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segunda-feira, 2 de maio de 2011

02 Os 100 livros espíritas que você deve ler antes de morrer...


                   
  Apontamentos para o futuro  Historiador

           
Em agosto de 1949,  'Reformador' divulgava a 
primeira sequência de 37 obras até então publicadas pela FEB
e fruto da mediunidade de Chico Xavier:


Ano
Título
1
1932
Parnaso de Além Túmulo
2
1935
Cartas de uma Morta
3
1936
Palavras do Infinito
4
1937
Crônicas de Além-Túmulo
5
1938
Emmanuel 
6
1938
Brasil, Coração do Mundo...
7
1939
A Caminho da Luz
8
1939
Há dois mil anos...
9
1939
Lira Imortal
10
1940
50 Anos Depois
11
1940
Novas Mensagens
12
1941
Boa Nova
13
1941
O Consolador
14
1941
Cartas do Evangelho
15
1942
Paulo e Estevão
16
1943
Renúncia
17
1943
Reportagens de Além Túmulo
18
1944
Cartilhas da Natureza
19
1944
Nosso Lar
20
1944
Os Mensageiros
21
1945
Missionários da Luz
22
1945
Lásaro Redivivo
23
1945
Coletânia do Além
24
1946
Obreiros da Vida Eterna
25
1946
O Caminho Oculto
26
1946
Os Filhos do Grande Rei
27
1947
Mensagem do Pequeno Morto
28
1947
História de Maricota
29
1947
Jardim de Infância
30
1947
No Mundo Maior
31
1947
Volta Bocage
32
1948
Agenda Cristã
33
1948
Luz Acima
34
1948
Alvorada Cristã
35
1949
Caminho, Verdade e Vida
36
1949
Voltei
37
1949
Libertação
38


39


40


41


42


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49


50




Quantos deles nós já estudamos / lemos?

Xavier, o médium polígrafo




Xavier, o Médium


            No início era o Xavier. Chegou de mansinho como sempre foi o seu jeito de ser. Seu primeiro trabalho mediúnico publicado foi o livro “Parnaso de Além-Túmulo” que, em Abril de 1932, quando ainda estava no prelo, já merecia rasgados elogios de parte de Manoel Quintão, através do periódico Reformador, da FEB.

            “Parnaso...” apresenta uma coletânea de poesias de autores famosos, já desencarnados à época da publicação. A variedade de estilos literários inibia qualquer possibilidade de ser contemplada a hipótese de fraude. Os trabalhos apresentados eram tão semelhantes à  obra deixada pelos desencarnados que o fraudador teria de ser um gênio para alcançar tal capacidade de reprodução de tantos estilos de  diferentes autores. Chico silenciou as elites culturais e aos formadores de opinião da época. Daqueles, muitos foram os que reformularam seus conceitos espirituais e tomaram a trilha consoladora do Espiritismo. Manoel Quintão assim exprimiu-se sobre o tema:

            “Admitimos que, com tempo, paciência e aptidões necessárias, possa alguém apossar-se da técnica de um grande escritor a ponto de iludir os menos argutos, conhecedores do mister.

            De um, mas não de muitos escritores, entenda-se, e isto na prosa porque, no verso, a empresa se torna quase senão de todo, insuperável.

            Depois, há de convir, na mais otimista das hipóteses que, a quem dispusesse de tais virtudes e habilidade melhor e mais prático lhe fora construir obra sua do que atribuí-la a outrem.

            ... sobre o médium polígrafo Xavier, haveríamos de o supor, antes de tudo um tolo, deslocado do seu tempo e do seu meio, e depois de tudo, um velho faiscador de não menos velhos patrimônios literários.     Mineração passadista, ao demais inútil, porque nem admite proventos pecuniários, de vez que ele, de tudo cedeu e concedeu a benefício da Federação, com vistas à propaganda. E Xavier é jovem, é mesmo muito jovem e pobre de bens materiais.

            ...Curioso, interessante, magnífico; guarde-se o leitor para a surpresa que nos destinam de bem alto, como verdadeiro maná neste deserto árido em trânsito para a Terra da Promissão.”

            Os anos se passaram, Xavier se fez Chico e através dele cerca de 400 livros foram a nós enviados pelo Plano Maior.  Deus o abençoe e no regaço de Maria, sua mãezinha querida, aceite nossas lágrimas de reconhecimento e agradecimento pelo seu trabalho de amor e renúncia por todos nós.

Em que ano nasceu Jesus?




Em Que Ano Nasceu Jesus?


Roberto G. Bratcher
Reformador (FEB) 12. 1953
           
            Abaixo transcrevemos grande parte do notável estudo publicado em “Diário de Notícias” pelo Sr. Roberto G. Bratcher, que replica as opiniões emitidas por um outro culto estudioso de tais assuntos:

            Deve ser esclarecido, desde logo, que a opinião dos eruditos bíblicos é que Dionísius Exiguus, o monge do século VI que introduziu o sistema cristão de datas, errou nos seus cálculos do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo.

