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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Reencarnações



Reencarnações

de Escritores


Alberto Romero
Reformador (FEB) Fevereiro 1981

            Léon Denis em ‘O mundo Invisível e a Guerra’, numa referência à Sociedade de Estudos Psíquicos de Genebra, lembra que durante mundo tempo teve ela como presidente o Professor Daniel Metzger, ‘o qual - coisa curiosa - e segundo um Espírito digno de fé, era a reencarnação de Calvino’.

            D. Metzger é o autor de ‘Essai de Spiritisme Scientifique’, que reúne onze conferências sobre os mais importantes fenômenos paranormais. O exemplar que ilustra nossa biblioteca é um alfarrábio. Raridade bibliográfica. O interessante nessa obra é que Metzger alude de passagem ao grande reformista ao afirmar que o Deus verdadeiro não é o de Calvino, que predestina uns à salvação e outros ao inferno por toda a eternidade.

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            Pouco se sabe sobre a vida e a obra do poeta grego Alcman, criador do lirismo coral.  Os bons dicionários da história registram o nascimento dele na Lídia, no século VII antes da Era Cristã. Foi o inventor do verso grego alcmanico ou alcmanio, que se compõe de três dáctilos e um espondeu, também utilizado pelos poetas latinos. Pois muito bem, Mozart, o gênio da Missa de Réquiem e outras maravilhas da Divina Arte, era a reencarnação de Alcman. é o que registra o livro de Phylos: ‘J’ai vécu sur deux planêtes’.

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            E Flammarion, o fascinante poeta dos astros? Acreditava ser a reencarnação de Dom Alonso de Ercilia. A revelação é do Espírito Vianna de Carvalho na obra ‘À Luz do Espiritismo’, psicografada por Divaldo Pereira Franco. A propósito, possuímos um exemplar de ‘Memoires biographiques et philosophiques d’un astronome’, com uma dedicatória autografada pelo autor (não a nós, é claro. Pudera!)

            Dom Alonso de Ercilla y Zuniga (que mais tarde seria Flammarion) foi um poeta e guerreiro espanhol do século XVI que no começo da vida tomou parte em uma dura expedição contra os araucânios, e fez uma viagem de exploração à Terra do Fogo. Depois criou um caso grave e foi condenado à morte, sendo a pena comutada quando já  estava no patíbulo, com o pé (ou o pescoço) no outro mundo. Mesmo assim mofou anos no cárcere. As numerosas viagens que empreendeu a regiões ignotas e maravilhosas, a sua admiração pelo heroísmo dos araucânios e o encanto paisagístico da América primitiva inspiraram-lhe o poema  épico ‘La Araucana’. Cervantes disse de Alonso de Ercilla: ‘No verso heróico foi o primeiro que honrou a pátria e ficará sendo talvez o único.’

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            O escritor francês Joseph Méry - que viveu uma juventude aventurosa e turbulenta, tendo exercido a sátira política e sofrido várias condenações - recordava-se de uma encarnação na qual tivera o nome de Minius, havendo participado da guerra das Gálias e combatido a Germânia com Germanicus. É o que afirma um artigo biográfico de Edmond Bernus, no ‘Journal Littéraire’ de 25 de Novembro de 1864, citado por Gabriel Delanne, Léon Denis e outros clássicos do Espiritismo.

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            Gabriel Delanne, em ‘A Reencarnação’, informa: ‘No jornal ‘La Presse’, de 20 de setembro de 1868, um romancista popular, Ponson du Terrail, aliás inimigo do Espiritismo, escrevia que se lembrava de ter vivido ao tempo de Henrique III e Henrique IV, e, nessa revivicência, o rei em nada parecia como o que dele diziam seus pais.’
            Ponson du Terrail fez as delícias de nossa adolescência com as mirabolantes proezas de Rocambole. Lembram-se?

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            Na matemática palingenésica, Napoleão Bonaparte é a soma de Júlio César e Alexandre Magno. O mesmo Espírito teria animado os três grandes guerreiros da História. Isto se lê em vários historiógrafos espíritas.

            Léon Denis reafirma em ‘Le génie celtique et le monde invisible’ o que afirmara em obra anterior: ‘Podemos reencontrar César em Napoleão, Virgílio em Lamartine, Vercingetorix em Desaix’. E aduz: ‘Alguns Espíritos acrescentavam mesmo: ‘Pompeu em Mussolini’.

