpa para o seu erro;   

15,23 Aquele que não Me ama, não ama também a Meu Pai! 

15,24 Se Eu não tivesse feito entre eles obras, como nenhum outro fez, não teriam errado, mas agora as viram e odiaram a Mim e a Meu Pai. 

15,25 Mas, foi para que se cumpra a palavra que está escrita na Sua Lei  "Odiaram-se sem motivo.” (Salmo 34,19 et 68,5)  

15,26 Quando vier o Consolador, que Vos enviarei de parte do Pai, O Espírito de Verdade, dará testemunho de Mim. 

15,27 Também vos dareis testemunho, porque estais comigo desde o princípio. 16,1 Tenho-vos dito estas coisas, para que vós não vos escandalizeis.

16,2   Expulsar-vos-ão das sinagogas e virá a hora em que todo aquele que vos tirar a vida julgará prestar culto a Deus. 

16,3 E isso vos farão, porque não conhecem ao Pai nem a Mim.      1

16,4 Disse-vos, porém, estas palavras para que, quando chegar a hora, vos lembreis de que vo-lo anunciei. E, não vô-las disse desde o princípio, porque estava convosco.

                            

            Para  Jo  (16,1) -Ouvistes? - leiamos a Emmanuel por Chico Xavier em “Vinha de Luz "(Ed. FEB):

               Antes de retornar às Esferas Resplandecentes, o Mestre Divino não nos deixou ao desamparo, quanto às advertências no trabalho a fazer.

            Quando o espírito amadurecido na compreensão da obra redentora se entrega ao campo de serviço evangélico, não prescinde das informações prévias do Senhor.

               É indispensável ouvi-las para que se não escandalize no quadro das obrigações comuns.

            Esclareceu-nos a palavra do Mestre que, enquanto perdurasse a dominação da ignorância no mundo, os legítimos cultivadores dos princípios da renovação espiritual, por Ele trazidos, não seriam observados com simpatia. Seriam perseguidos sem tréguas pelas forças da sombra. Compareceriam a tribunais condenatórios para se inteirarem das falsas acusações dos que se encontram ainda incapacitados de maior entendimento. Suportariam remoques de familiares, estranhos à iluminação interior. Sofreriam a expulsão dos templos organizados pela pragmática das seitas literalistas. Escutariam libelos gratuitos das inteligências votadas ao escárnio das verdades divinas. Viveriam ao modo de ovelhas pacíficas entre lobos famulentos. Sustentariam guerra incessante contra o mal. Cairiam em ciladas torpes. Contemplariam o crescimento do joio ao lado do trigo. Identificariam as marcas da cruz. Experimentariam a incompreensão de muitos. Sentiriam solidão nas horas graves. Veriam, de perto, a calúnia, a pedrada, a ingratidão...

            O Mestre Divino, pois, não deixou os companheiros e continuadores desavisados.

            Não oferecia a nenhum aprendiz, na Terra, a coroa de rosas sem espinhos. Prometeu-lhes luta edificante, trabalho educativo, situações retificadoras, ensejos de iluminação, através da grandeza do sacrifício que produz elevação e do espírito de serviço que estabelece luz e paz.

            É importante, desse modo, para quantos amadureceram os raciocínios na luta terrestre, a viva recordação das advertências do Cristo, no setor da edificação evangélica, para que se não escandalizem nos testemunhos difíceis do plano individual. ”

 

        Para Jo (16,3) -Porque não conhecem ao Pai nem a Mim... -  tomemos  “Pão Nosso”(Ed. FEB), de Emmanuel por Chico Xavier:

                       “Dolorosas perplexidades não raro assaltam os discípulos, inspirando-lhes interrogações.

            Por que a desarmonia, em torno do esforço fraterno? A jornada do bem encontra barreiras sombrias. Tenta-se o estabelecimento da luz, mas a treva penetra as estradas. Formulam-se projetos simples para a caridade que a má fé procura perturbar ao primeiro impulso de realização.

            Quase sempre, a demonstração destrutiva parte de homens assinalados pela posição de evidência, indicados pela força das circunstâncias para exercer a função de orientadores do pensamento geral.  São esses que, na maioria das ocasiões, se arvoram em expositores de imposições e exigências descabidas.