            Em vez de 754 A.U.C. (ab Urbe condita, isto é, ‘da fundação de Roma’), Cristo nasceu no ano 749 A.U.C. mais ou menos; isso é, em vez do Cristo ter nascido no ano 1 da era cristã, ele nasceu no 5 (ou 6) a.Cr. - por absurdo que pareça. Diga-se logo, entretanto, que o aparente absurdo não é culpa dos Evangelistas, senão de Dionísius Exiguus, que errou nos seus cálculos.

            Como diz o cônego Heládio Correia Laurini, no seu estudo sobre cronologia neo-testamentária em ‘Introdução Geral ao Novo Testamento’(1): ‘Dionísio, o Exíguo, instituiu a contagem da era cristã com erro enorme: datou para o nascimento de Jesus o dia 25 de Dezembro do ano 753 ‘ab Urbe condita’ ou da fundação de Roma. Ora bem, como Jesus nasceu ‘nos dias do rei Herodes (O Grande)’ e Herodes morreu em Março ou Abril do ano 750, como está bem demonstrado, o fato miraculoso se deu menos 4 anos antes de 753’ (pág. 351)

            Diz ainda o cônego Laurini: ‘Parece que o ano que oferece as maiores probabilidades é o 747 de Roma e 7 A.C., isto é, antes da era cristã erroneamente marcada por Dionísio e seguida ainda hoje. ‘La Sacra Biblia’, do Instituto Bíblico de Roma, prefere o ano 5. A.C. ou 5’ (pág. 352) 

            Não é necessário multiplicar citações para demonstrar que os eruditos bíblicos católicos e protestantes rejeitam o cálculo do monge Exíguo como errôneo.

            Examinemos, portanto, asa passagens citadas para ver o que revelam quanto à data do nascimento do nosso Senhor.

1.         Lucas, I, 5: ‘Nos dias de Herodes, rei da Judéia.’ Herodes, o Grande, era filho de Antípater, o Idumeu, o qual fora feito procurador da Judéia por Júlio César, no ano 47 a.Cr. (707 A.U.C.). Até aqui o articulista acerta. Erra, entretanto, ao afirmar que Antípater morreu no ano 37 a.Cr. (717 A.U.C.). Antípater morreu envenenado no ano 43 a.Cr. (711 A.U.C.) (2)

            Herodes, o Grande, foi feito rei pelos romanos no ano 40 a.Cr. (714 A.U.C.), mas levou 3 anos para derrotar Antígono, o rei-sacerdote macabeu, e seus aliados, os Partas. Foi, portanto, no ano 37 a.Cr. (717A.U.C.) que Herodes começou a reinar sobre a Judéia. Morreu em Março ou Abril do ano 4 a.Cr. (750 A.U.C.)

            Pergunta o articulista: ‘Como foi possível tudo isso (relatado nos Evangelhos de Mateus e Lucas a respeito de Herodes), se já tinha falecido 4 anos antes? A resposta é óbvia: tudo isso foi possível porque ele não havia falecido 4 anos antes. O erro não é do Evangelista: como diria ele que Herodes fizera tudo aquilo depois de morto? O erro é do monge Exíguo, o qual calculou que Cristo nasceu em 754 A.U.C. Mas, como todos concordam, Herodes morreu no ano 750 A.U.C.; é evidente, portanto, que Cristo nasceu pelo menos alguns meses, ou até anos, antes da morte de Herodes - lá pelo ano 5 a.Cr. (749 A.U.C.), ou antes. Não culpemos o Evangelista do erro que cabe ao monge, fazendo seus cálculos cinco séculos depois.

2.         Lucas II, 1 e 2: “Naqueles dias foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do Império para recensear-se. Este, o primeiro recenseamento,  foi feito quando Quirínio era governador da Síria.’

            Foi esse recenseamento de César Augusto que levou José e Maria a Belém para se alistarem, pois ele era da casa e família de David. Enquanto estavam em Belém, Jesus nasceu.

            Objeta o articulista a essa nota cronológica, dizendo que o recenseamento foi ordenado no ano 760 A.U.C. (7 d.Cr.). O articulista parece desconhecer a obra monumental do famoso historiador e arqueólogo inglês, Sir William Ramsay, o qual provou a exatidão histórica dessa nota cronológica em Lucas, II, 1 e 2. Ramsay, nos seus livros (3), demonstrou que os recenseamentos se davam  periodicamente de 14 em 14 anos. O do ano 760 A.U.C. (7 d.Cr.), foi um deles: o mesmo recenseamento em Atos, V, 37. Teria dito ele que o nosso Senhor nasceu no tempo deste recenseamento? Teria sido uma contradição flagrante.