            Como se vê, Léon Denis se louva apenas em revelações medianímicas. Mas não alude a Alexandre Magno, o mais famoso capitão da antigüidade. Alexandre Magno veio ao mundo em 356 a.C. e dele saiu em 323 antes de nossa era. Quer dizer: quando Cristo nasceu Alexandre já havia deixado este mundo há mais de três séculos. Reencarnou como Júlio César no ano 100 e viveu até 44 a.C. para retornar 1813 anos depois como Napoleão Bonaparte. A distância entre a morte de Alexandre e o nascimento de Napoleão é de 2092 anos. Leram bem? Dois milênios e picos. Apenas estranhamos que em mais de dois mil anos tenha sido tão diminuto o progresso moral e intelectual de Alexandre, aquele que exclamou na hora da morte, quando lhe perguntaram a quem deixaria o governo: ‘Ao mais digno!’

            É bom não esquecer que Alexandre teve como preceptor nada menos que Aristóteles, considerado o maior sábio do seu tempo. Aristóteles ‘o fez percorrer todo o ciclo dos conhecimentos humanos’, ensina a ‘Encyclopedia e Diccionario Interenacional’.

            Custa a crer que o responsável por tantas grandezas, após um estágio de 56 anos como Júlio César - este o primeiro orador do seu tempo, segundo Cícero, além de escritor de alta erudição -, venha a reencarnar em Napoleão Bonaparte, tão ilustrado e genial quanto ele, é certo, e com a mesma índole belicosa, mas não espiritualmente superior. Onde a evolução?

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            E o nosso Kardec?  Carlos Imbassahy, em ‘Missão de Allan Kardec’, escreve; ‘Revelaram os Espíritos que Denizard Rivail, em encarnações anteriores vivera na Gália, onde se chamava Allan Kardec. Daí a proveniência do pseudônimo que adotou. Em nova encarnação, fora o infortunado João Huss’. Mais adiante, esclarece Imbassahy: ‘A notícia de que Allan Kardec tivera uma existência ao tempo de Júlio César data de 1858; a de ter sido João Huss veio em 1857. Ambas por via medianímica; a primeira pela cestinha escrevente de Baudin com a médium Caroline; a última por psicografia de Ermance Duffaux.’

            Agora vejamos o depoimento do próprio Allan Kardec através da incorporação. Está na obra póstuma de Léon Denis, ‘Le génie celtique et la monde invisible’. Em determinado trecho, diz Kardec que viveu na Bretanha e foi druida em Huelgoat. E complementa: ‘Dans mon avant-dernière existence, em Savoie, j’ai acquis une endurance morale qui me fut nécessaire pour prêcher le doctrine que vous connaisssez’.

            Traduzimos: ‘Na minha penúltima existência, na Sabóia, adquiri a necessária fortaleza moral para pregar a doutrina que conheceis.’

            E nada mais disse nem lhe foi perguntado.




26 comentários:

  1. Olá Aron, estou justamente procurando esse livro: A propósito, possuímos um exemplar de ‘Memoires biographiques et philosophiques d’un astronome’, com uma dedicatória autografada pelo autor (não a nós, é claro. Pudera!). Existe uma citação nele e eu gostaria de confirmar. Podemos conversar?

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  2. esqueci de deixar meu e-mail: julio@boanova.net

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  3. Favor anotar...

    aron.um.espírita@gmail.com

    Abs.,

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  4. A LINHA REENCARNATÓRIA É:
    ALEXANDRE MAGNO= CARLOS MAGNO.
    JULIO CESAR= NAPOLEÃO BONAPARTE

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  5. A sequência reencarnatória de Alexandre é a seguinte:
    Aquiles (1.200 a.C.), Alexandre o grande (356 a.C. - 323 a.C.), Simão Pedro (1 a.C. 67 d.C.), Juliano o apóstata (331 - 363), Mundzuk (pai de Átila, o huno. missão. +-390 - 433), Carlos Martel (688 - 741), Ricardo coração de leão (1157 - 1199), Lennart Torstensson (general sueco na guerra dos 30 anos. 1603 - 1651), Kaiser Frederico III (imperador que era a esperança para liberalizar o império alemão. Apelidado de "nosso Fritz" pelos alemães da época. 1831 - 1888), Oskar Schindler (industrial de origem tcheca que com a ajuda se seu amigo Stern, salva 1.100 pessoas da morte nos campos de morte. 1908 - 1974. Atualmente esse espírito está encarnado. Essas informações são seguras. Podem examiná-las tanto pelo estudo de trabalhos biográficos e históricos, como pelo crivo de trabalhos mediúnicos sérios.