            O aprendiz sincero de Jesus, todavia, não deve perder tempo com interrogações e ansiedades que não se justificam. O Mestre Divino esclareceu esse grande problema por antecipação.

            A ignorância é a fonte comum do desequilíbrio. E se esse ou aquele grupo de criaturas busca impedir as manifestações do bem, é que desconhece, por enquanto, as bênçãos do Céu.

            Nada mais que isto.

            É necessário, pois, esquecer as sombras que ainda dominam a maior parte dos setores terrestres, vivendo cada discípulo na luz que palpita no serviço do Senhor. ” 

             Para Jo (16,4) -O Quadro Negro - atentemos   a   Emmanuel  por  Chico Xavier,  em “Vinha de Luz” (Ed. FEB):

             Referia-se Jesus aos próprios testemunhos, entretanto, podemos igualmente aplicar-lhe os divinos conceitos a nós mesmos, desencarnados e encarnados.

            Cada discípulo terá sua hora de revelações do aproveitamento individual.

            As escolas primárias não dispensam o habitual quadro-negro, destinado às demonstrações isoladas do aluno.

            À frente do professor consciencioso, o aprendiz mostrará quanto lucrou, sem os recursos do plágio afetuoso, entre companheiros.

            Sobre a zona escura, o giz claro definirá, fielmente, a posição firme ou insegura do estudante.

            E não será isto mesmo o que se repete na escola vasta do mundo? O homem, nas lutas vulgares, poderá socorrer-se, indefinidamente, dos bons amigos. O Pai permite semelhantes contatos para que as oportunidades de aprender se lhe tornem irrestritas; no entanto, lá vem “aquela hora” em que a criatura deve tomar o giz alvo e puro das realizações espirituais, colocando-se junto ao quadro-negro das provas edificantes.

            Alguns aprendizes fracassam porque não sabem multiplicar os bens, nem dividi-los.

            Ignoram como subtrair a luz das trevas, somam os conflitos e formam equações de ódio e vingança. Esquecem-se de que Jesus salientou o amor, por máxima glória, em todas as situações do apostolado evangélico e que, mesmo na cruz, depois de receber os fatores da injúria, da perseguição, da ironia e do desprezo, somou-os na tábua do coração, extraindo a divina equação de serenidade, entendimento e perdão.

             Oh! vós, que ides ao quadro-negro das atividades terrestres, abandonai o giz escuro da desesperação! escrevei em caracteres de luz o que aprendestes do Mestre Divino! Revelai o próprio valor! Lembrai-vos que instrutores benevolentes e sábios vos inspiram as mãos! Abençoai o quadro-negro que vos pede o giz de suor e lágrimas porque junto dele podereis conquistar o curso maior!...

 

            Para  Jo (16,23) -Quando vier o Consolador ... - leiamos Bittencourt Sampaio por Frederico Jr em “Jesus perante a Cristandade”(Ed. FEB):  

 

            Está pois, sobre a terra o Consolador  - O Espiritismo; e vós, espíritas, trabalhadores da última hora, permiti que o mais humilde servo do Senhor vos chame  a  atenção para a responsabilidades que vos pesam sobre os ombros.

            Lembrai-vos que, assim como a Igreja deturpou os ensinamentos do Amado Mestre, possível é também que alguém tente deturpar os ensinamentos da Doutrina Espírita, que é o reflexo da Código Divino.

            Tende bem presente à vossa memória como a Casa de Deus foi transformada em mercado de sacramentos e de indulgências, é possível também que alguns dos que se dizem espíritas procurem fazer da sua oficina de trabalho o meio da satisfação dos seus interesses  individuais.

            Mas, ai dos que assim praticarem!

            Melhor fora que nunca tivessem lido esse livro de salvação, melhor fora nunca terem compreendido Deus!

            Espíritas, lembrai-vos de que Jesus vos escolheu para a reivindicação das verdades que Ele proferiu  na Terra.

            Elas constituem um esplêndido tesouro que, qual pérola de grande preço, estava oculto dos homens; vós o descobristes. Pois bem, a preço das vossas virtudes, comprai o campo que o encerra e não o abandoneis jamais, pois que Jesus confia na seriedade das crenças que dizeis professar, esperando que saibais empregar esse tesouro para a vossa salvação e para a salvação de todo o seu rebanho na Terra!