            Pelo contrário, Lucas estabelece a diferença  entre os dois dizendo cuidadosamente que o recenseamento do tempo de Jesus foi o primeiro, quando Quirínio era governador da Síria. Ramsay mostra ainda, por meio de inscrições históricas, que Quirínio foi governador da Síria duas vezes. Foi durante o seu segundo período de governo que se deu o recenseamento do ano 760 A.U.C. (7 d.Cr.). O recenseamento anterior, quando Jesus nasceu, teria sido ordenado no ano 746 A.U.C. (8 a.Cr.), catorze anos antes. É fácil ver-se que, por uma ou outra razão, teria havido alguma demora antes que o recenseamento fosse levado a efeito nas províncias, especialmente na Palestina, onde o representante dos romanos sempre tinha que tratar com muito cuidado os seus súditos rebeldes. Portanto, não há nada que milite contra a suposição de que esse primeiro recenseamento se efetuou na Palestina um ou dois anos depois de ordenado, isso é, 746-748 A.U.C. (8-6 a.Cr.). Portanto, a data, em geral, concorda com a anterior.

3.         Lucas, III, 1 e 23. ‘No décimo quinto ano do reinado de Tibério César - tinha Jesus cerca de trinta anos ao começar o seu ministério.’

            Augusto morreu em 29 de Agosto, 767 A.U.C. (14 d.Cr.), sendo sucedido por Tibério, o qual reinou, portanto, de 14 d.Cr. até 37 da nossa era.   O 15º ano do seu reinado seria 781-782 A.U.C. (28-29 d.Cr.): se Jesus tinha, nessa data, cerca de 30 anos, há lugar para uma variação de 3 ou 4 anos: como diz o cônego Laurini, ele poderia ter de 28-32 anos de idade. Nesse caso, a data do seu nascimento cairia entre 750-754 A.U.C. (4 a.Cr. - 1 d.Cr.).

            Mas, é mais provável que Lucas date o 15º ano de Tibério, não da morte de Augusto, mas do começo do co-reinado de Tibério com Augusto, 2 anos antes da morte deste. Pois, conforme o testemunho dos historiadores Tácito e Suetônio, Tibério partilhou do reinado com Augusto uns dois anos antes da morte de Augusto em 767 A.U.C.

            Fazendo, pois, os mesmos cálculos, conclui-se que, segundo essa passagem, o Senhor Jesus nasceu entre 748-752 A.U.C. (6-2 a.Cr.). Novamente, essa data concorda com as duas anteriores.

            Esse breve estudo demonstra, portanto, que nas três passagens Lucas concorda em afirmar que o Senhor Jesus-Cristo nasceu entre os anos 747-752 A.U.C., a saber, de 7-2 a. Cr. A maioria dos eruditos prefere os anos 748-749 A.U.C., isso é, 6 ou 5 a.Cr. como o ano em que Jesus nasceu.

            Ninguém - e, repetimos, ninguém exige dos historiadores antigos, nem mesmo dos bíblicos, a precisão científica com que se datam os eventos hoje em dia. Para tanto não tinham nem os recursos, nem o interesse. Dizer que ‘pouco os incomodaram com a verdade histórica de suas narrações’ por não revelarem eles essa precisão do historiador moderno, é, patentemente, uma decisão arbitrária e injusta.

            Afinal de contas, qual é o propósito do autor bíblico nessas três passagens? É o de fixar o ano em que Jesus nasceu? De maneira alguma. Na primeira passagem Lucas assevera que Jesus nasceu quando Herodes, o Grande, era rei da Judéia. Certo ou errado? Todos concordam que ele está certo. Na segunda passagem ele relata que foi um recenseamento, durante o tempo em que Quirínio era governador da Síria, que trouxe Maria e José a Belém, onde Jesus nasceu. Está certo o historiador bíblico? As descobertas arqueológicas dizem que sim. Na terceira passagem o autor afirma que Jesus, com cerca de 30 anos de idade, começou o seu ministério no 15º ano do reinado de Tibério (4). Ocorre em erro o autor sagrado? Não. Portanto, o valor histórico do seu relato não pode ser impugnado: pois a erudição bíblica moderna tem demonstrado serem autênticas todas as três asseverações.

            Nós, leitores do 20º século, é que perguntamos: coincidem essas notas cronológicas no seu testemunho quanto à data do nascimento do Cristo? E a resposta é que, em linhas gerais, elas, de fato, coincidem, dentro de um período de 4 a 5 anos.