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    1. Caro companheiro como conseguiu esta informação de Oskar Schindler estou fazendo um trabalho sobre ele.

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  6. E apenas observando a afirmativa do amigo que disse que o Alexandre foi Carlos Magno, isso de fato não procede, ainda que a relação é próxima, pois Carlos Martel (reencarnação de Alexandre) era avô de Carlos Magno.
    Carlos Magno é a reencarnação de Otávio Augusto, aquele que a história sagrou como o primeiro imperador romano.
    Lembro que Júlio César, apesar de todo poder reunido, não foi definido como imperador, mas sim como ditador (no conceito romano do termo, claro!)

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Apartir de que informação chega-se ao entendimento da reencarnção de otavio augusto como carlos magno

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  7. Interessante como o assunto desperta a atenção e interesse dos companheiros. Pena que as fontes em que se baseiam não nos são passadas. Isso ajudaria - em muito - na avaliação pessoal sobre a confiabilidade dos comentários, principalmente na época que vivemos onde o lixo literário dito Espírita se acumula e desaponta. Tão importante quanto os conceitos aqui emitidos são suas fontes pois permitem um julgamento mais consistente sobre tais comentários. Aqui, o 'de autor desconhecido' não tem espaço.
    Mais... se me recordo bem, o Jornalista Luciano dos Anjos menciona em seu livro 'Eu sou Camille Desmoulins' que acumulava inúmeras informações sobre o 'Who was who' no Brasil e fora daqui. Talvez um dia essas informações se transformem num livro. Um seu amigo - já desencarnado - também colecionava uma lista de participantes dos eventos de 1789 (e anos seguintes) que estariam reencarnados no Brasil.
    Paz.

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  8. Infelizmente, não tenho como oferecer dados concretos ou provas cabais, até porque seria impossível, no entanto, desde de que vi esta postagem procurei, com meu grupo e o com o apoio de amigos médiuns, aprofundar estas encarnações de relevante peso histórico. Chegamos a 4 sequências impressionantes. São elas:
    I - Helena de Tróia, Olímpias (mãe de Alexandre), Judas Iscariotes, Joana d'Arc e Anita Garibaldi.
    II - Homero, Aristóteles, Cícero, Sêneca, Marco Aurélio, Flávio Aécio, Al-Farabi, Erasmo de Roterdã, René Descartes, Goethe e Itzhak Stern
    III - Heitor de Tróia, Felipe II (pai de Alexandre), Júlio César, Santo Estêvão, Carlos Martel, Gustavo Adolfo da Suécia, Napoleão Bonaparte e Friedrich Bramann.
    IV - Aquiles, Alexandre Magno, Espártaco, Otávio Augusto, Trajano, Juliano o apóstata, Carlos Magno, Alfredo o grande, Otto o grande, Canuto o grande, Ricardo coração de leão, Marco Polo, Leonardo da Vinci, Lennart Torstensson, Gillaume Amontons, Friedrich Schiller, Frederico III da Alemanha e Oskar Schindler.
    Confesso que fiquei impressionado com a transformação de um Aquiles em um Schindler...
    Paz e amor.

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    1. Comp. Marco Polo foi Santos Dumont segundo Chico Xavier e em uma publicação de Gerson Simões Monteiro no Jornal Extra do RJ

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    2. Pois eu antecipo que o próprio Chico não pode revelar algumas vidas. Por exemplo, quem teve a oportunidade de aprofundar o estudo realizado por André Luiz descobrirá que ele não foi o médico sanitarista brasileiro, nem tem a aparência usualmente descrita. Agora, já o famoso elo Júlio César - Napoleão Bonaparte, esse sim procede. O certo é que sempre haverá uma névoa de incerteza...

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    3. Na Revista Espírita Volume III, do ano de 1860, mês de novembro, há um texto psicografado pelo próprio Homero, que se manifestou espontaneamente e respondeu às perguntas que os médiuns e assistentes puderam improvisar, em meio à surpresa de tão memorável poeta psicografar sem ser evocado ou lembrado. Também há provas (que o próprio Kardec assegura serem lógicas) que o espírito era mesmo o de Homero. Ninguém lembrou de perguntar sobre suas vidas anteriores ou posteriores, é certo. Por outro lado, fica a questão: se o espírito deixava subentendido estar ali para ajudar os que fazem o bem e ajudar na divulgação espírita, e contou curiosidades do seu tempo aos médiuns sem que fossem perguntadas, não é meio lógico pensar que ele teria dito ao menos uma dessas encarnações posteriores, caso ele tivesse animado algum desses personagens que o amigo anônimo citou?
      É difícil pensar que ele teria mostrado mais atenção ao "sobrenome" ou apelido que teve na época como Homero do que aos nomes célebres que você diz.