            Médiuns ou não, procurai estar sempre em contato com os vossos Guias, a fim de que deles possais receber a inspiração do que vos convém fazer quotidianamente, para que se acelere o estabelecimento do reinado de Jesus sobre a Terra, que é o da paz e do amor!

            Varrei da vossa alma o interesse e o egoísmo e vigiai para que, sob pretexto algum, penetre a moeda na vossa oficina de trabalho!

            Se sois médiuns, receitistas ou curadores, dai de graça o que de graça recebeis; buscando os trilhos sagrados dos verdadeiros discípulos de N.S. Jesus Cristo, predisponde a vossa alma a todos os sacrifícios pela humanidade!

            Assim como os primeiros cristãos se entregavam gostosamente a todos os martírios, cantando hosanas ao santo nome de Jesus, procurai resistir, com toda a coragem da vossa fé e da vossa crença, a esse terrível embate que não tarda a dar-se, pois que é chegado o momento da queda de Roma, para o império do Evangelho.

            E tais são os amargos frutos da maldade dos homens: após dezenove séculos de lutas, assiste o mundo pensante ao tremendo espetáculo - Roma não pode conciliar-se com o Evangelho, o Evangelho não se pode conciliar com Roma!

            A religião, estatui o Syballus, não se pode conformar com o progresso!

            E, no entanto, assim deve ser. O progresso é lei eterna que preside aos destinos dos povos, pelo influxo da vontade de Deus; ele resulta do estudo e da prática dos ensinamentos de N.S. Jesus Cristo, que condenam os prejuízos do obscurantismo.

            O progresso tem a sua origem e o seu fim na Bíblia; e, desgraçadamente, a maldade dos homens vai até o ponto de induzir as massas ignorantes a considerarem esse substantivo sagrado uma expressão de injúria, de afronta e de desprezo.

            E, assim, certamente, a religião não se pode conciliar com o progresso, pois que Roma é a sede da mentira, ao passo que o Evangelho é a sede da verdade, onde todos os progressos são possíveis!

            Chegamos, porém, ao termo da penosa jornada: basta de hipocrisia, basta de perfídia!

            E vós, espíritas, legionários da revelação nova, como leões, fortes na fé, e mansos no amor, quais pombas, vinde levantar nas consciências mortas o cruzeiro do Gólgota!

            E, apontando-o aos vossos irmãos, dizei-lhes:

            -Filhos pródigos dos grandes tesouros do céu, eis o símbolo do amor, que esteve oculto aos vossos olhos!  Amai-vos! Eis a cruz sacrossanta - o símbolo da humildade - onde expirou, por amor de vós, o mais puro dos Espíritos, que têm baixado à Terra: o Cordeiro de Deus! Sede humildes! Levantai nas vossas consciências o culto da justiça e do dever, que é o culto do Senhor; abri mão dos vossos prejuízos mundanos e vinde para a grande vinha cultivar as sementes do Evangelho, que isso importa a vossa salvação e a vossa felicidade futura!

            Assim deveis falar à cristandade, nessa linguagem enérgica do verdadeiro crente, pois que os tempos são chegados e cumpre que desempenheis a missão que vos foi dada, de levantar esse código de salvação - o Evangelho de Jesus - das ruinarias e dos escombros a que o lançou a Igreja de Roma.

            Loucos e visionários chamar-vos-ão, sem dúvida; mas, não vos intimidem esses epítetos.

            Tomai das vossas armas, as armas do Evangelho, e , impávidos, entrai nos prélios, porque a vitória será vossa, a vitória da verdade!...”

             


domingo, 4 de outubro de 2020

Amigos, não servos

 

   Amigos, não Servos         

15,9   “- Como o Pai me Ama, assim, também, Eu vos amo. Perseverai no Meu Amor. 

15,10 Se guardares os Meus mandamentos, sereis constantes no Meu amor, como também Eu guardei os mandamentos de Meu Pai e persisto no Seu amor.     

15,11  Disse-vos essas coisas para que a Minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa 

15,12 Este é o Meu Mandamento: Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amo.  

15,13  Ninguém tem maior amor do que este: de dar a sua vida pelos seus amigos. 

