Anotações
em Serviço
Emmanuel
por Chico Xavier
Reformador (FEB) Janeiro 1970
Corrigir-nos
sim, e sempre.
Condenar-nos, não.
Condenar-nos, não.
Valorizemos
a vida pelo que a vida nos apresente de útil e belo, nobre e grande.
Mero
dever melhorar-nos, melhorando o próprio caminho, em regime de urgência;
todavia, abstermo-nos do hábito de remexer inutilmente as próprias feridas,
alargando-lhes a extensão.
*
Somos
espíritos endividados de outras eras e, evidentemente, ainda não nos
empenhamos, como é preciso, ao resgate de nossos débitos; no entanto, já
reconhecemos as próprias contas com a disposição de extingui-Ias.
*
Virtudes
não possuímos; contudo, já não mais descambamos conscientemente para criminalidade
e vingança, violência e crueldade.
*
Não
damos aos outros toda a felicidade que lhes poderíamos propiciar; entretanto,
voluntariamente não mais cultivamos o gosto de perseguir ou injuriar seja a
quem seja.
*
Indiscutivelmente,
não nos dedicamos, de todo, por enquanto, à prática do bem, como seria de
desejar; todavia, já sabemos orar, solicitando da Divina Providência nos
sustente o coração contra a queda no mal.
*
Não
conseguimos infundir confiança nos irmãos carecentes de fé; no entanto, já
aprendemos a usar algum entendimento no auxílio a eles.
*
Por
agora, não logramos romper integralmente com as tendências infelizes que
trazemos de existências passadas, mas já nos identificamos na condição de
espíritos inferiores, aceitando a obrigação de reeducar-nos.
*
Servos
dos servos que se vinculam aos obreiros do Senhor, na Seara do Senhor,
busquemos esquecer-nos, a fim de trabalhar e servir. Para isso, recordemos as
palavras do Apóstolo Paulo, nos versículos 9 e 10, do capítulo 15, de sua
Primeira Carta aos Coríntios: - "Não sou digno de ser chamado apóstolo,
mas, pela graça de Deus, já sou o que sou."
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