            Lucas, portanto, está vindicado pela erudição bíblica quanto à exatidão histórica com que relata os fatos. Suas asseverações não são absolutamente, discordantes: não procede, portanto, a alegação de que ele cita ‘três épocas diferentes para sua narração do nascimento de Jesus’, ou de que há uma diferença de 10 anos entre as datas. Diga-se de passagem, aliás, que desde as investigações minuciosas e demoradas de Harnack, Ramsay e Streeter, poucos são os críticos bíblicos que se atrevem a atacar a historicidade do autor do 3º Evangelho. Descoberta após descoberta têm comprovado a verdade do que ele próprio afirma ter feito: ‘uma acurada investigação de tudo desde sua origem’.

            Mais duas observações:

            (1) Marcos VI, 14 não se refere a Arquelau e sim a Herodes Ântipas, tetrarca da Galiléia e Peréia. Nem um nem o outro recebeu o título de rei. A expressão ‘rei Herodes’ nessa passagem é usada no sentido lato de ‘governador’ (conferir ainda VI, 22, 25-27). Até o evangelista Mateus, que usa o título exato de ‘tetrarca’ (XIV, I), em qualquer lugar usa o termo ‘rei’ (XIV, 9). Portanto, não causa espécie que Marcos faça uso do título.

            (2) As palavras de Lucas no prefácio do seu Evangelho (Lucas I, 3,4) quanto à maneira em que se fez suas investigações, de maneira alguma invalidam, ou mesmo afetam, a doutrina que o articulista  denomina ‘a suposta e imposta inspiração da Bíblia’. Nenhuma formulação da doutrina da inspiração da Bíblia nega o elemento humano na composição das Escrituras: mas não é com um aparte superficial e capcioso que crítico qualquer eliminará o elemento divino da formação literária da Bíblia. 

            Em conclusão, devemos dizer que todos os estudos do último meio século, arqueologia, papirologia, história, paleografia, crítica literária, enfim, todas as disciplinas - têm contribuído para aumentar, e não diminuir, a autoridade das Escrituras. Hoje a Bíblia está em situação muito mais segura, no que tange à parte histórica, do que estava há meio século. A evidência histórica, em peso, testifica do valor histórico das Escrituras, demonstrando serem as suas asseverações dignas de toda a confiança. Outrossim, a experiência desse último meio século demonstra, sobejamente, que o texto original da Bíblia resiste, impávido, a todas as tentativas de apoucá-lo ou desprestigiá-lo. (Ext. do ‘Diário de Notícias’ de 11-1-53)

(1)       Bíblia Sagrada: Versão Clássica do Padre Antônio de Figueiredo, vol. XV, págs. 351-357.
(2)       Emil Schurer - ‘A History of the Jewish People in the time of Jesus Crist’, Divisão I. vo. I. pág. 386 (cfs Josefo, Antiguidades, XIV, 11, 4 e Guerra dos Judeus, I, 11, 4).
(3)       William Ramsay - Was Crist Born at Bethlehem?, e ‘Bearing of Recent Discovery on the Trustoworthiness of the New Testament’.
(4)       Cumpre notar que, a rigor, a data mencionada é a do início do ministério de João Batista; presume-se, entretanto, que João tenha pregado e batizado uns 6-12 meses antes do início do ministério do Messias. o 15º ano de Tibério, portanto, marcaria o início dos ministérios de João Batista e do Cristo.

02 Helil, o encarregado dos problemas sociológicos na Terra



Notas Históricas sobre Hilel


Celso Martins
Reformador (FEB)  Fevereiro 1981

  1. A palavra de Allan Kardec

            Quando estudamos com afinco a Doutrina dos Espíritos, encontramos em O Evangelho segundo o Espiritismo, nas Notícias Históricas, inseridas na Introdução da mencionada obra básica, a informação de Allan Kardec de que, entre as seitas judaicas mais influentes, ao tempo de Jesus, sobressaía-se a dos fariseus, cuja origem remonta aos anos 180 ou 200 a.C.. Apesar de duramente perseguidos, conseguiram manter-se no cenário religioso até o ano 70 da Era Cristã, quando desapareceram com a dispersão do povo judeu no mundo.

            Informa ainda o insígne Codificador terem os fariseus exercido papel ativo nas controvérsias religiosas por observarem rigorosamente as práticas exteriores das cerimônias do culto. Na verdade, muitos deles, debaixo das aparências de meticulosa devoção, escondiam costumes dissolutos, excessivo desejo de dominação (tanto que eram poderosos em Jerusalém); e o povo, que não lhes conhecia o lado negativo das intenções, os tinha na conta de criaturas virtuosas. Jesus, no entanto, que lhes devassava os mais íntimos pensamentos, sabendo de sua hipocrisia, freqüentemente os desmascarava em público, nascendo daí então a ligação dos referidos fariseus com os demais companheiros do Sinédrio, para levantar o povo contra o Mestre, e fazê-lo sacrificar.