15,14 Vós sois Meus amigos, se fazeis o que vos instruo. 

15,15  Não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o Senhor. Mas, chamo-os amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de Meu Pai. 

15,16  Não fostes vós que me escolhestes, mas Eu vos escolhi a vós e vos constituí para que vades e produzais frutos, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quando pedirdes ao Pai em Meu nome, Ele vos conceda. 

15,17 O que vos mando é que ameis uns aos outros.”

          Para Jo (15,13) -Ninguém tem maior amor do que este: de dar a vida pelos seus amigos -  leiamos  “Caminho, Verdade e Vida”, (Ed. FEB), de Emmanuel, por psicografia de Chico  Xavier:

             “Na localização histórica do Cristo, impressiona-nos a realidade de sua imensa afeição pela Humanidade.

             Pelos homens, fez tudo o que era possível em renúncia e dedicação.

      Seus atos foram celebrados em assembleias de confraternização  e de amor. A primeira manifestação de seu apostolado verificou-se na festa jubilosa de um lar. Fez companhia aos publicanos, sentiu sede da perfeita compreensão de seus discípulos. Era amigo fiel dos necessitados que se socorriam de suas virtudes imortais. Através das lições evangélicas, nota-se-lhe o esforço para ser entendido em sua infinita capacidade de amar. A última ceia representa uma paisagem completa de afetividade integral. Lava os pés aos discípulos, ora pela felicidade de cada um...

            Entretanto, ao primeiro embate com as forças destruidoras, experimenta o Mestre o supremo abandono. Em vão, seus olhos procuram a multidão dos afeiçoados, beneficiados e seguidores. Os leprosos e cegos, curados por suas mãos, haviam desaparecido.

            Judas entregou-o com um beijo. Simão, que lhe gozara a convivência doméstica, negou-o três vezes. João e Tiago preferiram estacionar em acordos apressados com as acusações injustas. Mesmo depois da Ressurreição, Tomé exigiu-lhe sinais.

            Quando estiveres na “porta estreita”, dilatando as conquistas da vida eterna, irás também só. Não aguardes teus amigos. Não te compreenderiam; no entanto, não deixes de amá-los. São crianças. E toda criança teme e exige muito.”              

             Para Jo (15,14) -Vós sereis meus amigos se fizerdes o que vos mando -  leiamos, uma vez mais, “Palavras de Vida Eterna”(Ed. FEB)  de Emmanuel por Chico Xavier:

             “Aspirando ao título de amigos do Senhor, urge não lhe perdermos as instruções.

            Imbuídos de entusiasmo, somos pródigos em manifestações exteriores, quanto a esse propósito, acrescentando notar que quase todas elas se caracterizam por alto valor indutivo.

            Esforçamo-nos por estudar-lhe palavras e atitudes; e, claramente, não dispomos de quaisquer recursos outros para penetrar-lhes o luminoso sentido.

            Administramos conselhos preciosos, em nome dele, sem que nos seja permitido manejar veículo mais adequado às circunstâncias, a fim de que irmãos nossos consigam encontrar a direção ou o caminho de que se mostram carecedores.

            Escrevemos páginas que lhe expressam as diretrizes; e não nos cabe agir de outro modo para que se nos amplie, na Terra, a cultura de espírito.

            Levantamos tribunas, em que lhe retratamos o ensino  pelo verbo bem posto, sendo necessário que assim procedamos, difundindo esclarecimentos edificantes que nos favoreçam a educação dos sentimentos.

       Realizamos pesquisas laboriosas, ajustando as elucidações inspiradas por ele aos preceitos gramaticais em voga, competindo-nos reconhecer que não existe outra via senão essa para fazer-lhe a orientação respeitada nas assembléias humanas.

            Entretanto isso não basta.

         Ele mesmo não se limitou a induzir. Demonstrando a própria união com o Eterno Bem, consagrou-se a substancializá-lo na construção do bem de todos.

        Em verdade, podemos reverenciar o Cristo, aqui e ali, dessa ou daquela forma, resultando, invariavelmente, alguma vantagem de semelhante norma externa; mas, para sabermos como usufruir-lhe a sublime intimidade, é forçoso lhe ouçamos a afirmação categórica:

            -Vós sois meus amigos se fizerdes o que vos mando.”