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  9. Olá pessoal por acaso achei este forum, sou espirita e um dia me falaram que por minha bondade na vida passada foi me dado o direito de encarnar novamente, em um dia muito feliz de minha vida o espirito de luz me falou que eu sou a reencarnação de Oskar Shindler, fiquei muito cuirioso, e até hoje eu duvido disso, pois não em acho capaz de ter sido esta pessoa que tantas vidas salvou... alguem pode me ajudar? como posso saber da verdade? meu email é: angelofcereal@hotmail.com
    Abraços a todos
    Salve Deus

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  10. Oskar desencarnou em 1974. E vc, encarnou quando?

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    1. 3 de novembro de 1982 as 10:55

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    2. Você pode participar de uma seção mediúnica, em que o médium pode te responder a verdade! Ou então, tu podes experimentar uma seção de regressão, que te revelará definitivamente! É apenas uma dica!!!

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  11. Sem resposta ainda Aron?
    estou ansioso

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  12. Kardec deu relevância ao conteúdo e coerência das mensagens recebidas mais do que a quem assinava tais mensagens. Se você procurar nas obras da Codificação (exclua aí 'Obras Póstumas' que, obviamente, não foi escrita por ele) você NÃO vai encontrar referências aos médiuns que colaboraram nas Obras. O conhecimento do nome desses colaboradores veio com Canuto e outros pesquisadores. Se você foi Oskar ou não eu não posso dizer mas, acredite, isso não tem nenhuma relevância nesta sua encarnação. Seja bom e misericordioso e siga à risca os ensinos do Mestre Jesus. É para isso que todos voltamos a carne. Abraços fraternos.

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  13. Querido Aron, oque acontece é que sou novo na doutrina espirita, e com isso vem as impolgações, duvidas e anseios, sempre desde pequeno acredito em reencarnação, e sempre tive curiosidade de saber quem já fui, apenas curiosidade inocente, pois sei que jamais poderei me espelhar no que fui, até mesmo porque estou encarnado para reajustar...
    Procuro sempre manter minha conduta doutrinaria e moral.
    Que Jesus o divino e amado mestre sempre te ilumine nesta maravilhosa missão.
    Salve Deus.
    Abraços deste jaguar curioso.

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    1. Medite se o tempo que você está perdendo fantasiando sua encarnação anterior, seja como Schindler ou não, te está sendo útil em alguma coisa.
      Você poderia estar usando esse tempo gasto em dúvidas sobre o seu passado fazendo muita coisa dentro da casa espírita, ou até mesmo na sua vida profissional ou intelectual, cultural. Acredite, amigo: qualquer dessas alternativas te dará muitíssimo mais "lucros" que perder tempo pensando no passado.
      Aliás, essa sua FASCINAÇÃO com o nome de Schindler, seja verdadeira ou não a comunicação do espírito que te disse, já é um ponto negativo que pesa bastante para pensarmos se havia alguma necessidade de comunicação com revelações passadas, e se esse espírito de luz que te revelou é tão iluminado mesmo quanto pensa, ou quanto faz crer...

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  14. Uma foto de uma placa em homenagem a Oskar Schindler foi postada hoje. FCD!

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  15. O Nome espiritual de Alexandre o Grande é Árion, é o mesmo personagem da Mitologia Grega, consegui isso numa sessão Mediúnica...
    Ass.: (Juan)

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    1. Não sei se é exatamente o que vou dizer, mas fica a impressão que alguns espíritas menos precavidos misturam demais a seriedade e prudência de Kardec com as revelações meio fantásticas da Grande Fraternidade Branca Universal. O resultado dessa mistura não fica nada confiável, meu amigo.

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  16. Interessantes todas estas colocações,interessantes,fazendo-nos refletir acerca da complexidade magnífica dos mecanismos evolutivos da Palingênese,a reencarnação.Recomendo,aqui na web,uma leitura portadora de conteúdos muito elucidativos e esclarecedores,acessem no google psicografia Vida Eternamente Viva,obra contendo muitos tópicos preciosos e profícuos,para ampliar nossos conhecimentos espiritualistas,nesta nossa complexa e conturbada época. Deus abençoe-nos,sempre e para sempre,nosso ideal evolutivo.

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