            Tudo isso aprendemos lendo a obra de Kardec. Pois bem, é ainda aí que aparece o nome de Hilel. Aparece como um chefe dos fariseus, na qualidade de um doutor judeu, nascido na Babilônia, fundador de uma célebre escola, onde - ainda consoante a informação de Kardec - se ensinava que a fé era dada pelas Escrituras.

2. A referência de Humberto de Campos

            Posteriormente, o estudante das obras espíritas vai encontrar nova referência a Hilel (o mesmo Helil) na obra mediúnica Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, do Espírito de Humberto de Campos, através de psicografia de Francisco Cândido Xavier, livro que apareceu, em 1ª edição, em 1938. Esta nova citação aparece no capítulo inicial. O Cordeiro de Deus realizava ‘uma de suas visitas periódicas à Terra, a fim de observar os progressos de sua doutrina e de seus exemplos no coração dos homens.’ Uma corte maravilhosa de Espíritos Superiores o acompanhava nessa peregrinação, clarificando os caminhos cheios de trevas; Jesus contemplou então o planeta terreno que ‘lhe apresentava ainda aquelas mesmas veredas escuras, cheias da lama da impenitência e do orgulho das criaturas humanas, e repletas dos espinhos da ingratidão e do egoísmo. Embalde seus olhos compassivos procuraram o ninho doce do seu Evangelho; em vão procurou o Senhor os remanescentes da obra de um dos seus últimos enviados à face do orbe terrestre. No coração da Úmbria havia cessado os cânticos de amor e de fraternidade cristã. De Francisco de Assis só haviam ficado as tradições de carinho e de bondade; os pecados do mundo, como novos lobos de Gúbio, haviam descido outra vez das selvas misteriosas das iniqüidades humanas, roubando às criaturas a paz e aniquilando-lhes a vida.’

            Nesta ocasião surge um emissário solícito que tentou alinhavar alguma desculpa, à guisa de explicação, como que desejando desfazer a penosa impressão do Mestre acerca das guerras religiosas que semeavam luto e dor sobre o mundo de então. Este emissário solícito que acompanhava Jesus - era Helil!

            Em seguida, a caravana celestial procurou concentrar sua atenção em continentes ainda desconhecidos onde Espíritos jovens e simples aguardavam a semente de uma nova vida. Vieram, pois, visitar, além dos mares, as terras que, um pouco mais tarde, seriam consideradas o continente americano. E se detiveram no Brasil. Mãos erguidas para o alto, como que invocando as bênçãos de Deus para todos os elementos daquele solo extraordinário e opulento. Jesus, suave e mansamente assim se expressa:

            - “Para esta terra maravilhosa e bendita será transplantada a árvore do meu Evangelho de piedade e de amor. No seu solo dadivoso e fertilíssimo, todos os povos da Terra aprenderão a lei da fraternidade universal. Sob estes céus serão entoados os hosanas mais ternos à misericórdia do Pai Celestial. (...) Aqui, Helil, sob a luz misericordiosa das estrelas da cruz, ficará localizado o coração do mundo!”

            Nesta mesma ocasião, o Mestre designava para  Helil uma nova vida corpórea ‘no seio do povo mais nobre e mais trabalhador do Ocidente’, onde seria instalada ‘uma tenda de trabalho para a nação mais humilde da Europa, glorificando os seus esforços na oficina de Deus”.

            Com efeito, Hilel (o mesmo Helil) reencarnava em Portugal em 1394, na personalidade do infante Dom Henrique (ver Brasil, Mais Além!, de Duílio Lena Bérni, edição da FEB). Graças a seu denodado esforço, instituiu-se a famosa Escola de Sagres, concentrando-se aí todos os conhecimentos aperfeiçoadores da arte de navegar, atraindo sábios a geógrafos da época, bem como navegantes de nomeada, dando aos portugueses condições de se lançarem aos mares nunca dantes navegados (como cantou Camões) e de descobrirem novas paisagens na costa ocidental da África, o caminho marítimo para as índias e sobretudo o nosso Brasil, a 1500, por Pedro Álvares Cabral. Lançam-se assim os pródromos de uma nação, em cujo seio promissor os elementos indígenas, africano e português - as três raças tristes, na opinião de Ronald de Carvalho - haveriam de construir os fundamentos de uma nacionalidade para a germinação sublime da semente sacrossanta dos ensinamentos eternos de Jesus!

  1. O Homaranismo de Zamenhof
            Escrevendo em Reformador, lá pelos idos de 1937 (pág. 532 e seguinte), Ismael Gomes Braga tecia comentários sobre o Hilelismo. Presumia o saudoso professor decerto somente os esperantistas conhecessem o assunto por ter sido tema que também empolgara a vida de Zamenhof. E, de fato, como já ressaltou Francisco Thiesen, no prefácio do livro Brasil, Mais Além!, já citado, Zamenhof, em seu ardoroso desejo de irmanar a Humanidade, dedicou-se também a um movimento, à parte do Esperanto, a que deu o nome de Homaranismo. Thiesen recorda inclusive o livro Zamenhof - Iniciador do Esperanto, de A. López Luna, tradução de Carlos Domingues, publicado pelos Irmãos Pongetti - Editores em 1959 (ano do centenário de nascimento do autor da Língua Internacional). Neste livro aparece trecho de uma carta do ilustre médico polonês a Alfredo Michaux, onde se lê o seguinte: “Desde a mais remota infância entreguei-me a um único e para mim supremo ideal: o de unir a Humanidade. Este ideal é o fim e o objetivo da minha vida toda, e o Esperanto só uma parte dele...”

            O Homaranismo, como movimento tendente a irmanar os homens, a despeito de suas divergências religiosas raciais, só apareceu em 1906. Antes, Zamenhof lançara um opúsculo, redigido em russo, que não recebeu a devida atenção. opúsculo esse sob o título de Hilelismo, e com o pseudônimo literário de Homo Sum. Facilmente se percebe que o Homaranismo é o mesmo Hilelismo apenas com um nome novo. Inclusive consta do Plena Vortaro de Esperanto, 5ª edição de 1956, editado pela Sennacieca Asocio Tutmonda, a seguinte definição à pág. 176: “Doktrino postulanta, ke ciu rigardu kaj amu ciulandajn homojn kiel  siajn fratojn.” Quer dizer, doutrina que pede que cada um olhe e ame os homens de outros países como irmãos? Que é isso senão  a confraternização universal? Senão a confraternização de todos para o bem estar geral da Humanidade?

            Ligeira síntese do Homaranismo poderia aqui ser apresentada. Ei-la: A Humanidade é uma só família. Não devemos julgar os homens por sua raça, mas por suas boas ou más ações. Não devemos procurar impor aos outros nem a nossa língua nem a nossa crença. O patriotismo não deve degenerar em patriotice. A língua não é um fim; é apenas um meio. Com aqueles que não conhecem o nosso idioma usemos uma língua neutra (no caso, o Esperanto). A religião não deve ser herdada dos pais; deve ser adotada livremente com plena consciência. Sejamos tolerantes e compreensivos para com aqueles que não têm os nossos mesmos ideais. Cultivemos sentimentos fraternais para com os nossos semelhantes.

            Que é isto senão o ensinamento máximo do Cristo segundo o qual devemos amar o próximo como a nós mesmos?

            Por este resumo podemos notar como foi grande Zamenhof! Como foi nobre a sua vida! Como foram puros os seus ideais em benefício da Humanidade!

            O movimento espírita nacional, com o apoio da FEB, prestigia o Esperanto, porque os mesmos propósitos fraternistas inspiram os nossos esforços em prol de um mundo melhor, de uma Humanidade mais irmanada, em observância aos ensinos e aos exemplos legados há vinte séculos por Jesus!

4. Uma questão de Ortografia

            Embora os livros da FEB apresentem a forma Helil, as enciclopédias em geral fazem constar Hilel ou Hilel. Sobre este assunto, Ismael Gomes Braga, em Reformador de 1937, já citado antes, dava preferência a Hilel, e não a Helil, conquanto - argumentava ele - as trocas de vogais sejam de todo insignificantes em nomes hebraicos, porque temos visto o nosso próprio nome escrito Esmael e Ismael, sendo esta última forma a única empregada pelos povos árabes.

            Temos, então, Helil, forma árabe, e Hilel, forma hebraica.

5. Dados obtidos por Zêus Wantuil

            Quando da elaboração do prefácio do livro de Duílio L. Bérni, Francisco Thiesen, homem amante de pesquisas históricas sobre o Espiritismo, manifestou desejo de fazer um como que levantamento da vida e obra de Hilel, no que foi prontamente assessorado pelo confrade Zêus Wantuil. Este companheiro, de igual modo afeito às consultas biográficas junto às obras especializadas, atirou-se ao trabalho e, pouco depois, lhe trazia, devidamente xerocado e classificado, farto material recolhido junto à Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, como podemos ver na lista que se segue:

1º)       La Grande Encyclopedia - Vol. XX - pp. 81 e 82.
2º)       The New Encyclopaedia Britannica - Vol. 8 - p. 873.
3º)       Encyclopaedia Britannica - Vol 11 - p. 496 e Vol 21 - p.641.
4º)       Verbo-Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura - Vol. 10 - coluna 169.
5º)       Enciclopédia Brasileira Mérito - Vol. 10 - p. 579.
6º)       The Universal Jewish Encyclopedia - Vol. 5 - pp. 362 e 363.
7º)       The Catholic Encyclopaedia - Vol. 7 - pp. 354 e 355.
8º)       Encyclopaedia of Religion and Ethics - Vol. 6 - pp. 681 a 684.

            Por motivo de saúde, Thiesen não pode completar sua tarefa. Através de Alberto Nogueira da Gama, nosso velho amigo de atividades espíritas, recebemos seu convite para cooperar neste labor. Por sinal, demasiado pesado para nossos tão fracos ombros. Os companheiros supuseram-nos mais capaz do que realmente somos. Ora, tendo debaixo dos olhos todo o material recolhido por Zêus Wantuil, de igual maneira atiramo-nos ao trabalho de compilação, mesmo porque o tema diz respeito também ao Esperanto e ao Dr. Zamenhof, o que nos deixou muito mais alegre ainda!

            Dentro de nossas notórias limitações, fizemos quanto pudemos, como os leitores lerão a seguir:

6. Afinal, quem foi Hilel ou Helil?

            Hilel foi um célebre rabino do século I. a.C.. Logo, foi um doutor judeu durante parte do reinado de Herodes. Nasceu na Babilônia, cerca de 70 a.C. e desencarnou no ano 10 da Era Cristã. Tais dados são da The Catholic Encyclopaedia, devendo ser dito desde já que em torno de sua vida muito há de lenda e fantasia, chegando certos hebreus a tentarem uma comparação entre a sua existência e a de Moisés. Assim, Hilel teria vivido 120 anos, dos quais os quarenta primeiros em sua terra natal, os quarenta seguintes na Palestina, como trabalhador braçal, e os últimos quarenta como líder religioso.

            Cognominado de Ancião e de Babilônico, descendia, de um lado, da tribo de Benjamim, e, de outra parte, do próprio Rei David. Não confundí-lo com Hilel  2º, o Moço, também doutor judeu, porém do século IV, patriarca de seu povo durante o Império Romano, e que possivelmente teria sido o autor de uma reforma do calendário judaico. A FEB em 1947 incluiu uma nota em O Evangelho segundo o Espiritismo alertando para que não se confundisse o Hilel, citado por Kardec, com um seu homônimo, que vivera 200 anos mais tarde e que estabelecera os princípios religiosos e sociais de um sistema todo de tolerância e amor, sistema (ainda conforme a nota da FEB) hoje conhecido por Hilelismo.

            Como a Babilônia de sua época não oferecesse condições de se adquirir uma sólida educação religiosa, Hilel procurou ampliar seus horizontes em Jerusalém, onde, trabalhando como operário braçal (cortador de madeira), muito lutou para manter-se a si e aos seus. Mesmo assim, conseguiu amealhar algum dinheiro para custear sua instrução acerca da palavra de Iavé, tendo Shemaiah e Abtalion como instrutores seus. 

            O ambiente de Jerusalém, no entanto, lhe era adverso. Seu temperamento pacífico não poderia sentir-se bem aí, onde dissenções entre fariseus e saduceus e perseguições movidas por Herodes aos líderes religiosos só lhe poderiam magoar a sensibilidade aprimorada. Regressou à terra natal, Voltou à Palestina aos 80 anos de idade, como consta das tradições judaicas. Estavam então em evidência, no Sinédrio, os filhos de Batheira ou batheiritas, que contavam inclusive com o apoio do Rei Herodes.

            Certa ocasião teria surgido uma divergência entre os judeus acerca de um sacrifício a ser oferecido no sábado (dia de repouso). A solução oferecida pelos batheiritas não foi tão brilhante como a de Hilel. Depois deste incidente, fez-se ele chefe ou príncipe (Nasi) dentre seus companheiros no Sinedrim, título este que foi passando a seus descendentes até o ano 70 de nossa era, quando se deu, já dissemos, a dispersão do povo israelita pelo mundo.

            A Encyclopaedia Britannica (Vol. 21, pp. 641 e seguintes), no verbete sobre o Talmud, cita Gamaliel como neto de Hilel. Gamaliel é nosso conhecido dos Atos, capítulo 5, vv. 38 e 39, onde, considerado mestre da lei, fariseu muito acatado pelo povo, defende os apóstolos, declarando: - “Dai de mão a estes homens, deixai-os; porque se este conselho ou esta obra vem dos homens, perecerá. Mas se é de Deus, não podereis destruí-los, para que não sejais, porventura, achados lutando contra Deus.”

            Destacando-se dentre os batheiritas, Hilel foi guindado à presidência do Sinédrio, no que foi, de certa forma, apoiado pelo próprio Herodes. Assim se expressa a Encyclopaedia of Religion and Ethics: “His main support may have been Herod, who, at this period of his reign was anxious for peace, and, therefore, not disinclined to the election of a man of peace such Hillel was, to the presidency.” Quer dizer, seu principal apoio pode ter sido Herodes que, a esta altura de seu reinado, estava ansioso de paz, e, por esta razão, não se indispôs com a eleição de um homem de paz como Hilel para a presidência (do Sinédrio, naturalmente).

            As fontes históricas, aliás, são unânimes em dar destaque às qualidades morais de Hilel. Embora ele não concordasse com o rigorismo do Vice-Presidente Shammai, inclinado a uma rígida interpretação da Lei, Hilel conseguiu cativar a simpatia de seus correligionários apresentando-se  como uma criatura de uma disposição voltada para o entendimento fraterno, uma criatura de genuína humildade, de verdadeira piedade religiosa, está visto uma exceção ao comportamento dissoluto dos fariseus de então. Chegou a ser considerado um exemplo brilhante das virtudes que sua religião consagrava. Um autêntico educador de ética, de uma moralidade superior, não apenas pelas prédicas mas sobretudo pela força maior de seus exemplos nobres!

            Ismael Gomes Braga, em Reformador de novembro de 1957, p. 263, cita um fato, que é repetido por Thiesen no prefácio ao livro Brasil, Mais Além!, digno de citação aqui: Um estranho procurou Shammai e lhe disse: - Quero que me exponhas toda a doutrina judaica, mas num resumo tão rápido que eu a aprenda enquanto me possa manter de pé sobre um só pé. Ora, Shammai, que levara anos e anos a  estudar a lei e a achava muito vasta, percebendo que o interlocutor não queria senão escarnecer dele e de sua crença, encolerizou-se e correu o homem de sua presença. Não se dando por achado, o homemzinho procurou Hilel para fazer a mesma indagação. Calmamente o doutor da Lei explicou: - Faze aos outros o que queiras que os outros te façam. O estranho espantou-se com a resposta paciente de Hilel e replicou: - É só isso a doutrina toda? Ao que completa o sábio: - Sim, é só isto. Tudo o mais são comentários.

            Efetivamente, sua regra de ouro era exatamente esta: Não faças aos outros aquilo que seja odioso para ti mesmo. Hilel empenhava-se em recomendar o amor e a busca da paz em termos de confraternização. Insistia muito no amor à Humanidade. E fazia-o de modo tão intenso que muitos escritores modernos admitem sua influência sobre os ensinamentos de Jesus e mesmo sobre as bases do Cristianismo nascente.

            A ele se atribuiu o Prozbul (Declaração perante o Conselho), pelo qual era garantido aos credores, no ano sabático, receberem o que lhes era devido diante de um tribunal. Podemos dizer que toda a tradição observada pelos fariseus se codificou em obras como o Talmud e a Mishna ou Mixena. Pois bem, Hilel  (ou Helil) elaborou um método de exegese dos textos religiosos, conhecido como As Sete Regras, tornando-se por isso um dos pioneiros do Talmud. Semelhante trabalho serviu de base para a elaboração de regras mais aperfeiçoadas na segunda centúria da Era Cristã. Tanto como coletou máximas de doutores anteriores, formando o texto básico da Mixena.

            Seus ensinamentos ganharam popularidade por terem sido expressos em aramaico, sua língua nativa, e em hebraico. Dentre eles podemos citar:

1.         Não te apartes da comunidade (convite à fraternidade).
2.         Não tenhas confiança em ti mesmo até o dia de tua morte (advertência contra o orgulho e a prepotência);
3.         Não declares “Quando tiver um tempo livre, aí então estudarei” porque talvez jamais terás este tempo livre (exortação ao estudo como meio de aperfeiçoamento individual).

            Vejam os prezados leitores esta frase de Hilel, o mesmo Helil:

            Não julgues o teu próximo até que te tenhas colocado no lugar dele. 
        
            Que bela lição que preconiza a indulgência para com as faltas alheias! Todos esses ensinamentos de sabedoria, expressos de maneira tão clara e tão simples, emoldurados por exemplos de bondade e de piedade, fizeram de Hilel o ideal e o símbolo da vida farisaica verdadeira, não aqueloutra corrompida, contra a qual se manifestara o próprio Mestre Jesus!

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            Hilel, como acabamos de ver, já naquela época, era um espírito que reencarnara na Terra para fazer acelerar o progresso moral de seus companheiros. Haveria de voltar à Terra como o Infante Dom Henrique com o mesmo propósito. Preocupando-se, mais tarde, Zamenhof com o ideal homaranista, vemos então que Deus nunca nos deixou abandonados às nossas próprias sombras. Legando-nos como exemplo máximo a figura extraordinária de Jesus, o plano maior sempre teve o cuidado de nos oferecer irmãos desejosos de nos arrancar de nossas imperfeições para as suaves claridades da evolução moral em busca da Perfeição no Infinito Amor de Deus!